O dia que soltaram os palhaços de verdade.
O dia que soltaram os palhaços de verdade.

O dia que soltaram os palhaços de verdade.

Na verdade, eram duas palhaças e um palhaço. Eram amigos, saíam vestidos de palhaço na rua muitos anos atrás. Com fantasias apropriadamente improvisadas tal qual o palhaço de cada um possa ser, o nariz inevitavelmente e aquele ingrediente secreto, untado e posto dentro de cada cada batida do peito dessas pessoas que saem na rua vestidas de palhaço; normal.

O diferente deste dia foi que desta vez já eram muitos anos atrás mesmo passados quando da última vez que justamente estes três amigos se reuniam. Também muito teria mudado desta época para hoje em dia, onde palhaços de mentira reinavam brutalmente usando fantoches de verdade. E como se o cansaço do estrupiado qual a verdade em si verdadeiramente se tornara, como se bolados por essa situação drástica, nossos amigos, e todos em volta que os viam, deram a maior performance artística já entregue num palco tão grande quanto o trajeto daquele dia. Era o cordel perdido da Comédia.

Quando algumas dúzias os começaram a seguir, pelas praças, ruas, trens, avenidas, rapidamente dúzias se tornaram centenas. E ao invés de isso causar problemas, parecia resolver de vez, todas as coisas. Eu poderia contar cada peripécia desta aventura, que continua até hoje, mas creio que você já tenha participado também a essa altura. Talvez quando enfrentaste com flores, os punhos de metralhadora, ou ainda, untando cores aos olhares monocromáticos.

Soltem os palhaços de verdade.

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