POESIAS PARA LIMPAR A BUNDA III

versão DELUXE TOILET MACHINA of Before

----------------------------------- por GUSTAVO L CONTE INFORMATICA me

-------------------------------------------- as novas são um lixo! https://gu.pro.br

--------------------------------------------- Cozinha boa é que tem panela velha!

---------------------------------------------------------------- xente, são seis mil versas

--------------------------------------------------------- pouca coisa pra tanta vida

--------------------------------------------------------------- muita tanta pra pouca gente!

Alface com aspartame

não há de me engordar

há de me causar um câncer

há de ser química, droga, e não alimentar


Se eles podem "marketing de guerrilha"

faremos "consumidores terroristas"


Se eles tem o terceiro poder,

não detém a palavra,

não atravessam a terceira margem,

não passam de uma miragem

de medo, agressão e discórdia

nação da esbórnia


Se a eles cabe a Ordem

dentro de nós, não se cabe

mais palavra de ordem.

Se repete disforme

para eles retilíneo Progresso

para mim, paralelepípedo de gesso

uma desgraça enorme e jovem

uma beleza descomunal e Sorte

Ó fortuna! Alface com espartame

não engorda.


By news at 09/13/2011 - 21:52


O Canto para todos os Cantos

De que vale pedras preciosas

em centenas acumular

se não há como e onde

tais jóias para o mundo ornar

basta um segundo, eu imagino;

sobre teus olhos, tão tão lindos

par de esmeraldas ostentando na fronte

beldade irradiada por este olhar

és semblante qual muito acredito

pois, para cada palavra nascida desta boca

de lábio astuto, de lábio vivo,

delicioso como tua pessoa...


Uma leoa, sempre pensando,

matutando antes de lançar o encanto

uma Rainha que eu serviria tanto;

Se tiveres frio, te cubro com meu manto.

Quando tiveres sede, te darei água,

mas nunca a lágrima do meu pranto

Pois em verdade esta moça

me faz feliz, e pronto.

(sinceramente não me espanto)

Eu canto é por todos os cantos

ó, rara íris dos anjos.


By news at 09/02/2011 - 13:30


A cruz Macabéicomanceba

A mercadofilosofia

o sacroconsumo

com aval do absolumonetarismo

e marchando câmbios flutuantes

rumo ao absurdo muhammad-pentecostalismo

ao impossível refratário abismo

de pilastras grecoromanas tudufudida

de neojudaicocristãonazicidas

é agora, rapaziada

é a agora que a poca porcaria podre

morde a língua, meu trava língua

minha rima é a minha vingança

minha justiça minha poesia

minha licença, minha carta branca

de branda demência

vai, meu povo, corre pra cima da carniça

façamos a hecatombe

baixo chucrutz, baixo jacó, baixo Macedo

É A HORA DO MACABÉICOMANCEBO

é a hora de Lili Marlene de Jesus

o povo do meu país já carregou é muita cruz


By news at 08/28/2011 - 19:14


Feito tal dádiva

Feito a lã que cobre

o meu coração pego

pego pelo cansaço

pelo furor ou pelo desprezo


Há lã que me cobre

com aconchego

que nos salva


Aline é pura feita da tal dádiva.


que a lã vem do novelo, essa linha,

mais fina que afina o existir;

pois tem em essência querida,

a paciência efetiva

a destreza criativa

para enfrentar e cuidar da vida.

para sempre resistir.


By news at 08/28/2011 - 18:49


SUPERTRUNFO DA PALAVRA

---------------------------------

Pára o tempo

não tento

me contento

inté lento

não lendo

não sento

não tem acento

sinto, até minto

mas se é mito

eu acrescento


By news at 08/28/2011 - 17:50

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são só castanhos

Karen se as palavras lhe faltarem

e junto o ponto desatinar-se

feito a história perdendo-se a veracidade

eu tonto feito criança

inda sentiria vera semelhança

da tua dança aflorando no palco

teu corpo solfejando em salto

tua expressão afinando mensagem

que compreenderia do texto, à margem.


O poeta finge, mas não é falso

já que tua busca fina

nos calça descalços

de calçados nus

fazendo jus

ao mero, repentino,

decidido e certeiro acaso.


Senhora do mais belo acaso!

Destes olhos que são só castanhos,

nesta forma onde tudo foi planejado;

acaso cuidadosamente realizado.


By news at 08/27/2011 - 06:04


Aos sedentos

Eu escrevo aos que tem sede

aos que precisam beber

eu escrevo para quem quiser devorar

meu esforço, minha paixão

eu escrevo pra quem é irmão.


Pela década que trilhei cantigas tolas,

percebo que a sede está no coração

de quem em geral prata tem pouca

pra quem em geral no mundo a voz é rouca

pra mulherada louca, louca

pro cabeçudo, pro bizarro

pra geral da geral

escreverei aos sedentos; não ao abastado

pois o abastado tem preguiça

de dividir o conhecimento alcançado

tem inveja

tem pressa

como se não estivessemos todos

escorrendo pelo mesmo ralo


By news at 08/26/2011 - 08:45

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n/a

Culpe o Frio

Humanidade.

Atravessamos séculos

esculpimos montanhas

erguemos prédios;

ou casas, para morarem Santas.

e lares, abrigos esdrúxulos

na morada de Deus, ou cujas mesas

donde, quando se come,

é o pão que nem o Diabo comeu.

vivemos por bares, morremos em túmulos

por vezes somos as presas

ou caçadores, ou só vagabundos.


Muitas vidas terão os homi para fazer jus ao próprio nome.


Já fui ateu, fariseu, judeu, já fui todo só meu.

Eu já fui ele, ela, Morfeu, Tadeu.

Posso ter sido qualquer coisa sempre

ou nunca nada neste mundo

mas me ocorre de repente

alguém que não fui,

nem num segundo,

certamente... aquela Emanuele.


Ela, que impele,

e linda se descabele,

talvez o poeta tagarele,

talvez pele com pele.


Não estou falando de reencarnação,

não estou falando de adivinhação,

muito menos de ciência,

sequer se necessita do coração.

É mais simples, paciência,

apenas o encontro das nossas mãos.


Eis que uma palma encontrou-se com a outra,

minha alma encaixou-se mouca;

nada mais enxergava além da tua

alva presença a competir com a Lua!

E diria, frente minha figura pouca,

que esperei e muito por este instante

qual se abriria um novo adiante

e a História seguiria seu rumo

Eu resolveria tudo!

Tudo de errado neste Mundo!


Pra ninguém sentir mais medo.

Pra ninguém sentir mais dor.

Pra ninguém sentir mais frio.

Pra que tua morada na Terra seja justa.

Acredite, ó doutor. Acredite, guri vadio.


Eu sei, também me assusta.

Mas de palavras erguerei um palácio humilde,

onde Deus e o Diabo morarão livres

onde as Santas não precisarão ser puras

um lar esdrúxulo, numa pacata rua

prometo estas palavras, menina,

estas palavras que serão só suas.

Uma União. Uma unidade.


By news at 08/23/2011 - 23:57


AnotherWorld

Quando se põe o Sol

e o céu acorda bemol

sustentando do melhor sustenido

cores de horizonte expandido

por esse escarlate vespertino

também são os cabelos, viva,

de Vivian, tão querida


sobrevem a tarde e sem alarde,

antes nunca me apareceu junto

aquela de fios negros como a noite

tecendo bela vereda contra o açoite


deste mundão que gira

da aurora que migra

pela labuta diária

guardadas também na palavra dedicada

após o cansaço do cotidiano

finalmente pude ver

os fios tecidos pelo poer soberano

e a textura escura da pela clara como a Lua

eu rio e envolvo em versos até corriqueiros

por presenciar o sobrevir da tarde

com o luar do nascer da noite, juntos

estes que jamais se encontram

enquanto passageiros do Mundo.


By news at 08/22/2011 - 05:12


Mademoiselle, and then BRETONES

lua branca, alta

menina pequenina, branca;

minha lua da noite,

à nossa alva, se canta!

que a calar só o açoite

que minha

que minha será a lua esta noite...


By news at 08/17/2011 - 00:49

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O ridículo coração da perfeição.

Você é bonita e eu gosto de você.

Eu gosto de muitas coisas

gente, bicho, do mundo inteiro;

e no mundo, tem muita coisa bonita --

tão bonita que às vezes até triste

-- mas você é bonita, e eu gosto de você.


não é nem porque você é toda tão bonita;

mas eu gosto tanto de você,

que você faz eu bonito;

tão bonito que até triste --

não triste que eu goste tão bonito

de você, claro. -- Pra mim tô nem aí.

você é bonita e eu gosto de você.


By news at 08/13/2011 - 13:20

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Haíra

Haíra, você sabia?

Que nos passos da tua trilha,

nasce e raia o dia.


Bem que o poeta gostaria

transformar o primeiro brilho d'aurora

numa única menina;

dizer que a luz da moça

lembra um amanhecer fino

seria a paz de um sábado

mas como vibrando um hino

radiante, marcha deusa-Sol do Egito

e acalenta, sorriso de criança matutino.


Eu, apenas um menino.

Meio que ainda digo

que sob teu cabelo lindo

há a pele, a neve, branca

tão branca, que assino.


Em verdade, é você que assina

sempre, carregando no nome

o alvorecer e tudo mais, consigo.


By news at 08/12/2011 - 00:36


TOTALIRISMO

Por vestir as máscaras que as palavras vestem,

por sentir as texturas que as fadas tecem,

o traje do poeta são os trapos de palhaço da maior grife,

a tristeza do poeta é a tristeza mais triste,

sua busca é aquela que todo mundo desconhece, mas insiste.


O poeta, no picadeiro, é o palhaço mais escasso.

Quando forasteiro, é um gringo do pedaço.

Se pálido, brilha. Se negro é diva. Se vermelho, indispensável.

Da Terra quer ser o mais terráqueo dos terráqueos.

No entanto flutua, e decola, como viajante do espaço.


Mente para falar a verdadetaforiza a sinceridade.

Pinta a cidade, sem uma gota de tinta.

Dispensa a paisagem, para tu que é tão linda.


Minha musa das palavras, minha rima, minha lírica.

Eu e você seremos um dia apenas um. Mas aí será você quem assina


By news at 08/08/2011 - 23:48


Paciência reta

Gabriela, diria dela,

sendo bela, pois,

da forma mais singela

o que se espera?

palavra séria?

frente ao sorriso

que amanhece nessa fronte

nos revela, barco a vela

(navegante do espírito)

vejo no brilho da janela,

um montão de tudo aos montes;

um punhado de tolice,

mas nada de balela!

carrega consigo,

uma quase tola certeza

de que a vida é feita do encontro

da conquista, com a espera


Quem me dera.


