PoesiA
PoesiA

A CIDADE NUNCA ESVAZIA

Onde estamos?

Estamos no meio da rua
cercados pelas paredes nuas
mirados exclusivamente pela Lua

Se áspero, no escuro tateia
esta asfáltica textura crua
o satélite na fase cheia
acima dos prédios
acima dos muros

Onde estamos?

Estamos sentados num túmulo
encostados nesta lápide púrpura
incapazes de ler suas escrituras
semáforos norteiam um ritmo
como pistolas
armando-se cínicas
soam, operando cíclico
calibrando Ordem
calibrando Avenida

Onde estamos?

Estamos abraçados a um poste
semi-deitados, porém de pé
se enrolando tocando avoando
sentindo mesma doce agonia
amarga felicidade
quando o raiar do dia
pois a cidade
nunca esvazia.

sebastiao_salgado

A Verdade Acontece

(texto escrito para o ISTF.com.br em 19/12/2012)

(…) Eu não fiz um curso de ser curioso. Eu nasci assim. Portanto a ética e filosofia hacker seriam apenas uma conseqüência óbvia. Amar computação desde que aprendi a ler ajudou bastante. Saudoso Apple ][.
Eu não precisei de religião ou educação nenhuma para gostar de dividir conhecimento. Eu também nasci assim. Desde terminar a lição mais cedo e ajudar os colegas até postar neste fórum, me expor mesmo, em prol de uma lógica bem bacana: SE Conhecimento é Poder, Conhecimento dividido é Consequentemente Poder multiplicado. Parece banal, mas não é. É mérito pra k4r4lh0. Mérito dos melhores méritos — aquele que pertence a uma comunidade, não apenas mérito pessoal.
(…)



.::.

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(texto escrito para o ISTF.com.br em 19/12/2012)
.:G.C.

Acho que muitos vão se identificar com este texto. É para refletir e acho que faz jus ao site.
Estava eu a trabalhar,
quando apesar dos pesares,
me recordei de como cheguei até aqui. Pessoal e profissionalmente.
Eu trilhei meu caminho sozinho, aprendi a nadar com os peixes do mar.
Peixes muito maiores que eu. Peixes menores do que eu. Todos que dividiram o conhecimento me ajudaram
a chegar até aqui. “Aqui” sendo na verdade um “momento”.
Convido a todos a matutar sobre o “lugar” que vocês ocupam para entender seu “momento”. A ciência negocia o saber em relação a dúvida,
portanto é válido questionar — quem disto discordar, favor sequer responder — encaminho ao HACKER HOWTO de Eric Raymond traduzido pelo MMs, priceless.

Eu não fiz um curso de ser curioso. Eu nasci assim. Portanto a ética e filosofia hacker seriam apenas uma conseqüência óbvia. Amar computação desde que aprendi a ler ajudou bastante. Saudoso Apple ][.
Eu não precisei de religião ou educação nenhuma para gostar de dividir conhecimento. Eu também nasci assim. Desde terminar a lição mais cedo e ajudar os colegas até postar neste fórum, me expor mesmo, em prol de uma lógica bem bacana: SE Conhecimento é Poder, Conhecimento dividido é Consequentemente Poder multiplicado. Parece banal, mas não é. É mérito pra k4r4lh0. Mérito dos melhores méritos — aquele que pertence a uma comunidade, não apenas mérito pessoal.

Eu devo a minha vida várias vezes por ter seguido esta linha, e principalmente, porque subi no ombro de gigantes que seguiam esta linha. Falando sério; heróis anônimos que salvaram minha pele por terem me dado algo que ninguém pôde depois me tirar: Conhecimento.
Também tenho como vocês, essa tendência a curtir/lutar/viver por algo que não compreendo direito: LIBERDADE.
Eu realmente me preocupo com isso. Essa tal de Liberdade.
Parece que nascemos com ela,
e que ela é uma Senhora Imponente
mas na verdade durante toda a História Humana
a Liberdade sempre esteve na sarjeta, praticamente marginal,
muito machucada e incompreendida,
confundida com outras Senhoras — como a Libertinagem e a Promiscuidade. . .

A questão hoje em dia, dos tempos que vivemos,
não é se a Liberdade está estrupiada – mas justamente porque temos a chance de realmente viver uma Liberdade mais real
é que vejo esta mais ameaçada do que nunca.

Em todos os planos da existência humana — animal, psíquico e espiritual
trava-se uma batalha dura e decisiva
donde se vai decidir o futuro da Humanidade
não Histórico
não Econômico
mas enquanto Seres Inteligentes, Pensantes, Capazes, ou Cativos.
Esta batalha não se trava nos fronts das guerras burguesas por drogas e petróleo
mas mormente no coração de cada Homem
e cabe a cada Homem que for Homem
alimentar o Lobo correto em seu espírito — VENÇA TEU EGOÍSMO, TEU MEDO, TUA COBIÇA.
Só você mesmo pode fazer isso. Ninguém pode fazer por você.

Recentemente acontecimentos pessoais me levaram a crer firmemente
que não se pode realmente confiar em nada ou ninguém
que o silêncio é a arma dos algozes
e que por egoísmo acabamos pensando mais em nós mesmos do que neste objetivo maior Humano,
por medo de uma espécie de fracasso social,
acabamos por cobiçar o que não faz jus a este objetivo maior Humano,
deixamos de lado nossas essências
ficamos calados diante de iniqüidades
por MEDO. Por Egoísmo. Iludidos pela cobiça.

Mas a verdade acontece. Nua e crua.

Se a Liberdade é assim tão difícil de compreender,
a Verdade por sua vez é tão maior,
mais bela,
melhor — que ela se faz desvendar por inteira. É apenas preciso paciência.
Talvez eu não volte a postar neste fórum,
mas gostaria de deixar duas mensagens:
1) Meus sinceros agradecimentos aos Grandes Mestres e Pequenos Mestres por aqui. Obrigado por terem salvo minha vida diversas vezes, sem saber, apenas por terem dividido o conhecimento. Obrigado. De coração.
2) Nunca, nunca fique em silêncio diante de iniqüidades. As que se fazem com teu irmão e as que se fazem contra ti. Dá na mesma. Não seja egoísta, nada tema se a Verdade é aliada, mas acima de tudo, se tem na mão a Verdade, não cobice. Por isso é necessário, sempre paciência — falador passa mal — mas tenha em mente, que o silêncio é a arma do algoz. O Tempo é o Rei — e a VERDADE ACONTECE. Inevitavelmente ela se despe por completo quando Deus quiser.

Em que time vocês estão afinal?

Pensem nisso. Afinal, porque optaram por tudo isso, pq chegaram até “aqui”?
Eu parei tudo que estava fazendo para redigir esta ladainha. Nada é por acaso; espero ter ajudado alguém com isso.
Sem mais.

GUSTAVO L CONTE INFORMATICA ME

Neat inputs for a Nice ride

Neat inputs for a Nice ride
– – – – – – – – – – – – – dedicated to Ahmed Lekssays
Seriously, like,
Of Sirius.
Unique paths:
Routes new roads!
Certainly, some,
“Enlightened Science”

Ahmed says ‘0’
so shall may
‘1’ flip the flops,
it’s the
Minstrel of Lekssays.
what else to say?

EOF

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Reverbo

REVERBO
——-

O PASSADO REVERBERA ANTE A FRONTEIRA DA CRIAÇÃO
A VERDADE ACONTECE POSTA FEITA AGORA EM OUTRA DIMENSÃO
A HUMANIDADE PROCRIA IDÉIAS PROCRIA FATOS PROCRIA HOMENS
SOMOS A SOMA DE NOSSOS ANTEPASSADOS
SOMOS FEITOS PELO MISTÉRIO DE UMA CERTEZA BELA E PERENE
QUE A INTELIGÊNCIA SUPERIOR É A ORDEM QUE PROCRIA O AMOR
O UNIVERSO EM SEU VENTRE
PROCRIA O PRÓPRIO CRIADOR!

poesia de Gustavo Loureiro Conte

TG+Background

¿O que é isso companheira?