By news at 08/05/2011 - 15:16

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It's by Woody Guthrie ... straight to the heart



By news at 08/05/2011 - 10:20

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Poema sem Metáfora

Se flor.. . Qual flor?

Que fruta seria?

Qual cor, luz do dia?

Se fera, feroz e ferida,

Sendo ela, uma voz, melodia.


Com que som, soa teu tom

e sendo própria poesia

com que rima,

com quais palavras,

o artista te retrataria?


O forasteiro viajaria

O poeta pintaria o sete,

arteiro num sketch da vida,

não há metáfora que definiria

o princípio de tudo

onde o todo terminaria


não há bicho, não há nota,

não há fauna e não há flora

não é páreo a tempestade

quando Alpha chora

não há coisa mais linda na cidade

se o sorriso dela nos aurora

morena, menina, na Lua ela mora

e brinca alva com as palavras

amanhecendo signos e significados

anoitece e surgem estrelas, um recado

que ela é o eclipse do alvorecer

do entardecer do anoitecer

cirandeando lado-a-lado.


Me sinto lisonjeado.


By news at 08/05/2011 - 03:53


Que se Daniela-se

Ela é uma princesa

que conquista o direito de ser Rainha

com suas garras, suas garras de felina.


Ela é uma deusa

que conquista o direito de ser física

pelos punhos, punho que tudo descomplica.


Ela é ela mesma.

Daniela, seja.

Que essas pernas são como asas

nunca se esqueça.


Toda dourada, medalha de ouro,

amarelina, amaralina, amar a linda

como não de cara,

repentinamente,

amar esta menina.


By news at 08/05/2011 - 03:47


LEIA, Ó

os olhos nos olhos

dos olhos dos meus olhos

refletindo, oiando

meus olhos no espelho

mira imagem,

miragem,

tal crítica do velho do restelo,

do vazio cercando o novo;

do reflexo dos meus olhos

neste espelho.


A imagem não existe.


Só meus olhos permitem

algo o reflexo sê-lo.

(pois preciso vê-lo --

esse outro que sou eu. )


é preciso Sê-lo

imprecisos somos

infinitas somas

que efêmeras soam

cada canto de cada um

todos juntos

não é miragem,

é o que vale

tocando fora do espelho

aos olhos velhos

do novo que já veio.


By news at 08/01/2011 - 10:35


Cometa Frate

Há algo novo

debaixo do mesmo Sol de fogo

Pois sigo, locomovo,

e descalço, regra do jogo

pois o contato há de ser

essencialmente

direto, perto, todo certo.


Estarei falando do céu,

de um sabor de mel,

da destreza felina,

de olhares de pantera,

de risada de bichana

e da multidão que canta

quando abre-se a cortina,

e surge Fernanda --

que encanta, me encanta.


Estarei também falando da Terra,

da nossa casa, do nosso chão

dessa Terra que é de todos

não é dos homi não.

E eu, sempre avoado

eu nunca quis tanto

pisar o pé no chão.


Pois nessa imensidão

onde tudo se move

e tudo muda

ocorre uma nova configuração

estamos em outra condição

as estrelas estão diferentes

e no meu semblante contente

deduziria que pulsa, d'outra forma

meu próprio coração


Me perdi numa juba de pantera

seja lá isso o que for

caótica como a beleza dela

é fera, e as feras tem o melhor amor

tanto é que o cometa passou

na hora exata, e certa,

me deu carona direta

me deu palavra tão reta

que quase fiquei sem palavras

são apenas palavras pequenas

para pincelar a descrição de um cometa

para degustar de um brilhinho de estrela


enfim, para uma pequena,

extraordinária moça,

que só pode ser mesmo,

mágica.


By news at 07/29/2011 - 19:30


Codinome Alvorada

Clairy, claro que é clara

repentinamente rara

apelido de uma boa alvorada

versão que vi certa vez

nevando na balada

e a luz ensolarada e lisa,

escorrendo pela pele pálida

claro que é clara,

Clairy dos olhos d'água,

também apelido d'alvorada.


By news at 07/17/2011 - 05:00

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Oratório

Não, não queira ser governador

não espalhe mais ainda essa dor

eu sei orar, sou orador

sou poeta

e um mortal cantor

não, não queria mais ser governador

sou magoado, sou programador

não estou do seu lado

não lhe tenho perdão ou amor

teu dinheiro, sujo

não lhe salvará da verdade quando eu surjo

Prend garde toi. Já aprendi a voar.


By news at 07/15/2011 - 18:37

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Pretérito, Mais-que-Perfeito

Não há coisa alguma nesta fotografia.

Não, não é coisa, eu logo diria

Criatura, seria, sendo obra mais prima do criador.

Mais que perfeita, dos Andes ao Arpoador

Felicidade estreita, que carrega até uma dor.

Traz a beleza da tristeza de uma mulher

maior que o próprio amor.

Que merece mais que um samba,

mais que um bamba,

seja o que vier, que cuide da minha flor.


By news at 07/15/2011 - 18:06


Dupla Obra Prima

Poesia minha que é sua,

rima que mira a pura

a única e singela certeza

de que o belo

vai além da própria beleza

Vocês, vocês duas

dupla de duas

o horizonte da noite

nesses cabelos negros,

e a prata da lua,

nesta pele onde brilha

uma manhã nua


uma morena, dos olhos

de esmeraldina-jabuticaba;

de mel, de fel, de gata...


outra o Sol estilizado

em forma de menina

é o dia raiado em cores

em contornos

perfeitamente traçados.


Enfim, o Sol, caro mestre,

devo lhe desafiar

o Sol pode viver

perto da Lua

as estrelas são primas

são irmãs

e fazem parceria pura

com minha vontade de conquistar

e agradecer

os criadores destas criaturas.


By news at 07/15/2011 - 04:47


Olhar felino, coração, loba

Lígia eu sei

que teu torniquete

serve de repente

para nada, para ninguém

você não serve a ninguém

assim como meus versos

não servem para nada


Você é senhora

da noite, da estrada

assino que teu caminho

não é trilha, é jornada


Jamais estará desfalcada

pois tem a companhia

das fadas. . .


Enfim morena,

Senhora da alvorada,

ganharia o Mundo

não fosse humilde e sensata.


By news at 07/15/2011 - 04:33


Pare o Mundo que eu quero Viver

Ana não se chama Ana

se conjura Ana

é magia, brilha, encanta

Ana se conjuga

algo que a gramática

não canta

algo que as regras

não versam

algo que como certas serestas

em festa o povo clama


Sim, o povo pede mais Anas no mundo!

O mundo, precisa, no fundo

parar e te mirar um só segundo.


By news at 07/15/2011 - 04:28

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Mandamal

Mandarins escrevem poesias gigantes

para seres minúsculos!


Péssimos poetas são ótimos

para retratar os grandiosos

mucho facil.


bons poetas retratam o lixo

a escusa da sociedade,

a dor e a maldade

o fogo que fere e arde

a imensidão, muitos ares...


Já o poeta estonteante

(se é que isto existe)

pincela o simples,

em investidas claras

não trabalha às escuras

não lapida uma jóia rara

encontra no tosco, preciosidade

encontra o fosco, no brilho, no clarão

é capaz de deparar-se com a verdade nua

e se tamanha for sua complexidade

atirar toda a bacia na rua

pode ser que apele para a Lua

pode ser que a rima seja pobre

mas uma coisa, que garanto, espectadores

é que o poeta sofre.


Vai Corinthians! Devolvam-me meu espectorante,

pois não posso mais seguir adiante.

Estou farto de ralar o cérebro

e como menestrel, bobo da corte

permanecer coadjuvante

quiçá, eterno infante.

Eu, lixo infame.

Apetrecho de se dizer que se ame

garatuja dita cuja donde pulsa sangue

criatura nua, em palavras, desinteressante.


By news at 07/13/2011 - 02:57


nao sei dançar

mas marieta,

pra ela nunca foi

e nao sera treta,

fazer rima bela

pra moça singela.


veio talvez doutra cidade

certeza de outro planeta

marieta tem a poeira do cosmos

debaixo dos cílios

em seu olhar

de quebra, além das estrelas

traz o oceano no nome

é mar!

Imagino que saiba nadar?

que saiba voar?

mas só numa dança talvez ela queira

tudo isso um dia ensinar.


By news at 07/13/2011 - 00:23


As veiz, vai quê!



Pode ser que aconteça

d'eu murrê jovem

às veiz

pode ser que eu mereça

uma dura morte

pode ser que eu quebre

a trégua que fiz com os lorde

uma vã tola morte

matada, murrida,

comprada, vendida.

pode ser que eu quebre

a trégua que fiz da peleja cos Homi.


Pode ser que aconteça

d'eu murrê jovem

às veiz. Vai quê!


E se der de acontecer,

eu peço humilde de bom grado

que todos dêem um enorme trago

dos sonhos com que retornarei à vida

minhas palavra

minhas asa

vocês, meus amigo, meus inimigo

são a beleza de um mundo tão

eu abraço e não largo meu mundão

ê correnteza do céu, Destino, contradição

me traga de volta nas palavra abestalhada

como uma onda que sabe que vai mais fica

não fica mas vorta

como um pássaro que migra

e como Jim Morrisson

cruzarei a porta

gozando


By news at 07/12/2011 - 03:11


PLus

Fer, pra você posso ser

qualquer coisa que precisar contar

só não me impeça de te cntar

só não fiquemos demais

sem respirar o mesmo ar

Você também é mais

vai além das imagens normais

nesse filme que não por acaso,

mas com certeza por sorte,

nessas cenas que protagonizamos

prontamente e sem recortes

obrigado pela parceria pelo mundo

obrigado por cirandearmos juntos


By news at 07/12/2011 - 02:15


As palavra que fez Fer

Fer, pra você de uma rima minha

pertencer, nem preciso

refrescar minha memória

inventar história

não preciso do Sol, nem da lua,

não quero as estrelas por cima da rua,

é tudo feito de saudade e admiração sua,

é tudo um trago de tua bondade nua

me faz um mago quando vejo

essa malícia, toda tão pura...


enfim não há nada que precise além de você

para a poesia que é fer, em palavras florescer.


By news at 07/12/2011 - 01:01


Seu despertar desperta os outros

Tu és a prova,

camarada,

que Deus não miguela

a alvorada

que o Sol esquentará

a todos por aqui

e tu, da escuridão

e da morte escapaste!


Eu não o conheço

por inteiro

mas garanto a todos;

és guerreiro.

simpático, és faceiro

atraiu a atenção do poeteiro

faz lembrar que a vida

é o Mar

e nossa alma

é o veleiro!


By news at 07/10/2011 - 11:49


Acusação?

Carolina, a tristeza do samba

se reflete em tua iris de esmeralda

na beleza de tua face alva

Carolina, a firmeza do bamba

se hasteia no teu estandarte alto

altaneira beleza da tristeza do bamba,

que faz o estandarte firme, que faz a iris

que reflete um lago, uma face, um crime simples.


By news at 07/09/2011 - 09:40

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Relíquia II

Gentileza é a melhor

beleza que existe

você, você eu vejo que insiste

em ser bela, esperta

inteligente, toda certa

toda sua, essa tal rima

es canção

essa verdade que aqui o poeta

assina.


By news at 07/09/2011 - 08:42


reliquia

carolina tanta rima

poderia lhe fazer

tens o cabelo refletindo amarelina

tens a luz do sol

e a cor do céu no seu olhar

tem o luar na cor da pele

doce feito mel


eu desconheço, em verdade,

esta criatura

mas do universo és preciosa criação

um tesouro, logo à vista, pela vez primeira

desde o começo, do começo da canção!


By news at 07/09/2011 - 00:05

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Bandiera Moça

Avanti o poppolo

alla riscossa

que bela moça

que bela moça


Avanti o poppolo

eu lavo a louça

terei responsa

vou triunfar


Ah, essa moça quero hastear

há! que beleza eu devo cantar

se a beleza do mundo calar

hasteio o estandarte de Maíra, já!


By news at 07/07/2011 - 21:47


Prisão Justa

No Brasil, meu camarada

no Brasil não há extradição!

Você, que comete esse crime

de ser tanto tão

um tanto quanto gringo

mas pouco americano

um pouco quanto menino

mas cabra, homi, eu digo!


Esteje preso, esteje ileso

esteje aqui cuidado

por um bando de adoidado

aqui, minha terra,

te ofereço como casa

não deixaremos que vá embora

fique aqui forevis

e curta mais uma aurora.


By news at 07/07/2011 - 21:41


Mas é claro

Fala, fala, Clara

divide essa beleza rara

eu, que andei pelas estrada

nada mais meu coração dispara,

e embala,

que quando ocê fala, Clara!


By news at 07/07/2011 - 21:12


Garota 2.0

Beatriz, só por um triz

que o céu não é de anis

o horizonte é sim anil

e as estrelas do firmamento

quando bela Bia veio ao mundo

tudo tudo certamente sorriu.


Por isso emana, lá do fundo

para todos o contento bão

de contigo, estar junto.

Digo breve, mas digo mais,

que para nascer essa canção,

não se delonga nem um segundo.


By news at 07/07/2011 - 15:07


simples assim

Fabiana, não se chama,

ocê não se engana!

Pela Fabi se clama,

o povo conclama,

sua doce insinuação, dama


eu perdido,

nas veredas desta vida,

encontrei mais uma fada amiga

que é chama de inspiração.


Em verdade,

desconheço seus passos,

o rastro do teu cometa,

e tudo que ela comete,

mas sei que faz facilmente,

pois ao singelo arremete

como a simples beleza do Sol que nasce

coisa que se repete e se repete

como a simples beleza do Sol se pondo

e tudo isto prevalece, prevalece.


By news at 07/06/2011 - 23:34


Nada mais que o normal

Sem certas crises

sem sérias crisinhas

sem as causas, das coisas

sem coisas baratas

quisera que Cris

causasse na minha estrada

calhasse de crescer

uma jornada

e como toda boa trilha

teria crisinhas, enormes crisões,

mas Cristiane, com sua beleza,

conclama os foliões

nem é carnaval

não há casal

só uma flor de cristal

não tem causa nem é casual

enfim para mim, Cris,

ser bela, nada mais que o normal.


By news at 07/06/2011 - 23:30


tunel do tempo

bem vindo ao tunel do tempo

onde tudo pode acontecer

pois tudo há de ter acontecido

se o viajante quisesse

tunel do tempo de tão impossível

passível de vivência insana

tunel do tempo estonteante amigo

tontura entorpecida hermana

não busquem a volta dos que não foram

não chorem a morte da bezerra

que só se corre para tirar a mãe da forca

se do futuro depender a responsa

a natureza se repete na beleza das cores e flores

mas não tolera o retorno ao sonho

se sonha para o futuro

não se sonha para o passado

abaixo ao tunel do tempo

abaixo ao tunel do tempo


By news at 07/06/2011 - 04:31


SAVE OUR SOULS

Hey, Mr. European

Mr. Dudley

and Bruce Springsteen

This is a distress call

right here from the Main Hall

We need backup

we need air support

We request more artillery

'cause we here lack the notion

of our own land's preciosity

teach us how to do it

tell us how you did it

Mr. European

Mr. Dudley

and Bruce Springsteen


We need backup

We need air support

'cause we here lack the notion

but I have a lotion

a true potion of poetry


Just need to write down the ingredients

on the bottom of the round bottle

so teach us how to do it

please tell us how you did it.


By news at 07/02/2011 - 11:47


Luz Direta

Malu, não faço jus

não sou poco cabra

mas não sou alado

é que ao lado do teu tum

do teu tamtam

do pulsar do teu poder de criação

por viabilizar, inclusive, esta canção


Malu, entre eu e tu, um equinócio

a olho nu, eclipse, me ofusco,

e tchau ao ócio.


By news at 07/02/2011 - 10:33

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Polenta Frita



Na minha quebrada,

quando não tem comida,

pouca gente fica aflita!

O povo rompe na rima

pelo que falta até se grita!

O tambor bate,

entra batucada amiga!

Pois pra animar não falta graça

fazia fácil uma polenta frita.


By news at 07/02/2011 - 10:30


Plurialvorada

Quem é o arco?

Quem é a flecha?

Amanda mira o rastro

a trilha da tua dada brecha

Amanda é multicolorida

ternura traçada nas mechas

é muita amada, certeza;

mas agora não posso falar de nada

de nada além de sua beleza

só estou certo, não ser multifacetada

apesar do horizonte dos teus olhos

carregar esta linda plurialvorada.


By news at 07/02/2011 - 10:27

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O branco da brancura dela

Ela seria música

se a rubrica de ruiva doirada

não fosse tão lúdica alvorada

ela seria teatro,

se o fotografado por minha retina,

não fosse retrato, brilhante,

uma rima,

rima nobre do lírico com o riso,

do místico com o físico,

do típico com o esquizo.


uma rima bela

do belo que jaz nela

Ai, o branco da brancura dela

é uma folha de história incompleta

donde obrigo minha pena, de fronte,

a coroar-lhe de palavras repletas, aos montes.


By news at 07/02/2011 - 10:24


Repente de Ré

Eu não perco mais um segundo

com a imbecilidade

Eu não sou turista

turista da cidade

De repente que fizeram meu repente

se tornar uma navalha

De repente que fizeram as palavras

amarrarem uma mortalha

De repente que tua grandeza

tua grandeza me fez enxergar

que tua realeza, ó aristocracia

tua realeza não é de nada


By news at 07/02/2011 - 10:21

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Fernandinhos

estou cansado de se cansar de estar cansado de ser humano. eu quero é ser O MANO! Mano, já falei pra você, sê, homi.


Que bem que se tem se não se é e não se sê. Ai se eu sessê, seria eu, não seria você; ela, bela, a vida -- mas o belo que quero hei de ter que lutar para tê-lo em vida.


By news at 06/30/2011 - 15:29

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ASAP 2

ASAP 2 (Para Daniella Fernandes)

---------------------------------------

saber como é

eu não sei, só

posso degustar do sabor

quiça ter para si

eu nemi, ó

mas é o ó

se for só para saber cumé.

mas passa.

Não tem remédio,

por não ser doença,

por isso passa,

passa mais rápido que tédio.


By news at 06/27/2011 - 20:20


Viver é necessário, navegar é precisão

Acho que ela não tem

facebook

Talvez tenha,

mas nunca deve usar...


Diga que se não fizer

poema pra ela

nunca mais a poderei

poetar


Diga que deve ser agora ou nunca

diga que o Mundo é uma espelunca

...não vamos mais nos encontrar...


Só posso mandar recado, carta ou beijo

se souber seu endereço, seu lugar

mas ela muda de cidade

com aquela aleatoriedade

que muitos terão que passar


eu brinco com as cartas da fortuna

e juro em nome do destino

que ainda a verei passando na rua


eu prometo e prometo de pé junto

e pela mesma razão que acerto

ela me nega o beijo de perto

a vida dobra a esquina

e agora restou, essa rima.


By news at 06/27/2011 - 20:04


ambiguidade (sem pegar pesado)

tamanha falta de criatividade

vestir-se como o sol desta cidade

trazer a luz portando na feição

bailando os cabelos

brisando falta de consideração

realmente, venta desacato, contravenção

brilho, clarão,

porém fora de jurisdição

já que o sol mora no céu

e do mel dos olhos seus

verdeiam aguas que espelham a lua

e a lua, que mora na rua

prateia prateia na pele tua.


By news at 06/25/2011 - 14:07


Dama de Gelo

Das andanças pelo sertão

pelo cerrado pela mata

pelas montanhas de prata

foi no alto, em ventania,

no cume, uma guria

uma rainha fria

gélida, acalentou minha jornada.


A dama de gelo,

paralisava o desejo

agitava as cortinas

da janela de nossa alma.


A dama de gelo,

afagava os cabelos

os cabelos do destino

que cruel, em seu desígnio

com a moça que fria sorria

sorria destemida

contra os infortúnios da vida


Como aprendi,

como aprendi tanto

com essa dama que agora canto

e aprenderei mais

e a escoltarei tenaz

pois sua postura firme

amolece a dureza, nos redime

nos admira nos inpira

dama de gelo,

a ti dedico esta rima.


By news at 06/21/2011 - 23:01


Cacos de Prisma

Samba com lexotan cheirado,

bolha de sonho gaseificado,

lúdico som alado!

Wady é de paz maquinado,

disso, armado até os dentes

e tresloucado de sanidade contente,

a tristeza fica bela e diferente

Wady é cabra de toda a gente!