Pega essa então:

Seja herói
seja marginal
ó neanderthal
homi-ocidental
eu não vou mais imprimir
em minhas memórias
as farsas conjuradas pela nossa História
eu não sei pra quê imprimir jornal
se os fatos consagrados
são forjados pela Catedral
Ei!
senhor super-numerário
senhores do Comando
DELTA, 1º, 3º, Vermelho
há debaixo dessas solas
sangue de um país inteiro
um brinde,
um brinde em euro-dólares
pra vaca pátria leiteira,
& digo,
O que é isso companheira???
É, veja bem, veja lá:
Academi, Blackwater, Jihad
todos pisam neste solo
tão gentil
todos usam o instituto
do temor servil
é tão cômodo
não há invasão
o país abriu as pernas
desde a concepção
neurose, aliança tenebrosa
a elite cosa-nostra
de mãos dadas com Marcola
é fato, irmão,
que alerto já faz hora
todo mundo sabe
organograma desta bosta
ainda assim, hipnose tão mágica
efeitos do plimplim
se não rolar, vai de automática
pra corja escrota
a propina rola solta
máfia sem fim
quem nomeia os bois
logo foge daqui
parece fácil
derrubar o castelinho
cada carta do baralho
tem rabo preso no caminho
não tem um, não tem um que se safa
se quiser filtrar a peneira rasga
Ei!
senhor super-numerário
senhores do Comando
DELTA, 1º, 3º, Vermelho
há debaixo dessas solas
sangue de um país inteiro
um brinde,
um brinde em bitcoins
a verdade acontece
só aguardem por nós
NÓS, os 200 milhões
que quando esclarecidos
formarão seus batalhões
conhecimento, vontade, bravura
não sei como mas não será nas urnas
tampouco a ditadura
gorfar, de uma vez por todas
essa casta de canalhas tão tosca
um brinde,
um brinde em euro-dólares
pra vaca pátria leiteira,
& digo,
O que é isso companheira???

nota-y1

Cordel da Agricultura 2.0

Cordel da Agricultura 2.0

EU QUERO BIFE COM BATATA FRITA
EU QUERO PÍFANO DE CARUARU
EU QUERO QUE A MOÇA BONITA
POSSA SER BONITA, SAIR PRA RUA
EU QUERO QUE O IRMÃO SEJA IDOLATRADO
EU QUERO QUE O BANDIDO SEJA BANIDO
NUM QUERO VÊ NINGUÉM ENJAULADO
JAULA SEQUER É FEITA PRA BICHO
ME FALARAM QUE O POBREMA
QUE ASSOLA O SISTEMA
DESSA CONSTELAÇÃO POLÍTICA NACIONAL
É A REPRESSÃO COMERCIAL
ME FALARAM QUE O EDEMA
QUE IMPEDE OS ESQUEMA
É O DESAQUECIMENTO GLOBAL
É O ESQUECIMENTO DO NEANDERTHAL
É O JUDAS DE PONTA CABEÇA
É JESUS TOMANDO FRONTAL
MAS PERGUNTO COMPANHEIRO
DESAQUECIMENTO DE QUÊ?
MORE NA ECONOMIA
DESENCANE DA RIMA
SE PAÍSES RICOS
NÃO CORTAREM SUBSÍDIOS AGRÍCOLAS
ESTE PAÍS, TOMARÁ TENÊNCIA
AINDA LEIO EM REVISTA
MAS CALE A LUTA, FÓRÇA
OLHA O CALO DA COSA NOSTRA
MAS CALE A LUTA
CALE A LUTA
CALHE A LUTA
CALHA A LUTA
FÓRÇA
OLHA O CALO DA COSA NOSTRA
PRA ESSE FUNDO, FMI,
QUE INDA ENROSCA
EM CORDEL VAI A APOSTA
SE TU TERIA CULHÃO
DE FINANCIÁ
AS NOSSA PLANTAÇÂO
SEUS DÓLAR$, EU DISPENSO
POR CEM TONELADA
DE BOSTA
PRA ADUBAR
NOSSO SERTÃO.
by Gustavo Conte 2002, 2015 — Cordel da Agricultura

flor-no-deserto2

Ode Alva

Vidraças latentes
de cores tão alvas
se pulsam são flores
são meu por quê
Janelas, calçadas,
paredes e estradas,
vestindo os beijos
para você

Moça Crystiane… versarei pra você
Dona da ciranda, serei seu bem-querer

Sua juba desagua
na face do tolo
teu brilho enluarado
vai alvorescer
Pois saibam, seus moço,
que a chuva dourada
respinga em íris
por todo viver

Dona Crystiane… eu nasci pra você
Moça que me encanta, sereiando meu ser

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O FAMIGENTALHA

Agora que sei de quê. Sou encontrado.
Tô prestes a não sei nem como. Só sei que sim.
Talvez que ficasse talvez que caísse
mas só sei que EU sim.
Máquina datilografa, eu escrevo
computador não pensa, eu sinto
espírito não fala, fulgura
Agora sei de quê. Sou encontrado.
Tô prestes a não sei nem como. só sei que sim.

Me espera, Sabiá! Aguenta Dodó! Deus sabe mais do que nóis.
Por isso minha peleja com a estrela da manhã
Por isso minha peleja com a estrela da manhã
Por isso minha peleja com a estrela da manhã
Por isso que eu não sei mais nem chorar.
Agora sei de quê. Sou encontrado.
Quero ver o doutor me transcrever
me arquivar
me analisar
meu proceder
Quero ver o doutor me traduzir
saudade
usando uma única palavra
que não torne turvo
o entender desta palavra!

A FORÇA DA MINHA PALAVRA
É LUAR SOB UMA MENTIRA ARMADA
EU PORTO A MAIS PODEROSA ESPADA
A ESCRITA, VITORIOSA,
ANSEANDO SUA ALVORADA

Tô prestes a não sei nem como. Só sei que sim.

Ah, monstrengo. Canalhas e rouxinóis,
cientistas alugáveis para qualquer finalidade,
artistas sequestrados por ideologia
mas quero ver
quero ver o doutor me transcrever
me arquivar
me analisar
teu proceder
não tem tanto como traduzir
maldade
usando uma única palavra
para não tornar turvo
o entender de tua jogada!

O JOGO DA MINHA DANÇA
E DA CIRANDA ECOANDO ALMAS PENADAS
É O TURBILHÃO QUE TE ATORMENTA
DESDE TEUS SONHOS DE CRIANÇA.

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Tijolo por concreto por barraco

Desta ranhura no asfalto
vi brotar um fiapo verde
que rasgando o chão solene
da cidade e seu concreto
fez nascer um capim discreto
que dos edifícios por entre
nem cientes da daninha
erva refrescante
que vencia
a ranhura do asfalto
e essa planta
sem nome indefinida
é como eu e tu
minha gente indefinida
restos da maquinaria
da civilização que empilha
que nos saqueia
que nos pilha
a simplicidade
desta planta indefinida
que rasteja orgulhosa
por entre o rugoso chão.
Mas gente não pode ser indefinida
nem resto nem maquinaria
É da ranhura do asfalto
que vi brotar o sertão consequente.
Tijolo por concreto por barraco
sobreveio o sol e o mar novamente.

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Ao ENCALÇO

dedicado a um papo com meu amiguz Theodoro Condeixa

Presente de Deus

ao ENCALÇO!

Vai,
persiga teu cometa!
mas, Vai,
faça o máximo proveito
e não tenha medida
tenha sim estima
por aquilo que lhe é único
por tudo que guardas no coração
não é mensurável, o valor da vida
todo tempo que tens no mundo
mede-se pelo quando
há de se suspender o momento
cada batida do teu peito
vale por aquela mais forte
especial, e enorme!
Como todo ar que estás respirando
se justifica pelo encanto
de as vezes perder o fôlego um tanto.
Vai,
arrisca pela vitória de vez em quando
cultive o que tens de precioso
o quanto podes ser peculiar
o quanto deves honrar
este presente raro
qual deverás devolver
quando a jornada tiver terminado.

Mas não deves devolvê-lo intacto.
Tente consumí-lo até o talo,
Vai,
vai a ponto de conceber o novo
o novo que nasce dentro de si
que desde o parto já estava lá, preparado.

Faça o máximo proveito.
Não importa. Não importa chorar,
se embaraçar,
decepcionar,
sofrer. Não importa.
Ninguém disse que seria fácil!
Mas não devolva, ao adeus,
este presente intacto;
Já disse para ousar, ousar a vitória de fato.

Tens aí dentro algo único e precioso
esperando vidas para ser liberado
vidas de seus antepassados
vidas e vidas e vidas
que inda que vindas e tão lindas
ainda estão a espera do teu trato.

Vai,
não viva a vida apenas por inteira
ela não se resume aos ponteiros deglutidos
não só as páginas do teu livro
não só quantos passos deste no caminho
a vida não é uma distância percorrida
a fita-métrica do criador não é uma linha
ela é larga, rasa e profunda
e a vida, além de tudo, é muito curta

por isso seja. por isso faça.

Quero ter a coragem da minha infância
quando eu era criança
me apaixonei
eu me declarei com versos
mas não foram os versos,
nem a rejeição da menina,
que me fizeram ser poeta.
Foi a paixão e a coragem.
Foi o amor.
Foi por arriscar a coisa certa.

Quando perco essa coragem da minha infância,
eu envelheço. E um pouco, eu morro.