Marinheira Mari, ri

Mari, ri! Mera garrafa com mensagem

pra contar somente a ti...

que és marinheira, Mari então mareia!

o mar mora no seu nome

essa sereia já não pode

mirar somente areia...


Mari, ri! Se de deserto

cercar teus paradeiros

e miragens mirongueiras

machucarem teu anseio;

pode contar com um pássaro faceiro

uma carona, um devaneio

uma ilusão concreta certa

que reflita o teu pendão;


Eu aqui mesmo,

eu aqui faço questão,

de abrir meu coração

pela tua qualquer meta


És esperta, não precisa de conselhos

não precisa de ponteiros

não precisa de perdão

És feiticeira, não precisa de magia

não precisa liturgia,

o Mar mora no seu nome,

navegará com maestria.


Como princesa, perdeu-se do seu lar,

uma deusa condenada a se mortalizar...

Como criança, sem um colo pra ninar --

marinheira sem o Mar, Mariana, não vou deixar!

Eu te carrego, te entrego de volta às margens

donde possa desbravar, conquistar como Rainha,

ali, as águas que moram no seu nome;

Mari, ri, Mari-Mari...


Se duvidar, faço escambo que espelha

eu reflito ocê mesma

em troca de te poder mirar

Se adiantar, faço encanto que a mareia

eu respiro tua beleza

em troca poderá voar.


Hasteia inteira, ergue logo essa beldade

que falta nessa cidade

uma assim, toda faceira

e sempre meiga

sempre Mari, sereia

eu suplico infinita e meia

nessa mensagem na garrafa

embarcada para ti.....


By news at 06/14/2011 - 14:45


Pé direito

Não acho que acordei mais cedo que o Mundo.

Certamente o Sol atrasou-se.

Claramente nesta mente já raiou aurora

já brotou minha manhã

no entanto tudo se cala

tudo está frio e quieto

pacificamente dormindo, a princípio.


Tudo tudo, tão prestes a despertar,

enquanto os negros anjos da noite fria

hibernarão pela eternidade do dia


Sou obrigado a ligar o candeeiro elétrico

incomodar um pouco, sério

alguém. um micróbio. uma lagartixa na parede.

acabo impondo aos outros minha falta de necessidade de descansar mais.


Quero rugir, quero rir, tenho talvez febre, troquei gato por lebre

a noite pelo dia, a paz pelo alerta geral, constante perda de saliva

de energia, de absorção da luz, para incandear, para emitir, para sonhar mais.


Para vocês.


Troco a saúde pelo alaúde, sei com ele não poder ganhar meu pão

mas sem meu desafino eu desatino e realmente perco o chão

preciso ser livre, preciso ser como meus mestres são

serei incansável, abominável, será uma perdição

não temo mais fracassar enquanto micróbio.

Nada me incomoda. Estou anestesiado das frescuras óbvias.


Repito da ciranda, das estrelas, do amor posto à mesa.

E como estou aqui de passagem, seguirei minha viagem,

como bardo tosco e torto, peregrino, albino, corisco para o diabo

cadê a porra do diabo? Será que até mesmo ele desistiu?


Essa merda de fim do mundo vai nos matar de tédio.

Vem logo, Sol amigo, quero passar pra próxima leoa do dia

Vem logo, Sol amigo, pois farei algo melhor contigo.

E se hoje for o dia que Deus recusará a luz aos mortais,

pelo menos tenho ainda trocados para uma bela média na padaria.


By news at 06/14/2011 - 06:06


QUARTETO FANTÁSTICO

Por quê bom mesmo é de QUATRO!


Seguem quatro poesias para pessoas queridas, Ana, Dani, Ed e Fábio, respectivamente...


Apóstola Ana Paula

Ela não é uma daquelas pessoas que sacam garatujas da cartola.

Ela é aquela pessoa que saca garatujas de quaisquer cartolas.

Não faz como esmola.

Não faz por querer.

Não faz sem saber.

Não faz pelo não.

Faz pelo sim, então.

Destaca-se, jasmim no meio do deserto,

e flui, serena, como a brisa o é decerto.


Seu trabalho, nos manter despertos.

Nos manter entretidos.

Manters uns aos outros, perto.


A ESCRITA OPORTUNA É SER A MUSA DE SI MESMA

Dani! Dani! Alô?

Eu preciso urgentemente

que você escreva a estória da minha vida!

Tem que ser você, querida.

Você tem o argumento, para que eu só respire contento.

Você criará a versão final,

na qual serei meu próprio protagonista!

Se porco, saberás me fazer chauvinista.

SE do povo, me farás iluminista!

Entrego a ti minha fortuna, meu rumo e destino;

ao estilo prumo desta musa de si mesma,

de escrita oportuna, eu insisto.


ED: Se chorar, não ganha mais

Desbaratinaria, destituiria,

o mais destro dos canhotos,

o mais sinistro dos desgostos,

o mais reto dos tortos.


Desparadigma, déspota democrático,

despe-se Calígula, porta-se Socrático.

sonha em estilhaços

todas as peças do quebra-cabeça infinito,

nada estático,

toda a beleza deste mundo trágico.


MAREIA O MALEAR

Firme, no malear do que tende ao analítico, e crítico, porque não,

geopolítico?


EU SEI PORQUE NÃO GEOPOLÍTICO!


Pois não perderia tempo analisando,

crítico, as decisões de líderes míticos.

Prefere fluir com seu jeito típico,

aquilo que se decidido por nós,

nunca nos tiraria a voz.

É, faltam Fabios, em todas as águas

de todos os rios, desde a foz.

Mareando o malear, com mágica tática.

Mareando o malear, com mágica tática.


By news at 06/14/2011 - 01:00


Isso não é uma cantiga de amor

Olha bem, isso não é uma cantiga de amor

pois eu te amo, eu já disse, e isso é óbvio

Veja também, isso não é um relato válido

não tem cientificidade, historicidade, é ilógico

E antes que me esqueça, me perca no limbo,

das minhas palavras digressivas e refratárias,

digo, com todas as forças do meu mundinho:

Fê, certamente isso aqui não é um cachimbo.


By news at 06/12/2011 - 17:12

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n/a

penny lane

Fernanda é uma nanda tanta,

uma banda, uma ciranda,

tanto encanta,

nos faz desvendar a manta,

o véu que cobre a beleza da estampa --

do desenho puro de mel, da verdade escondida no céu;

esta a natureza só nos ofereceu,

foi para adocicar a dança.


E tanta, tanta, que a saudade já me cantava,

um lamento, uma esperança.

Combinamos muito, certamente,

mas se marcarmos de repente,

é um desencontro infame,

mas se deixarmos fluir a vida

nada por acaso ela surge à vista.


Serenamente, é branca, como um dia branco, de Sol brando

até ao parque me lanço, descanso, sorrio feito criança

ela sorri feito criança, de sonho realizado, um sonho brando

um sonho branco, um sonho singelo de muito esmero,

que o poeta se torna belo ao realizá-lo com confiança.

Eu quero! Repetir essa bonança, e espero,

realizar sempre, tuas vontades brandas, moça branca,

a única e mais bela neve que já vi, doce, castanha, me amansa.


By news at 06/12/2011 - 06:26


Uma única praça, meu bem

Eu não quero ir a uma praça.

Eu quero ir à praça.

Se fosse rezar seria nessa única igreja

Se fosse azarar seria em volta da mesma


Acontecesse de pegar um ônibus

queria ver canavial, café, uma reta só

um horizonte que fosse trilho infinito

pra matutar, sobre o futuro, o passado

rodando pelo estradão presente

e se fosse para tomar pito

que todos saibam o quanto fui delinqüente

e se fosse para ser amado

que como todos eu fosse uma pessoa decente


eu não quero ser alguém, de pedigree

como as dondocas da metrópole que aqui vi

mas certamente preciso voltar a ser alguém

eu quero voltar a ser o sobrinho de fulana

o filho de não sei quem

que meu amigo tenha um apelido

mas um sobrenome que também sei

isso nos faria muito

muito bem


By news at 06/11/2011 - 14:07


Eu te amo, PORRA

Já lhe ocorreu que somos todos, mesmo todos juntos, um grão -- e que o Universo nos esmagará como uma pulga, se infantilmente nos recusarmos a aceitar esta condição?


Já lhe ocorreu que somos todos, mesmo todos juntos, um grão -- e que só peço amar a luta, de bravamente nos reconciliarmos tratando-se como irmãos?


By news at 06/11/2011 - 06:33

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Meio ansioso pra sempre

Eu queria

que chegasse logo o dia

em que pudesse só escrever de amor

só falar poesia

cheia de magia, maestria, sem dor


Eu gostaria

que chegasse logo o dia

o dia que não fosse mais necessário

ensinar o tosco a não ser ordinário


Como bom seria

só pincelar as qualidades ilustres

das mulheres estonteantes

de homens que são gigantes


Mas só posso é me manter ansioso

já que o mundo é enfim, horroso

um dia o samba não precisará mais de dor

para ser belo, para ser lindo, meu senhor.


By news at 06/11/2011 - 06:22

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Elitismo, meu cú

Gislane, Franciscos

Jurema, Josés

Marias quaisquer

João ou Mané


Eu quero que juntos

e pego no pé

permitam que sejam

si mesmos sem Sé

sem ordem maior

sem dívida om Deus

que respondam assim

apenas pelos seus


que possam parir

o que bem entender

com tempo de sobra

pra dar e vender


criar e sorrir

amar e temer

que o medo os proteja

e a coragem fortaleça

que possam criar

e antes que me esqueça

que possam jurar

em sua defesa


E vão entoar

um canto-certeza

ciranda maior

que anula a nobreza

que a rua é de nós

que a Lua é de todos


ah, homem-de-bem,

tua figura,

tua prata e leis

te protegem, meus Reis

um dia chegará nossa vez.


"Você sabe com quem está falando?"

ó podre 'cidadão'

Estás é falando, com teu próprio irmão.


By news at 06/11/2011 - 06:15


Karen Knor

O doutor da etmologia

que estraga qualquer magia

fracassou na empreitada

de poluir a enseada


Não tornou turvas as águas

do fluir desta pessoa sábia

que purifica a jornada

de tantos, amarrados na encruzilhada.