Vai,
vai com tudo, até mesmo errando
vai pra cima, até mesmo caindo
pois um dia, virá alegria
vai domar mais um cometa
depois outro e outro
e o resto
será só
felicidade. . .

Psipopéia

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Por vestir as máscaras que as palavras vestem,
por sentir as texturas que as fadas tecem,
o traje do poeta são os trapos de palhaço da maior grife,
a tristeza do poeta é a tristeza mais triste,
sua busca é aquela que todo mundo desconhece, mas insiste.

O poeta, no picadeiro, é o palhaço mais escasso.
Quando forasteiro, é um gringo do pedaço.
Se pálido, brilha. Se negro é diva. Se vermelho, indispensável.
Da Terra quer ser o mais terráqueo dos terráqueos.
No entanto flutua, e decola, como viajante do espaço.

Mente para falar a verdade. Metaforiza a sinceridade.
Pinta a cidade, sem uma gota de tinta.
Dispensa a paisagem, para tu que é tão linda.

Minha musa das palavras, minha rima, minha lírica.
Eu e você seremos um dia apenas um. Mas aí será você quem assina

Gustavo Loureiro Conte

F U B A R * T A N G O

MOTHER Figure, —
Multi-Frequency – –
MANDATORY FREQUENCY!
MineFields, mINEfIELDS,
Mark For: Ministry of Finance!
METERFIX, MAINFORCE. Mobile Facility.
MAILFRAUD, MAIN FAMILY. Management Facility.
MARK FOR: multinational force commander;
M A Y D A Y, MDF, MDMA!
Medium Data Rate;
MCCC, NCCC
c2c
MF
REMF.
copy?

QUANDO MORRE UM PODEROSO

Quando morre um poderoso,
nada de suas riquezas
carrega consigo
seu poder é dividido
entre famiglia, capangas e a classe,
rateia-se a porcaria,
a divisão do poder não é uma ação entre amigos
é cosa-nostra, dos amigos dos amigos,
as vezes morre um homem sobra um partido
as vezes morre Deus sobra uma religião
quando morre um poderoso,
nada de suas riquezas
carrega consigo
para os miseráveis que o sustentaram
deixa a herança de mais miséria
quando morre gente humilde,
capaz até de virar novela,
piquete ou canção,
mas eis uma do arco-da-velha
escrever cordel, com a única missão
da pena conjurar palavras
mais fortes que as poderosas armadas!
É mais lenta do que dolorosa
a tal mudança tal revolução
mas ela prossegue, engenhosa
imperceptivelmente irrefreável
prole da sua própria contradição.

Da Taverna de Gabriela

DA TAVERNA DE GABRIELLA
—————————————
numa mandala cálida
qual luz de cores monocromáticas
solfeja uma guria intacta
frente aos torniquetes da geometria
rente à lógica e a razão pura
com suas asas, quase mergulha
inspirando deste luar, a luz do dia
congela uma rosa que transpira,
desde mulher até a menina, só ela,
só desde Gabriella, e suas retinas…

PLEASE KILL ME

A máquina é coesa
enquanto máquina
é eficiente
enquanto máquina
São operações militares
diplomáticas e informáticas
político-econômicas
travestidas de Ciência.
Por seus planos serem ocultos
seus erros também são encobertos

A covardia mais mediocre
existente neste Universo
donde o dom sagrado Humano
tornando-nos uma marionete dos demônios.
Diz-se de uma guerra silenciosa,
mas quando não há estratégia
apenas tática
alarma-se o povo desde criança
ditando-nos através do medo
podando nossas esperanças
infiltração ao invés de invasão
subversão ao invés de eleição
intimidação ao invés de livre escolha
a guerrilha coberta pela noite
em vez de exércitos à luz do dia —
— desaparecidos. Falsas aparências.
Se nos apavoram desde meninos
através do medo
Se nos ceifam a liberdade
através da coerção
Se nos enfim calarem
pela cruel morte
A Verdade acontece assim mesmo.
Pois distinta de vossa mentira
de vossa covardia
de vossa crueldade
A Verdade é a Verdade
existe e é realidade
A Verdade é o pedaço de pão
para todos sempre
A Verdade é o olhar de um menino
que ainda não sabe o que significa
inimigo.
Soldado, não se venda aos brutos.
Guerreiro, nunca tenha medo.
Se nos apavoram desde meninos
através do medo
Se nos ceifam a liberdade
através da coerção
Se nos enfim calarem
pela cruel morte
Tua máquina é eficiente
enquanto máquina
Tua máquina é coesa
enquanto máquina
pela covardia cruel e incoerente
operada
pela mentira, pela mentira,
ineficientemente operada.
A dor é temporária;
Nós todos somos passageiros;
Há mundos que precedem o material

E ‘a Verdade acontece’ assim mesmo.

Evento-horizonte

Eu tenho orgulho de compartilhar os mesmos sonhos do menino que um dia fui.

Eu tenho a nobreza de permanecer um menino,
mesmo já sendo de maior idade.
Eu tenho a certeza, pelo tamanho dos meus sonhos,
que não os realizarei jamais sozinho nem mesmo em vida.
Mas desde menino pertenço a esta legião —
atrás de mim vêm uma legião —
e ao evento-horizonte de nossa luta, posto,
donde tantos sonham de forma única, seu moço,
virá um amanhecer quase que súbito,
os raios deste Sol colherei talvez sem corpo
do Sol da liberdade em raios fúlgidos.

Eu tenho orgulho de compartilhar os mesmos sonhos do menino que um dia fui;
eis minha obrigação:
Honrar esse menino, e juro;
construindo o Paraíso na Terra,
eis meu capricho mais puro,
eis minha vontade mais bela!

Antes eu via a luz por detrás das frestas da janela
ela era parcial e cheia de sombras
me confundia, e meu sonho parecia improvável

Quando pude abrir a janela,
já não via mais a luz, que direta,
ofuscava à beça.
Os olhos até doíam. E meu sonho parecia impossível.

Foi quando aprendi a não tentar olhar a luz diretamente
a não tentar compreender o absoluto com a mente
toda luz gera sua sombra consequente
é das silhuetas que se formam as imagens realmente
mas os olhos são só uma rápida máquina de fotografar
para continuar a sonhar, precisei cerrar os olhos
e amar.

Eu tenho orgulho de compartilhar os mesmos sonhos do menino que um dia fui;

Axis Stencialz

DE MENOR
17
pura pero
implacavelmente
distante da sombra
de sua dignidade
em combustão na lata podre
pura, pero
implacavelmente
grávida deitada no asfalto
E pra mim, Tio
e nem lembro mais nada
meu cristianismo
foi nas ruas do centro da Sé
mas nunca fiz isso por fé
por favor me escravizem para sempre
como entregador de pão e chocolate
pra essa gente que da Vida logo tão cedo
já toma um Xeque-Mate.

Fiz pela razão. Fiz pela verdade.
Fiz assistencialismo, barato não,
humilde,
em parte.

Foco
não é fátuo
o fato é que a fé
e o fogo
fluem d’alma
ao tato

Dentro do mar tem rio

Acabou meus crédito do celular
então pra mode se comunicar
escrevo uma rima cá;

versos para te enfeitar
versos para ladrilhar pelo mundo
o chão dos passos que damos juntos
versos que chegam desde as estrelas
e como um cometa
chegam a ti num único segundo

já que você fadinha, é gigante
já habita um céu todo cheio das mesmas
se não isso, talvez as reflita no mar que mareia
daí que a embarco numa garrafa
a mensagem que esta poesia trata, menina meiga.

mas pode que talvez que nem lá seja
pode ser que saindo do mar seja sereia
acho que além da branca areia
na terra firme do palácio esteja, ó princesa.

De uma coisa fique certa, companheira
também com minhas palavras quais domino o mundo
não importa se nos ares, aos céus,
não importa se nos mares, desde o véu,
ao profundo oceano, se turva, se cristalina
pois seja na terra firme ou até na falência da areia
forjo com o fogo de minha poesia a lhe coroar Rainha
de minhas terras, vastas, pois as conquistei dentro de mim
d’água que beberemos, sagradas, pois sempre lhe ofertarei assim
como a água dos nossos mares, repleta de estrelas
foi assim que lancei meu coração à frente destas próprias palavras
que te denominarão, meu horizonte.
faço isso pois quero laçar esse futuro
hoje.

Technicolor Rain

De repente perdera a tara
por aqueles magníficos conjuntos de cores
no estojo de giz de cera
aquele balde cheio, esbanjando paisagem.

De repente as gotas de orvalho eram chuva,
De repente bastava aquela miúda transparência
um lago quase invisível, lágrima de uma flor adormecida

Foi assim com a vida, foi assim com as cores,
foi assim que Lívia sublimou o século das Luzes
e enfrentando uma sombra guarnecida pelo medo
provou para o poeta que versa seu heroísmo;

D’outro lado das cores sombrias há luz e o belo
eu vejo nos olhos desta menina
o reflexo destes próprios versos

Não há mais cores donde são, todas as cores
nem tampouco a sombra é monocromática.

Queria carregar este fiapo d’orvalho no olhar
mas só me restam palavras
e o balde de giz de cera
com as cores que você transcendeu.

Escrevi mesmo era pra desenhar nosso sonho tão teu,
lírica, querida, linda, Dona Lívia Leite de Abreu.

PTSD é CID

É cedo.
É bem cedo que começamos a conhecer o medo.
Do bicho-papão, da polícia, do bandido.
De espíritos, do governo, dos destemidos.
Da chuva que desabriga. Dos homi chegarem na vila.
É cedo.
É bem cedo que começamos a entender que o medo,
é normal.

E quando se acha normal algo errado, ruim,
nossa silhueta se desprende da nossa alma,
do corpo,
e uma sombra, uma sombra de nós mesmos,
passa a nos aterrorizar em silêncio.

E eles vencem. Eu juro que é assim.

Eu nada temia antes de conhecer o medo
Mas foi assim, para entender o medo,
que pude ter coragem, companheiro.

Era isso ou o ódio por inteiro;

Eu escolhi caminhar junto de minha sombra
e quando aprendi a decidir as coisas quais deveria temer
de repente fiquei mais forte
de repente me tornei livre
e quando alguém se mete a decidir quem ou o quê
devo temer ou aquilo que devo fazer
parece que inflamam minhas cicatrizes
eu fervo a ponto de rir
da tirania que vive cativa

Prá Liberdade

Eu vou cantar o amor
pois estes versos com que canto
não são canção, nem essas rimas
sequer existem

Alguns trocados pro dinheiro do papel
são só miúdos, pra escrever certas palavras
e o dinheiro hoje em dia, não se esqueça
não é mais nem de papel

Eu vou cantar o amor
pois as coisas que mais importam nesta vida
não são visíveis, são intocáveis e intangíveis
e será que um dia alguma delas
realmente existiu?

A liberdade para o amor
não é nem coisa
e é o que mais quero cantar.

SEMEADOR DO FUTURO

Victor Jara
que me ensinaste
que ser um homem completo
era ser tudo e apenas, um poeta
e que não há poetas completos
somente há poetas inteiros
tua semente está intacta
ao passo que germina
no coração de cada filho de suas palavras
Tu, semeador do futuro
Tu, bardo de todas as nações e cores
Tua raça nos une, tão humanos.

GRACIAS, VICTOR JARA. GRACIAS.

Cordel de Yasmin

CORDEL DE YASMIN
(dos homens que batem em meninos)

A farsa das fardas
vera vilã
causa aristocrática
medo, leviatã

o ocidente é a maior fábrica
dos terroristas, além dos seus tiranos,
da tirania propriamente dita.

É às claras, de dia,
São pelas mãos da polícia
mas calados não estamos vendados
e velados, de comum jazigo
jamais estarão vendidos
pero ai daquele qual não se cala;
gritará na calada da noite
no porão na cela na mata fria

eu ouço o eco de sua dor, querida
eu ouço o armar do tambor, companheiro
segue a sociedade entorpecida
da mais easy-hipocrisia
se pra cada cápsula de munição
brotasse uma flor no chão
viveríamos no jardim mais pleno

pero neanderthal ocidental
fabrica seus maiores medos
pela miséria. pela cobiça. por preconceito.
Sim, pelas mãos da polícia.
Pelas farsas tão amadas
pela velha causa aristocrática

ao menos este poeta disse a verdade
no passado e no presente
pena ter que escrever para o futuro
donde, creio, viverão os homens decentes.

Para fazer a vida linda

Um dia, querida
todas as portas do mundo estarão abertas
lá não haverá mais ninguém
dentro de nossas celas
enquanto esquecida, uma rosa na saída
todos nós seremos livres…
já como aos pedaços de suas pétalas
perdurará toda nossa liberdade
inté que tal cousa seque
mas o amor não é coisa, querida
& a chave para a pior das prisões
é a poesia

para fazer a vida linda.

MANUAL DA TORMENTA

Para participar do curso desta nau,
seja alguém que já precisou
entre o copo de vinho
ou vinagre
tomar a decisão de que o saboroso
era o pior.

O ser humano difere da ameba
que dentre o doce e o amargo
sempre escolherá o açúcar.

Eita, um bicho que se lança
contra sua própria tormenta;
Responsável por cativar
esta sina, ainda,
com amor e inteligência!

A tormenta é matéria escura
mas na química dos sentidos etéreos
não é mistério que seja sombra da luz…

Pela lira do destino,
não importa se os acordes
são maiores ou menores,
menino! Simplesmente, variam!

Toda transformação para a luz
terá sua sombra correspondente
agindo e atuando âmbar
vez repele, vez atraente

A tormenta vem jorrar,
por vezes assustadora,
forçando o árido a irrigar
o incauto a agir
destrói, além do suficiente
mas quem diz o que é suficiente
quando o quesito é destruir?

Eis a sombra da luz
Eis que ela se afirma na escura tormenta
com seus raios seu clarão
é por isso que a noite morena tem a Lua
e ao final de cada açoite, morena, amanhece sim,
se meu coração crê, o poeta jura — então —

deixa a nuvem-negra pairar pela ordem natural dos encontros,
Que passe!
Acatar o ato do abacateiro pra depois recolher cada gomo de fruto,
amanhã será de manhã, e por aí vai,
meu irmão, minha irmã.

EXTRA

Não pude deixar
d’ofertar, mocinha
flores, carinho & mais poesia

Veja tal singelo barquinho à deriva
que os ponteiros do tempo deglutirão
por teu reinado d’águas imensas que são
em pequenas palavras, eis minha gratidão

por toda a ligeira cantiga que é ocê, querida
essa doçura sagaz tão lúcida que desatina

senhora dos mares, alvorada tal cajuína
que, ora quem diria, filha dos luares
pela enluarada bonita fronte, da película
donde impressa está tua forma lírica;
e de tão bonita —

as minhas palavras ficam pequeninas;
lhes restam mergulhar na maré que desatina
desejando, acredita, miríade de Vida —
breve pulso em cadena em prol de sua própria alegria

Felicidade, melhor oferenda mesmo que tímida
e por tanto que ama; e por tudo que cria
veja cada estrela, nuance desta menina
e de tão bonita

era mesmo de se coroar Rainha;
…e tinha mesmo que se chamar Janaína!


COMO ENSINAR O QUE SÃO FLORES PARA UMA MENINA QUE JÁ FOI BEBÊ

—————-dedicado a querida Sabrina Homrich
e ao maestro João Roberto —————————-

Somos feitos de nossos antepassados,
através de nós eles sempre viverão
como se viventes tocassem o acordeão
enquanto o que já partiu pulsa,
por ser partitura de cada canção
a voz de todos juntos, são as flores
que colorem, eta Mundão.

MORENA DE TODOS OS TRÓPICOS

MORENA DE TODOS OS TRÓPICOS
—–(uma poesia para Dona Jessica Lopez)

Seja solstício, seja equinócio
haja estações do ano
haja inimigos, haja hermanos
haja a vida como ela manda
seja tudo como as estrela canta
morena de todos os trópicos
que no calor do fuá
desabrocha a ternura de juá
que no mais ou menos, seja-lá
será parceira, guerreira, a morenar
desde a escuridão dos negrozóio
a clareza de sua beleza sagaz
Jéssica é morena de todos os trópicos
tal alma tua forma prova tudo isso
é óbvio!

CANTIGA PRA DE MENOR NANAR

Eu sei que tens sonhos,
criança perdida,
Eu sei quando mira estrelas,
e pra ver estrelas,
és assim.

pois fecha os olhos, agora,
deixa o sono soar mais forte que o suar —
será da mais nobre realeza;
mergulhando em sonhos bons,
descansando d’asfálticância,
criança acalenta criança
e lento dorme decentemente,
monarca de seu próprio espírito,
esperança.

POEMA QUE QUASE NÃO ESCREVI

POEMA QUE QUASE NÃO ESCREVI
(caso fosse covarde)

Em verdade, queridos,
minha poesia até então fracassa.
Falha por não ser pura.
Falha por não ser nua.
Falha por não ser sua.

Minha poesia até então fracassa,
pois não compreendia a pureza
a pureza em fazer a prostituta gozar
a pureza em roubar de uma criança um sorrir
a nudez de tornar um mendigo
amante de si
que baila por sobre os transeuntes.

Em verdade minha poesia até então fracassa,
pois não alcancei jamais meu objetivo
isto é, adornar o Universo com uma nova espécie de carinho
e maltratar os Homens com a Verdade que Acontece.