Eu refuto o significado

que este nome é diminuto

é um nome de Rainha

ou Czarina, diria astuto

talvez um tempero famoso

a ser salpicado com gosto

o ordinário quando inteligente

deixa o mais chato contente

deixa o mais plano, profundo

desamarra o difuso, o confuso

com agilidade, tipo um segundo

facilmente, tipo prodígio

esquivando do insidio

ai se fossem todos no mundo

a curar, verdadeiros, oriundos:

populo minha utopia barata

de pessoas como ela, inata

em transformar o moriem príncipe

a ratazana em uma aristogata

tudo na medida do possível

tudo no caminho do plausível

Karen, como admiro tua habilidade

tua constante vitória sobre a mediocridade.


By news at 06/11/2011 - 05:52


Bocejo

Como pode ser solfejo

tão simples bocejo

é um meigo realejo

uma ordem de ninar


Como posso ignorar,

a melodia que brota pura

de uma boca, formosura,

curta, sendo cantiga milenar.


Pois se mostra em um segundo

que está posta onde mais me iludo

que já torna meu rosto rubro

um tropeço do meu respirar.


Eu mereço tal vertigem

eu aumento o valor do truco

me entrego a este instante

com o peito flamejante


desta fração, vem a poesia

ou uma canção, na boemia

esqueço da própria covardia

e desejo talvez mais que podia...


Num ensejo, talvez um dia

solfejando nota macia

mesmo em métrica irregular

possa eu lhe retratar

possa eu lhe bocejar

suas cores, seu traço fino

seu jeito de melodia

obedeço, torna meu destino

esta ordem de ninar.


By news at 06/11/2011 - 05:36


Odarizar

Tudo bem,

ter recebido algo

que sequer sabia que precisava

precisamente o que necessitava

como uma canjinha para o dodói

ou um clarão dançante,

imprestavelmente Presley --

prestes a odarizar.


(dedicado a Luciano Felizardo e Roberto Aguiar)


By news at 06/09/2011 - 13:23

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margem, o rio, e tal


By news at 06/09/2011 - 10:45

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Receita de bom sono

Prepare uma presença ilustre.

Descubra os véus da verdade cautelosamente,

de modo que se dispendie atenção, afeto,

às pitadas de inteligência meiga, morna até mesmo quente.

Suave, junte tudo numa coisa só,

revelando acerca do outro, compreensão.


Separe a vontade do desejo,

refogue o carinho e a carícia

em fogo brando acolhedor amigo.


Filtre tudo que for o ó. Relaxe e depois descanse.

Canse de ser homem. Basta também de ser mulher.

Pense numa coisa mais do que boa. Faça como eu fiz:

que fechei os olhos e lembrei de ti

que respeitei meu cansaço, minha bobagem

que ganhei coragem, de voltar sozinho para casa

pois apontaste o caminho que leva a nada

e iluminaste a boa e velha-nova estrada.


Por conta de ser privilegiado,

rabisco aqui este recado

que sílaba a sílacomigo também poderá contar

pois tenho o encargo de zelar pelas fadas

pois da imposição das mãos de fadas, tive a dádiva

mão tua que não só cura, consagra

por favor, jamais se canse de ser uma fada --

sua dor, sua lágrima, sua apreensão

divida e respeite-se, sempre,

essa luta essa labuta, minha preciosa missão.


Faça essa receita do bom sono, à gosto;

eu só fechei os olhos e lembrei de ti

respeitei meu cansaço, minha bobagem

e ganhei coragem, de voltar sozinho para casa

e lancei mensagem, para poder vê-la voar do ninho;

ai ai, essas asas.


By news at 06/09/2011 - 10:04


Qualquer Coisa

Depois de conhecer o Eduardo,

decidi que o certo mesmo era aquele desejo intenso

de pegar uma flauta, mágica ou não, para tornar mágico

qualquer coisa qualquer


Conduzir com a cantiga as cirandas

de encontro todas a si

e sendo supimpa

tornar o algo qualquer supimpa


Vontade de fazer algo qualquer.


By news at 06/08/2011 - 20:29

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Raso Arraso

Que pode o cabra fazer,

se trocar com você

é como uma gravação peculiar de Zappa,

uma riqueza maior que a prata,

o conforto de um deja-vu bom

quando prestes a se tecer,

sereno, porém andante -- fruta refrescante;

não tem preço nem valor agregado,

sendo pura poesia,

que não serve para nada,

não serve para ninguém.

Não serve para o agrado.


Serve para levantar o Sol, todo dia,

alado.

Novamente, muito obrigado.


By news at 06/08/2011 - 20:17

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Âmbar

Milênios, para gerá-la

De outono em outono

protegendo a vida

uma pérola das plantas

uma liga, como ouro e prata

uma força, resistindo ao Tempo

congelando o passado

estática, porém elétrica,

logo é atraente, psicodélica

acalentando os olhos, inda é amarela.

sendo translúcida, linda e sincera.

Doa a quem doer. Muitos compassos para estar-e-ser.


Diz-se que não bastando, se férrea

ganha um quê esverdeado, esmeralda

ou seria azulado, um horizonte sério?

Em verdade estou cantando, uma senhorita

logo não tratemos do âmbar como ciência dita

como anão inventivo, alugável, estéril.

Na química, na geologia, não tenho mérito

inté meu quê cênico,

foi do seu cometa radiante de garota,

que tomei carona no véu que se traçava, marota

ganhei também um quê iluminado, uma grinalda

uma coroa clara, uma faixa amarela, um alvo estandarte

que hasteio com garra neste turbilhão de bobagens

por termos ambos, um coração bobo

por mineral, âmbar, talvez improbo

mas preciosa, âmbar, boto minha mão no fogo.


Façamos um trato. Sou e serei eternamente grato!

Mas jamais me prive de mirar teu rastro.

Posso sempre te dar palavras, bonitas, que dão pro gasto.

Já que me coroa com flores, vivas, de um candeeiro alumiado.

Sempr sem-querer-querendo...

mergulhemos nessa história,

de ser, sendo. Eis o poder de parar o tempo.

Eis a destreza de maior beleza.

Eis Luiza, essa Luiza, com certeza.


By news at 06/07/2011 - 01:17


Lá Natalie, ali Natalie

Cada um carrega no mar dos próprios olhos

a dor e a beleza de refletir a vida vivida

no fundo desta clara íris esmeraldina

donde breve fitei a profundidade, desmedida

esta cujo nome representa a própria criação;

esta que irradia uma alvorada pelas pupilas;

esta que, de forma franca, se chama, nascer, vida;

Fronte que a criar, o poeta, obriga.

Inevitável dizer que é muito bonita!

Inviável não compor essa coisa dita!

A priori desafio sem saída

como a cova de uma leoa

preso, mas preso numa prisão boa

e os olhos claros furtando a cor, camaleoa

tantas coisas para dizer acerca de você

decidi simplesmente falar de sua pessoa.

que dá vida, florescendo outros seres reinventados

personagens, movimentos, a vida enfim é palco

você que tanto exala o poder da criação,

você que emana criatividade:

obrigado por enfeitar minha cidade.

Lá Natalie, ali Natalie

Vai Natalie! Depois se puder, apareça por aqui.


By news at 06/05/2011 - 07:54


Uma Guardiã em que Confio

Fora do comum, longe do ordinário,

eu não sei ao certo o que guarda Izabela,

o algo que já sabe, além, extra

se isso é muito difícil, muito pesado ou valioso

para que divida assim, de graça, com os outros.


Certamente não é arrogância, nem egoísmo

pois escolheu dividir sim tal tesouro em fascículos

tem seu modo terno de ser firme, como seu sorriso

tem seu modo tímido de regar atitude ao mais indeciso

Mesmo não tendo razão, estará sempre certa.

Pois tem essa astúcia esperta. Pois tem o olhar preciso.


É mesmo guardiã de algo que sequer sei bem o quê.

E se assim foi feito, se isto é o escolhido,

que assim seja, está enfim dito.


By news at 06/03/2011 - 04:37


Prato Feito

Ela tira o escalpo do Macho Alpha

tempera levemente com cebola e salsa

ferve seu sangue, seu corpo

as minhocas de sua cabeça

neutraliza Marte, com arte, o põe à mesa

e o mancebo inda pensa que a traça

não a decifra, é devorado todo -- com graça.


Satisfaz, satisfaz como um corrido almoço

muito importante para aguentar o alvoroço

Satisfaz mais do que apenas enganar a fome,

mas menos por exemplo que outros banquetes,

aqueles tais de uma boa noite insone,

modestos certamente,

já que feitos enfim de jejum,

aqueles, sei lá, cheios de palavras regadas a rum.


Por mais que supra, menos, enfim

da mesmice bem alivia o torniquete

e para fugir do ócio da torre de marfim,

tal prato já é mais que suficiente.


Degusta, em verdade, da caça

ilustra, esta cidade, com graça

poderia, se quisesse, ser delinqüente

talvez a ponto de ser considerada indecente

-- Pelos imbecis, obviamente;

e por aquelas que, incapazes de pensar diferente

ignoram tudo aquilo que em si mesmo sentem.


Ora, no mundo há realmente

os que esperam ser sorteados no bingo

pelas coisas esperam passivos,

torcendo, antolhos focando o umbigo...


Mas eis a mulher verdadeiramente decente, amigo

a que vê, vem e nos vence

temida pelos Reis, pelos Césares

e todos seus discípulos

aquela capaz de voar alto e mergulhar rente

e mesmo como felina, como ave de rapina

tem a doçura de uma simples menina

tem a firmeza de sustentar o abrigo

carrega, portanto, o que importa consigo


Do que não entendo, simplesmente nada mais digo

mas nada é mais complicado que a pureza de uma menina

e nada é mais simples, já que toda mulher é menina.

Antes que me esqueça, ser flor também é sua sina

E claro, conjurando como última palavra da cantiga:

será por isso, sempre, completamente, linda.


By news at 06/03/2011 - 04:10


Verdadinha Gratuita

Amanda

podia ser Dona da Ciranda,

mas não quer.

Amanda

podia ser Rainha da Umbanda,

inda que branca, e daí?

Na verdade na luz branda

não era mesmo muito branca

é mais daquelas pessoas douradas

que irradiam a doçura da alvorada

o mistério da noite, bah, mal cabe em palavras.

Poderia parar lá pela beleza plástica,

mas é uma toda incomum escultura,

das que andam, dançam, falam com desenvoltura

sem inocência há de ser pura

não negligencia a conjuntura

talvez por isso abale as estruturas;

arte, enfim, obra da natura.

Arrasa, Amanda!