Pois bem, vivo e não tenho a vergonha de ser feliz.
Mas na roda-gigante da vida aprendiz
assumo meus fracassos
não ante a meretriz
não aos descendentes daqui
mas quando eu bailar com os mendigos por sobre os transeuntes
aí sim; nua e sua atingirei a pureza qual me reserva, ó Brasis.

& que o resto seja só ternura.

.:G.C.

Prime Number Generator in C – Gerador de Números Primos em C

por Gustavo Loureiro Conte DEZ/2013

Link: Clique aqui para salvar código em ANSI C

O programa responde com o próprio número, se ele é primo, ou nada, se não é primo.

INSTRUÇÕES UBUNTU: instalar libgmp, compilar && rodar.


apt-get install libgmp3-dev
gcc nan.c -o NaN -lgmp -lm
./NaN

Lançado código da versão 1.29 do programa,
agora muito mais rápido!

O programa calcula um número primo de 19 casas decimais em 3 segundos 🙂
Quanto maior o número de casas decimais, mais lento é o processo.

** LISTA DE CONTROLE VERIFICADA E ESTÁ OK! **

SEGUE CÓDIGO EMBUTIDO

ORAÇÃO DA IGUALDADE ESPIRITUAL

ORAÇÃO DA IGUALDADE ESPIRITUAL
————– por Gustavo Conte

Afinal, ó Deus —
por vezes trágica
pelas tantas cômica
bela e teatral
vossa peça
vossa cria
vossa plena Arquitetura;

Afinal, Senhor
gratos somos
vivos estamos
uma vez que somos vós
ouça minha Voz

Sou também plena Arquitetura
Sou homem, poeta, arquiteto
mas só posso pensar em sistemas
enquanto vós sentis a sentença
sou sentinela de meus sentimentos
para vossa Glória
para nossa salvação

Assim seja.

Tempo das Palavras

Tempo das Palavras
———————–
As palavras, as coisas,
os significados, voces.
Enxame de cheiros, cardume de chances.
Desbravando o encoberto, descobrindo bravamente.
Nao que me faca lembrar de quando
eram somente vinte anos, suficientemente vinte anos
sobrecarregadamente, vinte anos;
Eu vejo, eu vi
Eu vim para o tempo das palavras
Onde o quando replica imagens
de um agora, ainda futuro,
a espera de reviver…
Em essencia temos o poder —
e o dever — de estarmos prontos,
sempre! Para renascer.

By Gustavo Conte at 05/28/2011 – 01:47

(Uma antiga feita para as queridas;
Camila Giovanini, Carolina Giacomo, Thabata Laís, Fernanda Saggioro ; )

Pulp Reality

PULP REALITY
—————-
Das palavras que só as fotos
as lentes e as imagens pronunciam
ela anuncia enquanto perfume,
pela forma da voz, audição, tato
uma violenta peculiaridade de ternura
uma tormenta, um lago d’água pura
uma visão clara frente almas rasas
que só os olhos bem fechados procuram…

Dedicado a querida CAROL LAMPERT

OUTSIDE THE WALL

OUTSIDE THE WALL
————————
Das lentes das câmeras de fotografia
aos cartões de memória digital
segue a sangrar a Democracia
nos porões de nossa memória como tal;

Seguem veias abertas em hemorragia,
da Terra do Fogo ao Mar das Caraíbas,
não se estanca mais o que está posto
frente nossas próprias artilharias.

Nossas armadas foram treinadas
contra seu próprio povo, camaradas.

Enquanto gatilhos apagam vozes com aço
enquanto cliques retratam algo
algo do podre como se verdadeiramente é
todo o status quanto verdadeiro estilhaço
— tudo que Sr. Dudley quer —
as lentes das câmeras de fotografia
as mentes das câmaras frias
hoje dentro do cartão de memória digital
assistimos a tortura em plena luz do dia.

E seguem abertas as veias em hemorragia,
das Guerras do Golfo à Queda da Bastilha,
não se canta mais pelo povo
Marselhesas ou internacionais cantigas

Toda armada em última instância
torna-se contra sua própria militância
que venham novos artistas
de preferência, crianças

não que eu não tenha mais nada para dar
te darei tudo que tenho, Dona Querida
não que eu não tenha mais nada para dar
mas que venham novos artistas
de preferência crianças
quero crianças e um pouco de luz do dia.

G E T Lucky!

GET LUCKY
——-by Guz

Tenho certeza que a mão tá correta
a flecha não voa reta
mas acerta

Tenha certeza que bem-vinda
vem a melhora da vida
fique certa

A Natureza enquanto diva fantástica,
é uma mulher narcisista
linda frente ao espelho
acariciando seus cabelos
querendo ser observada
dura, teimosa mas tão boa
ela se faz entendida
mesmo se não compreendida
não é ingrata

A Natureza é uma menina,
existindo bela em verdade
flor enquanto flor
seja noite ou dia
Mãe, irmã, filha;

subcomandando o Amor.

A VERDADE SOBRE O FRIO

A VERDADE SOBRE O FRIO
——————————-
Frio canalha
lâmina de navalha
fumegando a falta
gélida falha, frio canalha.

Falha de haver;
donde não se há — a falta —
fio tecido de nada, ah,
frio canalha!

Sinto aproximando-se cada vez mais,
ó frio, Tu que não és ninguém,
justamente a falta d’algo;
Nos corta Nos queima Nos desagrada

Frio, deveras desagradável aos vivos, canalha…
…pois só pode ser sentido pelos vivos, camaradas.

TOILET PAPER

O Copo do Corporativo
é sempre meio cheio meio vazio
seu corpo é meio cheio meio vazio
sua alma tende ao completo vazio
está vendado pois vendido cochiniza
colarinho engravatado & zica
meio cheio mas tão mais meio vazio
pois falta alguma faz
& logo lho substituem por outro alguém
quase ninguém, pois é quase cheio
mas tão mais meio vazio.

Rainbow Seed

Rainbow Seed
—-de Gustavo Conte p/ Naskia Kraemer

Tasca ae, teu lirismo tasty;
cheio do par de olhos quentes,
felinos e inconsequentes!
duma gata que ladra livre,
pescando no cascalho,
pisando nos azulejos do orvalho…

Tasca ae, teu lirismo tasty;
cheio de palavras como fartos
teus lábios inconsequentes
cheia de mandalas pela pele,
e felizmente,
gata que guarda o sublime
ao alcance donde se porta
da própria flor aurora de sua semente.

Navalha de Lins

Navalha de Lins
——-por Gustavo Conte

Peço licença,
aos senhores & senhoras
pra versar de uma figura
de maior envergadura, agora!

Eis que o brilho desta navalha,
penso eu por um longo triz,
talvez mais poderosa armada,
que o próprio machado do Assis!

Em terra de cegos culposos,
pois vendados e vendidos
ao dolo dos poderosos;
Surdos à dor, amigos,
à dor de parto do germinar dos povos;

Há quem cale, abstraindo as sinas
no absinto entorpecido
do volver implacável dos dias;
da lusitana que gira,
do mundo que roda,
pero, quero agora passar a bola,
pro pai duma prosa quilombola,
prum Rei cuja pena quando grita,
desembainhada urra, solfeja, incita
Paz libertada, Justiceira,
ouvida seja sua lira!

por golpear palavras com tal destreza,
ao tecer a rua, tão cruamente quanto seja,
na vera amargura de sua maior beleza,
faz emergir a senzala, límpida
obscura e tão óbvia de cada esquina;

É pra amanhecer uma Lua linda,
e pro morro descer numa boa,
clamo um verso que diz:
— Paulo Lins!
Seu nome é Paulo Lins, PORRA!

Tormenta d’Orvalho

Ela, tão clara.
tão sutil tempestade
— relíquia extravagante —
quando orvalho, em tormenta,
por glória inquieta, poetisa.
E poetando, heroína,
flor para tudo desentorpecer
E portanto, era tão clara,
cara Clarice, tão sutil tempestade
tão jóia, tão rara
tão inquieta, totalmente comprometida,
com a palavra, que desde menina
soube ler o frescor da tormenta d’orvalho
e frente a torpeza da vida
ser flor
ser Clarice.

Coração de Sépia

Creio firmemente que há Homens
cujo temor seja tão arraigado;
cuja dor seja tão covarde;
cujo rancor seja tão dolorido;
que estes habitam um mundo monocromático.

Creio firmemente que há Homens & Mulheres monocromáticos. Alguns são ditadores declarados,
outros acatam ditando sem saber serem ditados.

Imersos em seu próprio egoísmo,
suas metas são tão materiais
que podemos tocá-las, sentí-las ou pintá-las;
e o maior medo destes Homens & Mulheres
é que estas sejam divididas, ou pior, depredadas.

Há uma única saída. Jaz na beleza das flores.
Já que as flores são seres vivos,
já que as flores são seres multicoloridos,
passo a crêr nas cores como o único caminho
para suas dores, o alívio,
aos seus temores, carinho:
exemplo da coragem de permanecer bela e viva
arrancada do solo donde crescia
as flores são as verdadeiras heroínas
antimonocromaticamente, as escolhidas.

Quando estiver vencida a guerra,
sim, muitos bravos terão caído,
mas como as flores retiradas da terra
permanecerão coloridos seus espíritos.

as flores são as verdadeiras heroínas
antimonocromaticamente, as escolhidas.

Eis uma razão para orgulho, meninas,
se por flor um dia te chamarem um dia.

E sobrevirá este dia. Antes mesmo do que se imagina.

M A N T R A L H A D O R A

— M A N T R A L H A D O R A —
das opacas minas sólidas completa-se a Matéria;
qual surge das plantas, seiva devota dos Astros,
donde pulsará animalesca, borbulhante & livre, a Mente;
Há intuição cerca de nós mesmos, Humanidade;
Imagine que há intenção, tanto na forma,
quanto disposição dos PLANETAS:
da consciência atômica das estrelas.
do Amor, do Amor, do Amor…

Mantralha-me de galáxias, donde o Amor já é pura Vontade
é divisível e se soma de Deus em Deus;
um a uma a um a uma divindade.

TKS to Mariane Wegmann

Portuária Passaralha

São Paulo, 10 de junho do Ano de Nosso Senhor de 2013,
Gustavo Conte seu fiel servo vos redige a PORTUÁRIA;

Portuária
————
Enquanto que ao canto
direito deste estaleiro
se achatam análises;
os portos inda estão cheios
de homis & mulheres
de frades & marinheiros,
de comadres de companheiros,
de piche e tudo que é de praxe;

Eis que os analistas da práxis
solfejam um canto direito
à esquerda deste mesmo estaleiro;

memo assim os portos inda estarão cheios!
de homis & mulheres
de frades & marinheiros
transbordam as comadres dos companheiros
de todo piche e práxis e tudo
tudo mais que se é de praxe (!)

ICARUS SOLACE

Pois voar enfim seria
o conforto livre
de simplesmente cair
sob o controle d’alma
ao vôo que aspira,
exalta, alça & anima-se!

Voar é cair livre
sob o conforto d’alma
e do vôo que aspira.

(dedicado a Julinho Solassi & Janaina Leal)

Rumplestiltskin

São minhas mãos o único que tenho.

Cada madrugada que desperto
estou disposto a lembrar disso, meu nego.

Não queria desembainhar a pena
enquanto ela espada, apenas.
Não queria ser doente
tal febre alta, coração caliente;
Não queria ter a alma sã
E o resto tão delinqüente.

Não queria nem poder com as palavras
que me posto a clamar como mensageiro
não queria que a psiquê se prestasse
(talvez nem a carne, sequer a alvorada anseio)
São conchas, entornos, formas e conceitos
obstáculos para eu duende forasteiro;
a liberdade não está no ventre nem no seio
a liberdade está na esquina da entrelinha
ou no eco das paredes do terreiro.

Para mim quem vale é tua alma, leitora do meu cancioneiro. Para mim quem vale é teu espírito, receptor de meus eu-líricos.

Se minhas mãos são no fundo,
o único que tenho,
eu me consagro poeteiro,
bem humorado, meus queridos,
pero, sem rodeio, minhas amadas
desta espada desembainhada
que chamo da pena cá ‘presenteada
é chama destruidora pero sinfônica
é cria melhor que qualquer armada.

Hoje, se venci o medo, marcho em ciranda
ante meu próprio desespero.
Por detrás da Sombra mais escura
lá, despois do monolito preto
Há de haver uma luz que fulgura
Galopo, pois tenho nome de Guerreiro,
mas só venço quando meu trotar
é cavalheiro.

Digo mais, companheiro!
Pois um dia quero criar além da alvorada,
tecer palavra além do canto da passarada,
quem sabe isso faça no horizonte um turbilhão
morto, estarei vivo, eis a aurora de um fanfarrão.

CONSIDERAÇÕES GALDINAS

O artista por ser arteiro
poeta, enquanto poeteiro
pois a poesia não serve para nada
pois a poesia não serve a ninguém
às vezes dorme quando nasce a alvorada
de mais valia que qualquer vintém
a peripécia é pirueta obrigada
pro palhaço sério, pro plebeu Rei.

—-
dedicada a Juliana Galdino

Vexame do Algoz Infame (ou…)

Vexame do Algoz Infame
—————————–
(ou como Arrigo Barnabé vence o crocodilo fascínora)

ELE É ALOPRADO,
UM TERRORISTA!
SEM ENCARGOS DE CONSCIÊNCIA,
SEM EMBARGOS, quanto a própria DEMÊNCIA.

UM HIPOGLOSS NA HIPOCRISIA FRENÉTICA
DA DIALÉTICA DO RÊGO E DO ÂNUS INTELECTUBÉRCULO —
MATERIALMENTE ESPIRITUOSO COM REQUINTES,
com meros REQUINTES DE SER HUMANO minimamente DISPOSTO.

Fui DEPOSTO do púlpito qual mal me pertencera, ah,
por quê ele fez isso? Acabou-se a pasmacera,
agora parece que o assunto do que Tá Mar vai;
VAI RECEBER a ASSUMÇÃO!

Ah! Eu ARREGO, eu ARREGO, Barnabé!
Eu, crocodilo fascínora, eu ARRIGO a teus pés.

E assim que Arrigo venceu o Algoz Infame
que em vexame clamava ao mesmo Barnabé.

————–
[]s Arrigo! Expresso minha gratidão nessa poeteirice … Obrigado!
Gustavo Loureiro Conte

#prontofalei

ESTEJAM completamente despertos e dispostos amiguinhos,
a ENTREGAR luz DESTRUINDO AS RAÍZES DA ESCURIDÃO (!)

Eu declaro toda Mulher & Homem adultos LIVRES
Eu declaro todo ser Humano IRMÃO
Eu declaro toda Menina & Menino FELIZES
Eu declaro do fundo do coração. . .

EXPRESSE a CADA PONTEIRO DEGLUTIDO
G R A T I D Ã O — pela permissão de herdar o AGORA
maior PRESENTE que cada segundo anterior
entrega ao posterior numa cadeia linda chamada VIVER
Lembre-se: OS ELOS DESTA CADENA SOMOS NÓS!

SOMOS todos ÚNICOS e SEMELHANTES entre si
idênticos nesta condição fundamental;
o que nos torna PRECIOSOS e IRMÃOS
VIVENDO o AGORA por aqui (!)

SAIBA: recebemos a PERMISSÃO de habitar,
cultivar & proteger toda esta Terra abundante e perene,
SENDO nossa existência ou não neste planeta, independente.
Ao falhar em dividí-la igualmente,
Ao falhar em preservar as sementes,
a sábia & paciente Natureza se libertará de nós como uma doença.
Fecundem para que possam colher!
Somente com a gratidão que receberemos graças verdadeiras.

CONTEMPLEM a Era de Luz que já chegou para TODOS.
& ASSUMAM a responsabilidade de CONTRUIR O PARAÍSO NA TERRA.
não importando teu Credo, tua origem ou tua Filosofia
nestes novos tempos só há espaço para quem lutar por uma Vida Bela.
Cairão os reis de ouro, de paus e de espadas
Cairão as leis do ferro e fogo, dos homens maus e surgirá a Alvorada;
reitero, esta é a ERA DO DIA – – aproveite o PODER DO AGORA
abrace com vontade esta espécie de ANISTIA (!)

EXPERIMENTEM esquecer-se de tudo que diz respeito
a si próprios, abolindo completamente a carapuça
materialista e egocêntrica que vestimos nesta vida,
para podermos nos lembrar REALMENTE de quem somos,
cumprindo assim o ciclo de nossas missões VERDADEIRAS. . .

ACEITEM o merecimento de todas as graças e tribulações,
e as RECEBAM d’alma & do Mundo com todo o coração!
Se algo o incomoda, SAIBA que nada é mais JUSTO QUE O UNIVERSO.
TUDO que está errado no Mundo pode ser mudado por cada um de NÓS,
e não há NADA que não seja colhido da VIDA que antes não tenha sido
PLANTADO por CADA UM DE NÓS. Cabe a ti desatar teus próprios nós,
integrar teus ELOS com a Humanidade e o Universo,
Se sofres MUDE a ti, ESFORÇO, pois TODO O RESTO É SÓ FELICIDADE.