Teu próprio nome é a palavra mágica,

é a dignidade de ser mágica,

Quem sou eu para falar demais?

Um dos diversos que quando tua nave partir

estará torcendo por ti, no cais.


By news at 05/31/2011 - 12:50


Ode ao Valor Maior

Serão todas as Luizas

claras, radiantes, feitas de luz?


Senão uma sintetiza, dentre lulus,

uma saudade que já fez-se nostalgia,

de tanta saudade me atiro em homilia,

tão imensa que a saudade prioriza

inté mesmo a linda íris, toda azul


Já nem sei se azuis ou verdes,

são olhos claros, clara como alumia

o recinto, o que sinto, pois o que sedes

para mim, para tantos, presumia:

certamente nascida para ser Rainha,

toda dourada tens o toque de Midas,

portanto luz que dividia, dia-a-dia.


por isso a saudade já fez-se nostalgia,

de tanta saudade, que esta prioriza

a tanta íris, a linda luz, meu orgulho desta Luiza:

Brilha! pois é o que faz de melhor,

Brilha! pois é o que faz sem muito esforço

Brilha! pois o brilho já emana de seu rosto.


By news at 05/31/2011 - 04:37


Canção para todas as estrelas

Fosse o caso escrever e cantar

para todas elas de uma só vez

seria a cantiga para todas as estrelas

seria firme como uma marcha

seria leve como uma ciranda,

a mais bela do mundo.


Fosse o caso escrever e cantar

para a beleza toda do firmamento

seria necessária uma orquestra humilde

seria necessária uma voz divina

seria necessário que o público fosse gente,

gente deste mundo.


Fosse o caso escrever e cantar

para a firmeza que desponta no céu

seria que fosse noite

seria que também fosse dia

seriam todas as estrelas juntas,

e claro Sol, que acalenta este mundo.


Fosse o caso buscar dentro de casa

o reflexo desta sinfonia

bastaria uma Estrela-do-Mar

bastaria o amor pelos filhos

bastaria o povo todo cantar


Do céu sempre chuviscará

a certeira eternidade

nós, pedacinhos da imensidão

nós, chegaremos a emancipação

falta pouco para o povo todo cantar

mas é um pouco tão importante

que nos impede de aflorar


Juntemos as minúsculas parcelas.

Sempre estivemos prontos,

está tudo escrito, nas palmas de nossas mãos.


By news at 05/29/2011 - 14:14


Manual de Pilotagem de Avião

Como dar força a quem é forte por definição?

Asas a quem já sabe, deve, ama, sempre a voar!

Rosas, a uma flor, belas pétalas que marcam o próprio trilhar...

O mundo, para aquela que o desbrava por profissão?

Lá se vão claro, as estrelas, para uma luz, uma beleza, na imensidão!


talvez restem as palavras, para que sejam guardadas em seu peito.

para que me carregue junto, meu infinito respeito

minha admiração

vontade de ser imenso,

mas posso ser somente um grão.

algo que guarde facilmente; mas insisto em brilhar como você

para que não me perca facilmente

para juntos, sermos tudo isso, então.


By news at 05/29/2011 - 05:53


Tempo das Palavras

As palavras, as coisas,

os significados, voces.

Enxame de cheiros, cardume de chances.

Desbravando o encoberto, descobrindo bravamente.

Nao que me faca lembrar de quando

eram somente vinte anos, suficientemente vinte anos

sobrecarregadamente, vinte anos;

Eu vejo, eu vi

Eu vim para o tempo das palavras

Onde o quando replica imagens

de um agora, ainda futuro,

a espera de reviver...

Em essencia temos o poder --

e o dever -- de estarmos prontos,

sempre! Para renascer.


By news at 05/28/2011 - 01:47

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Era Ella!

Ella, retina, íris felina

- - uma melhor realidade - -

foco, luz, recorta rimas

rimas que nem todos podem ver

sinas que todos vão compreender

Ella, tão jovem, ela nasceu assim

e caminha para sublimar os fluxos

em um eixo preciosamente fino

precisamente, lindo

ai, o belo o bom e o verdadeiro

nunca imaginei cultivá-los com tanta simplicidade.

Obrigado, pelos eternos minutos de felicidade.


By news at 05/26/2011 - 17:27

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Carta aberta a Nix, a Fada, a Ninfa, a Musa, e a Rainha de Copas

Carta aberta a Nix, a Fada,

......................a Ninfa, a Musa,

.........................e a Rainha de Copas;


São Paulos de milhões

São Passistas pelos quarteirões

Sou obrigado a sorrir -- e a lira,

desempoeirar!

Sou obrigado, como antes, talvez como nunca;

Sou obrigado a cantar!

Minha pena toda espada

minha palavra de novo afiada

Enfrento o Diabo, com exclamação!

Interrogo Deus, com a imaginação?

Deste-me forças para desembainhar o perdão

Deste-me abrigo para enterrar tudo que se foi em vão

Obrigado, sou obrigado a repetir!!!

Pois desbravei minha própria cidade, com a deusa-dama-da-noite!

Que vi uma fada chorar e a Rainha de Copas, perdoar...

...mas também vi esta fada sorrir e a Rainha de Copas, deposta;

Que a Rainha uma vez deposta, virou Fada:

e a Fada uma vez sorrindo, se fez novamente Rainha!

que borboleteia uma dança miríade, de estrelas,

mas ciranda, ciranda de uma única ninfa.


Obrigado, sou obrigado a repetir!!!


Pois cabe a nós mesmos zelar pela beleza essencial

pois arcamos nós mesmos com a responsa,

e temos sim uma resposta,

para a dureza do Mundo, para toda essa bosta,

zelo e apego, ao mágico, ao táctil e ao infinito

cabe a nós mesmos arcar pela responsa essencial

pois agarramos nós mesmos essa resposta,

zelando pela beleza que carregamos no ser

frente a dureza do Mundo, para toda essa bosta,

Redescobri a dança, ciranda que é a vida,

ela, vida, ela, vida e todas juntas são simplesmente

viver.


VIVA!


By news at 05/22/2011 - 13:55


Paraíso Conquistado

o Amor é a máxima equação

que não usa números nem sinalização

é a regra clara, do Todo a imensidão

convence, sem persuasão

é gigante, enorme, então

é o que faz-te Todos, uma só canção

é o que une Tudo, numa só versão

é eu e você, irmão

é o caminho, o toque da grande Mão

minúsculos mas muitos, são

plural e singular serão

do inho ao ão, Hão

tal complexo que simples, o Amor.

Tal fácil, que difícil, eis a Humana dor.


By news at 05/17/2011 - 12:36


Conquista do Paraíso

Agora eu compreendo

a simples matemática do Universo.

Porque o sendo grandioso,

há de ser simples,

nossos olhos encobertos por véus,

sempre buscando complexidade.


Porque o sendo glorioso,

de gigante teu mistério,

tão minúscula a resposta

que cabe num grão de areia,

sendo nós mesmos, mero grão,

e de grão em grão

a morte e a vida se encontram

se atraem luz e sombra

num só algo sendo e estando sempre-novo,

antigamente novo, nunca idêntico mas similar

foge ao nosso olhar -- de modo algum invisível;

se esquiva da compreensão -- de tal modo óbvio,

que as minhocas da mente humana atrapalham a discernir.


Agora eu compreendo

a simples matemática do Universo.

cujos versos rimam entre si,

verso a verso com seu posterior

sendo o verso primeiro também a rima

com seu verso anterior

é então que surge o Quando

o próprio Quando, o próprio Tempo

e o próprio Amor.


Nós que buscamos as operações;

as maquinações do movimento;

quantificações dos momentos;

cardinalidades e pontos cardeais;

direções e intensidades...

esquecemos que o amor é qualidade

é paradoxo, não se conta e não se mede:

Ele fala a língua dos homens

mas a língua dos homens cessará

sem Dele poder falar.


Tão simples matemática

que pede uma nova matemática

mais próxima das canções

mais próxima da poesia

uma matemática de encéfalo sem minhoca

compreensível pelo coração

do homem ao cão, da borboleta ao leão

cuja simplicidade tornará tudo são.


Era tudo ridiculamente difícil

e fácil demais para o ridículo.

Das estrelas que ofereci a ti

foi um erro conjurá-las

elas já estão dentro de nós

e agora quero explorá-las

não como a hipócrita conquista do ser humano

mas como a simples entrega de uma pluma,

livre, reticente, ao vento. . .

Rest in Peace

Eu morro hoje.

Pois todos os grandes morrem milhares de vezes.


Mudando as coisas do meu quarto

pela terceira vez esta semana

para perceber que isto não mudará minha vida

Para mudar, hoje, devo morrer.


Não morro para renascer

não morro para viver de novo

não morro para jogar nos dados

(outro rolo...)


Morro hoje pela primera vez na minha vida.

Pois todos os grandes morrem milhares de vezes.


Qual era a cor do pensamento passado

qual era o som do sentimento esquecido

inexiste hoje, desconstruído


Morro hoje pela primera vez na minha vida.

Pois todos os grandes morrem milhares de vezes.


By news at 05/15/2011 - 14:53


Para Richard Stallman

O COMPIZ DO MEU GNOME NO UBUNTU LINUX

ESTÁ MANDANDO MENSAGENS SUBLIMINARES,

AZUIS, DE QUE A VIDA VAI MELHORAR!

NÃO VOU RECOMPILAR O CÓDIGO,

NÃO VOU CONSERTAR O BUG.


By news at 05/11/2011 - 17:20

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She comes in colors...

Feito! Reestabelecidas as fotos de satélite no

http://geo.ventania.blog.br/


A resolução está em 1km mas com pseudocores posso ir até 250 metros pro mundo todo!


A NASA fechou o servidor WMS do projeto Blue Marble, então eu peguei os dados do satélite MODIS/Terra e estou gerando diariamente as imagens.

Dependendo da conexão demora um pouco para aparecer os quadradinhos. A previsão do tempo vem do WMS server do INPE. Se o INPE fechar, vai me obrigar a baixar o modelo GFS do NOAA e gerar também rs...




By news at 05/10/2011 - 14:08


Let's all drink to the death of a clown

É o fim do começo. Longa vida ao fim!




Dedicado ao meu mentor,

Jokka das Trevas,

falecido 22 de março de 2002


The Kinks - Death of a clown (1967) versão de 2002

-----------------------------------

My makeup is dry and it clags on my chin

I'm drowning my sorrows in whisky and gin

The lion tamer's whip doesn't crack anymore

The lions they won't fight and the tigers won't roar


La-la-la-la-la-la-la-la-la-la

So let's all drink to the death of a clown

Won't someone help me to break up this crown

Let's all drink to the death of a clown

Let's all drink to the death of a clown


The old fortune teller lies dead on the floor

Nobody needs fortunes told anymore

The trainer of insects is crouched on his knees

And frantically looking for runaway fleas


La-la-la-la-la-la-la-la-la-la

Let's all drink to the death of a clown

So won't someone help me to break up this crown

Let's all drink to the death of a clown

La-la-la-la-la-la-la-la-la-la

Let's all drink to the death of a clown

La-la-la-la-la-la-la-la-la-la

É o fim do começo. Longa vida ao fim!




Dedicado ao meu mentor,

Jokka das Trevas,

falecido 22 de março de 2002


The Kinks - Death of a clown (1967) versão de 2002

-----------------------------------

My makeup is dry and it clags on my chin

I'm drowning my sorrows in whisky and gin

The lion tamer's whip doesn't crack anymore

The lions they won't fight and the tigers won't roar


La-la-la-la-la-la-la-la-la-la

So let's all drink to the death of a clown

Won't someone help me to break up this crown

Let's all drink to the death of a clown

Let's all drink to the death of a clown


The old fortune teller lies dead on the floor

Nobody needs fortunes told anymore

The trainer of insects is crouched on his knees

And frantically looking for runaway fleas


La-la-la-la-la-la-la-la-la-la

Let's all drink to the death of a clown

So won't someone help me to break up this crown

Let's all drink to the death of a clown

La-la-la-la-la-la-la-la-la-la

Let's all drink to the death of a clown

La-la-la-la-la-la-la-la-la-la


By news at 04/26/2011 - 17:54


Macondo, que não li

Be happy, Ri Happy

Boys and the toys

The Girls, the dolls:

somos cheios de bemóis

repleto de dó bemol

é nóis; e o ó. . .

Macondo, que não li

agradeço muito a ti

e dedico aos "que vão ao inferno

à procura de luz."


dedicado ao Ed Cruz


By news at 04/25/2011 - 02:03

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TRUTH Happens

http://www.youtube.com/watch?v=7XEujPG7Zjw




By news at 04/18/2011 - 21:56


Life is life

I am sick of

reality shows

Let's make from reality itself,

a beautiful show!

I want to show reality;

I want to live the real:

LIVE: life is life.


By news at 04/12/2011 - 09:53

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Eu e minha gente

Eu e minha gente.

com a própria roupa

com a própria louça

com a própria casa;

Nossos antepassados. Nossos filhos.


Eu tenho minha palavra

com que digo meu viver pelo mundo

penso meu olhar pelo mundo

descrevo meu mundo

com minha rima ancestral

com os ditados da minhante.


Eu tenho minha música

em que canto meu olhar do mundo

meu viver pelo mundo

desenho meu mundo

com meu instrumento musical

com os instrumentos da minha gente.


Eu tenho minha medicina

com que entendo além deste mundo

desfruto o viver e o morrer nesse mundo

conscientizo o mundo e o além-mundo

com minhas ervas sagradas

com a sabedoria da minha gente.


Minha roupa, minha casa,

minha louça, minha palavra

minha música, minha medicina

minha vida, minha morte


Minha terra, que foi roubada

por onde se planta e se colhe

e se vive e se morre

toda minha cultura

é como uma família sem moradia

é como a trupe sem palco

eu não sou como você,

eu e minha gente.


By news at 03/21/2011 - 14:36


Bandeira Rosca

Socialismo já era! O LANCE AGORA É DAR A BUNDA!


http://t4c.ventania.blog.br/bandiera-rosca.mp3

(recomenda-se: clicar com o botão da DIREITA e SALVAR COMO...)


BANDEIRA ROSCA

(Hino revolucionário Gay - Contemporâneo )


Meu psicólogo

me fez a loca

bandeira rosca

bandeira rosca

Meu psicólogo

me fez a loca

bandeira rosca

quero hastear

bandeira rosca

quero hastear

bandeira rosca

no mastro pegar

bandeira rosca

vamos hastear

e fiz pederastismo

pa se libertá


i disfrutando

desses esquema

na puberdade

rosca bandeira

vai proletário

que lava louça

bandeira rosca

vamo hastear


bandeira rosca

quero hastear

bandeira rosca

vamos hastear

bandeira rosca

no mastro pegar

do latifundiário

à lavradora, já!


Do bambi ao Mário, a la mineira

no Oficina, Zé Celso, as prega

Se apronta e monta, ó bela e louca

bandera rosca vai trio formar


bandeira rosca

quero hastear

bandeira rosca

quero hastear

bandeira rosca

no mastro pegar

largando o cinismo e as prega já


Sem dinamite, sem macumbeira

Só se confie, rosca bandeira

a nós se aliste, e faça a louca

bandeira rosca até de trio fará


bandeira rosca

quero hastear

bandeira rosca

quero hastear

bandeira rosca

no mastro pegar

Se a luta for armada vou de pistolá


tem glande à face, cosseno é Teta

desprega aos sóis, rosca bandeira

No lavatório, faz-se a loca

Bandeira rosca, quero hastear


bandeira rosca

quero hastear

bandeira rosca

quero hastear

bandeira rosca

no mastro pegar

Vai de pederastismo pa se libertá!


By news at 03/14/2011 - 17:22



La Muerte del Rey


Fight oh Johnny boy,

fight my jolly jolly boy,

for your country,

for your property,

and for your laws


you ear them say

and movies play

and of course that

you always saw on the T.V.

to give your life away

to give your kids away

into this bloody tainted sea of

flags.


but fight oh Johnny boy,

fight my jolly jolly boy,

fight for freedom

taking freedom of somebody else!

fight oh Johnny boy,

fight my jolly jolly boy,

fight for freedom

taking freedom of somebody else!


Who is our king?

Who is the king these days?

Who is the king?

Who is the king we fight for

these days?


These dark days these sad days

Sadder than never

Sadder than never have been

so sad before


but fight oh Johnny boy,

fight my jolly jolly boy,

fight for freedom

taking freedom of somebody else!

but fight oh Johnny boy,

fight my jolly jolly boy,

fight for freedom

taking freedom of somebody else!


they say you must

they say you must go

they say you must leave

they take your kid away and your sleep

they want to kill dreams

they want your kid

to kill other kids dreams

mostly far away.


but fight oh Johnny boy,

fight my jolly jolly boy,

fight for freedom

taking freedom of somebody else!

but fight oh Johnny boy,

fight my jolly jolly boy,

fight for freedom

taking freedom of somebody else!


but fight oh Johnny boy,

fight my jolly jolly boy,

fight for freedom

taking freedom of somebody else!

but fight oh Johnny boy,

fight my jolly jolly boy,

fight for freedom

taking freedom of somebody else!


Johnny, dearest

they always tell you to be a man

but speaking of being a man

a true man dreams and creates

a true man does not destroy hopes and dreams


The true hero,

Johnny dearest

The true hero is ordinary

without rifles without googles

without laser aim


The true hero,

Johnny dearest

The true hero is ordinary

doesn't even need to hold a gun

does not hold a gun


a true man does not search to destroy

the true man finds and creates

gives birth to the ordinary

and of course to the extraordinary.


johnny boy

oh johnny boy


By news at 03/06/2011 - 10:30


Pega Essa

Quando nasci

ganhei maldição

cigana:

era o saci,

pulando de um altar!


Quando o flertei,

em punho ele portava:

uma adaga, cimitarra,

um orixá!


Milhões de braços,

dançaram como um rio:

em turbilhão, em tempestade,

o ganzá!


Começara,

empreitada desvairada:

era um desleixo, do capeta,

e Jeová!


Agora é tarde vou cantar

a minha mágoa

por mal nascido

tentarem me matar


Agora é cedo ,

para anunciar a tálba:

esmeraldina do espírito triunfar...

Agora é cedo ,

para anunciar a tálba:

esmeraldina do espírito triunfar!


By news at 02/08/2011 - 00:33


Minohomini

Mais minohomem

menos homini;

Homens Minos,

são mesmo homens?

são homens mesmo.


Menos Homens

serão meninos?

Quando garoto

pensei que cresceria

adquiria uma espada de heroísmo

e seria homem mesmo.


Agora talvez seja homem

talvez seja sempre menino

Quando garoto

pensava que cresceria

mas não seria homem menos.


Homem um ser tão talvez

Homem um ser tão como vocês

Humano homi

vero impostor

Humano homi

livrai-me deste furor


Quando garoto

pensara que cresceria

mas não seria homem menos

seria homem, pelo menos

pensava eu menino

que ao não ser mais menino

seria homem apenas

não, às duras penas,

ser homem apenas

quero ser, além da cena

agindo, abraçar o mundo como garoto

mas como homem

não fazer parte deste esquema

de homens, homens apenas.


By news at 02/07/2011 - 23:46


Demasiadamente menos

falta assunto

e adjunto, junto

falta conjunto

eu pergunto

e daí se falta assunto?

e te unto, te besunto

o silêncio vira um superconjunto

o vazio complementa tudo

e pasmo, inda retruco

que de muito assunto

fez-se claro o necessário

tornou-se táctil o rumo

sem descaso, um novo prumo

donde trago relicário

talvez menos exagerado

donde temos o orvalho

em fatores fica grácil

distinguir o certo do errado

o nu e cru, o mágico

tornou-se mais que necessário

ser menos

ser mais ágil

ser demasiadamente, fácil.


By news at 02/03/2011 - 06:25


A Suma

vai passar

um pássaro passista

que não sabe mais voar

nunca soube voar

tenta, tenta

eu não consigo assumir para mim

eu não consigo assumir para mim

tal coisa tão óbvia.


By news at 02/03/2011 - 05:09

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Desfrutar

Des-frutar.


Des-fazer o feito-fruta.


Sentindo, a própria fruta.


Des-cobrir-se.


Des-fazer o coberto de-si


Sentido, com a fruta


a si. Sua própria cobertura.