PERSISTAM sempre, não desistam nas maiores das dificuldades,
pois estas serão sempre as PRIMEIRAS dificuldades (!)
Quanto mais certeira for a mira da tua flechada,
mais fácil se tornará a vida, e não o contrário!

É justamente o princípio do despertar,
e a assimetria do próximo,
que causará conflito em primeiro lugar!
Quanto mais próximo do triunfo,
mais fácil tudo se transforma, logo,
TRIUNFE — para tanto não tente mudar o alheio:
SEJA A PÉROLA, ao invés de guardar bolinhas de gude
para oferecer a porcos.
MUDE – de lugar, se necessário.
MUDE – de época, se souber ainda ser criança
ou se tiver a disposição de
CRESCER.

SEJA enquanto voluntário,
Mestre em sua própria montaria!
Só nós mesmos sabemos qual nossa Busca,
cabe a si montar a própria Procura,
e cavalgá-la até os confins da Poesia (!)

OUSEM trilhar o caminho menos pisado,
pois isso fará TODA A DIFERENÇA (!)

& ACREDITEM> “ALMA vai além de tudo que o nosso Mundo ousa perceber!”

( matéria sem espírito não tem sentido / espírito sem matéria não é sentido )

DESCUBRAM o maior segredo da tecnologia!
Pois a lei final do Universo
é que o Amor que você recebe
é igual ao Amor que você cria (!)

APRECIEM cada sabor, gosto ou saber,
pois cada relação é um presente,
ao seu próprio merecer;
SE a Felicidade é passageira,
seja motorista! Não perseguindo a liberdade,
que esta “se esquiva em cada esquina”, pero
“Gonna put it together.” — siga enfim, em frente,
todavida & ARRISCA. Siga isto à risca.

Que minhas palavras não sirvam de lição,
nem sirvam para tocar os corações,
mais do que isso que eu diga a Verdade
pois ela acontece para cada um,
bem além das contradições.

INNER-tudo

O Sol se instala aos poucos
sobre a metrópole matinal
os raios se enrolam torno as faces
saudando uma aurora angelical

queria ter acordado ao seu lado
para ver a cor desta face de anjo
de fada, de moça, ao despertar a íris
castanho-clara, como se tornam claras
as sombras quais esta mulher trilha
as trilhas e que com a Vida, as esmeralda.

Concordo contigo, flor,
que o que há de melhor está no Interior,
tanto das pessoas quanto dos Estados,
mas o Sol hoje na matina,
me raiou aparecendo uma manhã fina,
mais acalentadora, um tanto forasteira
para os padrões desta cidade inteira, menina.

Oração para Recordar

São três as maiores descobertas desta vida, até então.
Em ordem alfabética e cronológica:
Que o Amor é a invenção e a resposta para todas as questões.
Que Meishu-Sama, o Senhor da Luz, foi o inventor das esferas de discoteca.
Que O Sol, por óbvia ironia, foi o gerador de nossa primeira Chuva enquanto sistema solar.

pelas palavras da poesia quero dançar com Meishu-Sama em torno desta garatuja mágica qual ele inventou,
e dançamos o quanto quiser nos sistemas estelares ministrando Johrei em todos os Ângulos e Zênites
deste Universo enorme que tanto precisa de perguntas & respostas & Johrei.

Amem.

Senhora de sua poesia

Plenamente cheia,
repleta nova Lua,
de brilho, novamente
destacando-se na paisagem noturna.

E de novo a nova rua.
Na mesma cidade que cresce
se transforma e é a própria.
Com a qual desbravada
entre a marcha vadia de passos
solitariamente visando, calçados
alheio da miríade celeste, que invisíveis,
mas firmes no momento, indivisíveis,
mas inviáveis até para o poeta
que se esquece das estrelas
pelo satélite na fase cheia.

Porquê o céu está aberto,
mas está escuro,
porquê o beco e a encruzilhada,
e o canto da esquina é escura
mas o que me canta a luz da Lua
pede que jamais torne a Alvorada!
pede, sem fim seja a caminhada!

E faz-se este nunca conjurando um sempre;
— obrigado, musas e espíritos delinqüentes —
eternizo a cidadela com meus deuses do acaso
tecida a bela Lua neste relicário,
eterna & infinita neste instante;
Fácil: pode vir tudo sem amargura,
pode sim amanhecer o dia.
seja a cidade, senhora de sua própria poesia.

Cantiga para Estrela Ninar

Se eu quisesse fazer uma cantiga,
para todas as estrelas,
eu teria que falar de semelhanças e Amor.

Dentre a Ursa Maior e Auriga,
apenas os olhos de lince podem enxergar,
mais apurados pela sabedoria da águia,
a prova que a Vida existe para perdurar.

Água, água da Vida, repleta, como no Lar.

Os homi hoje chamam de Quasar,
nomeando-lhe com enorme sigla
os homi sempre clamando por aventurar.

Por falor nos homi, e por que não falar
que tem também o maior dos maiores Quasar
indicando que nosso Universo, belo dia
com seu semelhante irá casar.

O Fogo que arde sem se enxergar.

Sete raios de pura magia;
sete planetas cientes, cá no lar;
sete chaves de sabedoria;
sete chakras o amor irradiará;
sete cores fazem outras à vontade,
sete pares de orixás, pela Paz,
sete notas cada uma uma-a-uma —
a nos libertar e nos libertar!

A Terra que livre é para qualquer um lavrar (!)

Três serão sempre, verso unido em poesia;
Três os intelectos, sendo que há harmonia:
Três é o TODO que o NADA seria. . .

. . . e o AR que respiro é a razão do meu respirar.

Gratidão por ser espírito, e ter sentido,
Gratidão por ser sentido, tecer Espírito.

.:G.:C

mais info: http://en.wikipedia.org/wiki/Huge-LQG#Cosmological_Principle

Universo Binário

Une o verso, o binário
de repente que a Matemática
e a poesia se tornam claras
em saudável boemia rara
já que tudo nesta vida que há de ser
o é pelo seu gêmeo mais velho
sua ancestral contrapartida, vossa mercê
nos atraindo e sustentando em órbita
pela lógica Física táctil e sensível do Amor
de dois-em-dois se faz tudo enquanto metas e Vida
conceitos, estrelas, energia ou matéria,
cores, sonidos, quase toda bicharia
talvez eu deva mesmo voltar
a escrever poesias de Amor. . .
feliz já que versaria!

Sou um cordeiro grato, sou obrigado-gado.

Hoje duas meninas me questionaram. . .
. . .qual era da minha Poesia.
Respondo agora, se a resposta inda tiver valia.
Um dia inimigos das Vidas me machucaram,
mas minh’alma deu cria à Lira,
nunca mais andarei desarmado!

Eu me saúdo poeteiro,
E escrevo enquanto boiadeiro,
mas escrevendo para libertar o gado;

Eu escrevo como cordeiro,
pois escrevo por ser obrigado.

Eu escrevo como uma criança tocando seu tambor,
como uma criança ninando uma criança inda menor,
como se minha armada de palavras pudesse curar o fel,
mas dedico cada sílaba, cada batida no couro do papel,
como se quem ouvisse fosse mesmo Nosso Senhor, no Céu.

Meio boiadeiro, meio gado, e obrigado.
Obrigado a tudo e todos aos montes,
quem são os motes pra aliviar minha dor forte.
Eu escrevo mesmo para mim mesmo, egoísta
mas ponho o mundo dentro deste realejo,
como qualquer verdadeiro artista.

Eu escrevo pois isto é o único que tenho.
Eu escrevo aquilo tudo que eu mesmo sou.
. . .m o r o u (?)

Porpeta para Jô Soares

FULL MOON. . .

o show da Lua tão branca e só
e não houvessem estrelas
um céu pra eu e você só

e o FULL MOON. . .
é o show da Lua tão branca e só
e não houvessem estrelas
um céu pra eu e você só

então convidaríamos uma-uma, as muitas
cada estrela apresentaria-se, e juntas
pro céu de novo, ser pra todo mundo
pro céu de novo, ser pra todo mundo

e o FULL MOON. . .

CLOSED CAPTIONS

Não entendo por quê
a Humanidade busca
comunicação intergaláctica
Internet ou Interpol,
se o homem não tem acesso
ao Interminas, e a mulher
não aprenda do interior de um homem.
Isto sendo internacionalmente aceito.

Mas não generalizando,
ainda bem que uma hora o assunto
acabe mesmo,
pelo bem da reprodução da espécie.

Fronteira da Criação

Por décadas enxerguei o absoluto
como uma complexa máquina de tear.
mas a Matemática do Universo é tão simples
que este, mesmo enquanto tecido
não é um produto colorindo o limbo
não podemos saber o que Ele foi há um instante atrás
não devemos questionar o que Ele é, ao já
mas por tecermos a si mesmos e estar aqui
ou lá
culpamo-nos não ter sido o que devemos ser de forma mais gritante.
— bá!
passamos a vida inteira temendo o que é menos importante.

Humanos, fadados a responsa de definir o que Ele SERÁ.

É na fronteira da Criação
e não na Criação em si
que jaz nosso elo
mais forte e digno com Deus.

DEVIDO A PROBLEMAS TÉCNICOS

O que seria a Vida,
senão a Sorte definida
entre o nascer e a Morte.

Uma projeção verdadeira
entre a luz que chega aos olhos
rumo ao derreter silencioso
da película inteira

findará a todos,
o espetáculo e o gergelim
eis que jaz a Vida
a vida linda,
mesmo que definida pelos mortos.

Estamos fadados a devido problemas técnicos
(aqui denominados como Morte)
estamos fadados a existir,
cabendo questioná-la, todavida,
Sim, todavia pero jamais questionar nossa Sorte.

ODE A PERDA DE PACIÊNCIA

ODE A PERDA DA PACIÊNCIA
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Só quem já teve a permissão de salvar Vidas
– – em detrimento da própria Paz – –
sabe realmente distinguir o sobrevir último; suspiro guerreiro & vitorioso:
donde jaz enfim o sopro final da tempestade da Guerra,
compreensível enfim para poucos.

Desta vida, qual muito valeu à pena,
com os restos do meu fogo
chamo a chuva de luta
e as pedras, de edifícios
tudo foi muito difícil…
— Mas será fácil: Fácil Além destes tortuosos trilhos.
Eu construí e trilhei meu próprio caminho.

Jogos de Vida

Eis que um cara-ou-coroa,
ao que tudo se resume,
Jogos de Vida. . .

Basta de Jogos de Guerra, quero a Vida como alternativa;
Por mais significantes as cartas,
por mais complexos os turnos
de qualquer disputa bruta, barata
por mais possibilidades dentro dum tabuleiro com damas,
ou com peças e suas estratégias sensatas e quadriculadas,
por mais incógnito e perspicaz o coringa e o trunfo exato,
por menores e mais velozes os projéteis,
por maiores e menos fugazes os palácios,
tenho dito que busco a Vida como alternativa,
e jogo com a Vida do modo como com a mesma é merecida,
sendo no jogo-da-velha cada risca minha decidida
sendo o vencedor aquele que sabe que ao jogar com a Vida
o único movimento vitorioso é não jogar, Querida
como que num lance de cara-e-coroa todo o Jogar deste viver se resumiria
que ao Jogar estamos para o Caos assim como a Ordem está para a Colheita
que ao Jogar estamos oblíquos, que ao Colher estamos Vivos.

Eis que um cara-ou-coroa,
ao que tudo se resume,
quaisquer meros Jogos de Vida. . .

Desrelapsar

Se eu precisasse morrer hoje
teria que me desrelapsar correndo
esquecer todos meus lapsos de contento
e abraçar de fato o que me faz Feliz

Se eu só pudesse morrer hoje
teria que me desrelapsar de fato
esquecer todos meus laços podres
e firmar os elos que inda algo me diz

Se eu enfim, tivesse que morrer logo
teria que me despir do óbvio
teria que transgredir meu ódio
e transcender o pouco amor que aprendi

Teria que reler tudo que não li
e reescrever tudo que não Vi

Quando eu morrer
ainda vou precisar de vocês,
Humanidade que ficará por aqui

Décimo Mandamento

Seus nóia
Seus lixo
Ceis memo.

Para saber o pouco que sei,
para sair por aí xingando,
é por saber que vou encontrar meu Criador;
Tudo que aprendi nessa vida
se resume à palavra pronunciada de forma correta.

Para aprender a pronunciar as palavras de forma correta,
diante do Criador,
eu tive que ir ao submundo e ao high-society,
um mais imundo que o outro,
um mais porco que o outro,
um mais ou menos do que o outro.

Há palavras que aprenderás a pronunciar
com os Escolhidos, ó
e ó, outras com os gentios.

Eu vivi mais pois vivi abertamente.
Eu quis saber pronunciar as palavras corretamente.

Hipercrisia

Cê não se salva nem eu
do salve geral, do apogeu
como não sara a ferida que me afligiram na mente.

Primeira vez pra implantar
o medo da seta na carne,
do queimar da pele,
da ruína dos inocente,
da família,
dos truta.
a segunda na própria carne
pra debochar do meu piripaque
pra mostrar que não vale à pena Hipercrisia
numa sociedade hipócrita, corrupta e fascista
bons tempos da boa e velha Hipocrisia
Hoje ninguém se salva. Ninguém.
Nem eu nem tu nem eles nem nós como um todo.
Nem Unidos mais Venceremos.
Nem USA mais meu país, nem EEUU, nem tu, nem eles, nem nós como um todo.

E segue a ferida que fizeram na minha mente, ainda moleque,
eu entendo esses moleque. Por isso que não pode a neurose,
as fita-errada,
porque quem viu de frente a Real é agora Doente
Mas vamo que vamo mais um dia
decolando pra zarpar a Nave
e sem Crise
sem buscar também a Salvação, irmão
que salvar-se em si já soa hipocrisia
(isso me inspirou pra uma poesia)
A VERDADE ACONTECE
e é maior até que essa Hipercrisia.

BEM PIOR QUE O DESINTERESSANTE

BEM PIOR QUE O DESINTERESSANTE
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8 milhões a menos de imóveis residenciais do que precisa
E a infraestrutura é infra-importante.
No entanto, um país cativante.
Brasil. Eu nasci aqui. E espero morrer aqui.
Aqui escrevi um poema minimamente interessante.
50 milhões vivem também minimamente
o que é pior do que este poema
bem pior, comandante.

Falando de quê já se SABE

A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA
A REVELAÇÃO NÃO SERÁ BINARIZADA
A REFAZENDA NÃO SERÁ SEQUER PLANTADA
Nos nossos Tempos, a firmeza de 1 (hum) Homem
poderá causar grandes abalos;
Nos nossos Tempos, a certeza de alguns (cem) Homens causarão grandes estragos;
Em tempos passados, tudo isso sempre foi válido.
Abacateiro. Acataremos teu ato.

Falando do qual não sei

FALANDO DO QUE NÃO SEI
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Ultimamente anda deveras difícil ser humano
talvez pois quem anda é o Mano e não o Ser
quisera Deus a mim algum querer
para que eu mesmo Ele não precisasse Ter
Cuida de Deus embalado
como um ancião entre teus braços
que escorrega jovial como teus Anos
Primeiramente que Deus deva Ser Humano.

Oração para mãe menininha

Não que seja realmente

melhor prevenir do que remediar

Foda-se.

Pero nossa Odontologia

é uma das mais avançadas do Mundo

pois aqui não se escova os dentes;

prefere-se tratar cáries, o tártaro e o hímen complacente

Toda mulher quer segurança, mesmo do imundo

e alguém que escove os dentes, mesmo demente, vagabundo.

Quando o barranco está para desabar

não se compadece o Estado à remoção do barraco

sequer da pousada dos homi com pataco

Distribuem-se umas tenda, uns coletes e cestas do básico

barraquinhas coloridas em meio aos charcos;

podemos evoluir sim com as cagações da vida,

sério mesmo, minha amiga,

pero desastres aqui só servem para audiência, tipo assim,

e a audiência encerra em si mesma solfejando plim-plim.

E não que seja realmente

melhor prevenir do que remediar

Foda-se. Nada disso atrapalha meu respirar.

Daí que realmente foda-se e tão foda-se que um dia isto tudo eu mesmo vou mudar.

Começo orando para Mãe Menininha

Menininha de Gantois.

O Fim do Mar

21/12/2012 – São Paulo

Hoje o mundo acabou mesmo pra mim, desnudo eu todo vestido, sóbrio eu todo breaco, um caco, um príncipe, um estilhaço raro do presente que com grandes amigos abraço. Elos não são laços. Hoje isto aprendi, que o amanhã temos que pisar descalços.

Somos um paradoxo idêntico uns aos outros,
no entanto nosso divino é uma partícula retráctil
mecânica inda que sinceramente provida de alma
desumana e desalmada inda que hipocritamente provida
da ânsia de morrer com a mesma calma;

nada poderá fazer quanto ao derradeiro fim do teu Mundo
e desesperados deveriam nos abraçar e nos agarrar uns aos outros
não temendo,
não pálidos,
mas vorazes por florescer e enfim dar trégua a tentativa patética
de compreender o infinito. E enfim tornar-se parte. Memento mori,
ou seja, abre a porta e a janela. E vem ver o Sol nascer.

Obrigado a todos nós por pisar no amanhã com os pés descalços.

.:G.C.