By news at 02/01/2011 - 01:32

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Vamo Nessa, Lessa

Vamo Nessa, Lessa

---------------------

A musa é ou não é

para o que der e vier

a inspiração não vem nem vai

...ela vai-vai ou vem-vem

ela está dentro de você

também dentro de seu bem

ela é uma força descomunal

um poder ancestral

ela emana do fogo inimigo

e do acalento amigo

a criação é um momento são

em meio a tantas loucuras nada vãs

é uma coisa loca, de uma vida loca

é suficiente, até quando pouca

se peca é pela bondade

se cura pode ser sortilégio

é paradoxal, um privilégio

dói satisfazendo, depondo reis e rainhas

constrói sobrepondo, fortalecendo

do pária ao poder régio

mas é maior que o poder mundano

é maior que a caravela do lusitano

é espada mais forte

que a armada do americano

a palavra é o domínio sobre o mundo

imundo, e no fundo, é a ilusão

a mentira, a fraqueza que vence

a calada da morte, numa simples canção

que perdura além

além do teu viver,

do que se possa pensar

o vivente.


Gustavo Loureiro Conte 01/02/2011


By news at 02/01/2011 - 00:37


não quero ser diferente

asas são serenas

voarei existencialista

com asas mais amenas

um vôo impressionista

com gosto flutuava

planava mas me iludia

percebera que meu voar

meu voar era ilusionista

abandonei a miragem

e segui minha viagem

trilhando meus pés à terra

logo chegaria de fronte

quando paciente estava à espera

do horizonte que tanto queria

percebi ao beber da fonte

dentro de mim que existia

não tinha nada a trilhar

a não ser a mim mesmo

onde eu queria chegar

era na alvorada de mim mesmo

nasceu um novo Sol

amanhecendo, um novo selo

não importava o poder reinol

não importava meu orgulho

não importava o si bemol

encontrei finalmente parte de mim

esquecida há tempos assim

num suspiro aliviado

me vi livre deste atol

os grilhões que me encarceravam

eram liberdade em demasiado.


dedicado ao Peri Canto


By news at 01/17/2011 - 06:12


La pendiente

Não consigo esperar serenamente

odeio esperar o metrô,

que do nada surge inteiro

assim, súbito. Vagão por vagão.

Um progresso quase sem fim

culminando no abrir das portas.


aguardar ônibus, sempre pior.

por vezes, o ó.

assim como odeio esperar o Messias;

mais blasé a volta Dele, enfim...


Não consigo esperar serenamente

que coisas se resolvam sozinhas

não quero ficar esperando nada

quero tudo na hora, agora!


enfim, por ironia justa

procê fico eu,

cultivando esperança,

expectativa despreocupada,

mesmo sem paciência,

ansioso e delinquente;


Acabo por aprender a seguir em frente

compreendendo algo ou alguém

maior acerca do que se possa saber

acerca de estar e de ser, mesmo, quem?


Não consigo esperar serenamente

Bão, contigo respirar paciente

quase que um suspiro

como fosse um delírio

o ar que hoje inspiro

não consigo expirar serenamente

teimo em guardar cada resquício

como a relíquia em meu peito, dito.


By news at 01/15/2011 - 08:16


Saber eu sei

Hoje sei, talvez não poder

velar teu sonho, ninar teu sono

mas me ocorre na saudade

que se aprochega de meu peito

uma leda sanidade

solfejando vero contento


és de fato, e digo até farto

a primeira e única moça

que numa idéia até sonsa

projeto desejar

que sede a rainha do meu trilhar

numa rima pobre, um curto respirar

coroá-la num infinito de responsa

sem escusa, sem esconsa

fazer, te sentir rainha

sem ser teu rei

sem mais, hei.

saber eu sei.


By news at 01/12/2011 - 00:28


Sabia assobiar

Você sabia?

Que do pisar nesse chão

devagarinho da bahiana

nasceu o sertão e o mundo

nasceu o minuto e o segundo


Tudo foi declarado lícito

e a beleza era algo explícito


por uma razão que ao certo

não sei

o homem elegeu seus reis

para governar a tudo, todos

até do nada, nada vir então...


já Ju me faz lembrar

dessa alvorada antiga

graças a uma tal

eterna e graciosa

juventude amiga


By news at 01/10/2011 - 22:38


Imprudência

o paulistano

tem certa vontade de potência

típica da pressa e imprudência

mora no inferno fugindo do capeta

corre constantemente

parece que morre diariamente

morre fugindo da morte

e corre, corre


por trás do parabrisa

ofuscado pela poeira

luzes descrevem trajetos

as luzes me mantém desperto

há luzes fixas imponentes

e luzes cintilantes rasteiras

sinto o pneu mordendo

aquilo feito de pixe

o primeiro farol amarelou

o segundo já estava amarelo

o terceiro, meu Deus do céu

não sei o que me deu na cabeça


rasante pela avenida

sou obrigado a parar finalmente

não fico descontente

os objetos que trançavam frenéticos

agora posso observá-los

como as árvores, em fila indiana

no canteiro da rua, no meio

lá estão os patrulheiros do trânsito

vão podando, as plantas atrapalham

tanto


A menina passeia com o cachorro

abre o sinaleiro, o animal não faz idéia

a menina puxa o bichinho sonso

peludo ele obedece faceiro

ninguém a deixaria atravessar

normal, ela fez-se ciente

acelero novamente

agora sigo minha fuga do capeta

minha maldição megaurbana

minha imprudência metropolitana

minha hipócrita ciência de neon

que afunda no caos da escuridão

se não alimentada pela compania de luz.


By news at 01/10/2011 - 20:31


Marmelada

Hoje vi uma alma

passeando de bicicleta

lá no fundo da manhã

que nascia esbelta

que se postava sã


Hoje vi a alvorada

cochichando secretas

palavras cantadas

com profundas métricas

e rimas delicadas


Hoje vi a estrada

roncando motores assim

como fosse ainda longa

longa ainda a jornada


Hoje não tem marmelada.

Hoje acordei quase como profecia.

Hoje é suficientemente apenas mais um dia.


By news at 01/07/2011 - 06:07


Já vi tu

Já vi tu

Já vi tudo

Já vi tu

Já vi tudo

Já vi que tá

Já vi tu, tá

Já vi tatu

Tá?

Tá!

Já? Já-já.

Tá...


By news at 01/06/2011 - 22:49

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Suspiridal

Ei, seu moço do violão

toque alguma canção

para aliviar o clamor

que bate no peito

desta morena

que está clamando

por dor mais amena

num suspiro sem

consolação


Ah, moço do violão

se não puder aliviar

cante um sofrer bonito

daquele pássaro preso a piar

a piar, a chorar, a amar

se quiser pode até amar

olha lá, meu irmão


Cante o que quiser tocar

mas abra um sorriso

no rosto desta moça

pra que a avenida

volte a suspirar

por algo bão


By news at 01/06/2011 - 19:01


Num tem motivo

Um dia, sem tititi,

- mas com arte!

me diga um bom motivo

pra não se gostar

do Tiago Goulart.


Não tem motivo.


pra se gostar do Goulart

poderia ser por qualquer coisa

por ele te trocar o pneu na chuva

por ele trocar idéia sussa

por ser o pequeno

pônei.

num tem motivo...


Talvez fosse por sua maneira

especial de agir

fazer os outros rir

ou chorar

sozinhos


Talvez fosse por sua autêntica

forma de ser sincero

e honesto

ou pela malandragem

sacana como

derrubar o HEFESTO


mas não tem motivo...

num tem

motivo;


By news at 01/06/2011 - 16:17


O Tempo da Chuva

Chove persistentemente;

na cidade da garoa

enquanto caem gotas

e escorre a enxurrada

lembro do tempo que passa

implacavelmente


Chove indiferentemente;

além da aceitabilidade

enquanto molho o traje

debruçado na janela

vejo em rastros do vidro

meu reflexo, luzes, água,

e a paisagem intermitente


Chove simplesmente;

agora não tenho idade

enquanto recordo o filme da vida

das dores sublimadas que são belas

dos erros insistidos além das profecias

fica aqui, entre eu e o passado, a janela

e o futuro, à espera:

pois chove indecentemente

e cá estou frente-a-frente

com o frescor do presente.


By news at 01/02/2011 - 11:25


Booky on the table

Poderia a morte

nos vir como uma figura carismática

uma pálida senhorita

uma flácida senhora

uma negra deusa da umbanda

uma criança, a dançar ciranda

poderia a morte

nos vir como uma figura catedrática

doutora nas sapiências da vida

misteriosa como um livro fechado

amorosa, enquanto carrasco desalmado


poderia a morte nos vir

como uma figura apenas?


posso eu ir de encontro a morte

e a morte talvez me ofertar um pão

não um pão amassado pelo diabo

não uma vida escorrida pelo ralo

um enxerto estilhaçado

um sem-vergonha

você

é o que a morte diria.


O encontro com a morte

é a aposta mais esdrúxula

feita durante a vida.


By news at 12/30/2010 - 17:34


ASAP (ou o Império de falar em siglas)

fúria depressão e euforia

sublimação autocontemplada

sensação de bolha

estourando, claro.

sempre.

e por vezes dor

por vezes muita dor

pitada de horror na vida

plantada pela Natureza querida.


quando vemos o operário

brigando com outro operário

sendo os dois molestados

pelo mesmo trabalho


é a culpa ao pechinchar

com o vendedor de rua

que cobra mais caro

devido a sua situação

sendo que a situação é nossa


a sociedade vivencia

uma constante

tensão pré menstrual


não queira compreender

o veneno que necessitamos também para viver.


By news at 12/29/2010 - 22:15


Libretto

Você

para mim

é um livro infinito

que quero lê-lo

relê-lo

quero reescrevê-lo

quero como bardo

solfejá-lo

paratodos


By news at 12/28/2010 - 02:23

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Quando Larissa foi pra Lua

Cadê a Larissa?

Tá na Lua

Como ela foi?

Foi daqui mesmo

Daqui onde?

Saiu daqui, foi pra rua

pegou um balão

e foi pra Lua


Sério?

Sério, cara. sério.


Dias se passaram,

Larissa não voltava da Lua.


Cadê a Larissa?

Tá na Lua

Sério?

Sério, cara. sério.

Será que ela não volta,

nunca mais?

Disse que sim, ué

Mas ela não vai mais trabalhar?

trabalha remoto, ué

Mas ela está bem?

manda notícias, ué

Como?

Pelo XPG

O quê?

É.


Juleno

Juleno companheiro

muita cachaçada

muita carteada

muita carneada

praticamente, Juleno

esteve em quase toda boa balada

que eu já fui. E as que não fui.


Esteve comiguz desde criança

em momentos de profunda solidão

quando estivemos só eu e você

em alguns destes anos

camarada ensinaste esta lição

jamais usar o não contra o não

quando a resposta é sim, então.


Juleno imagino que você, como eu;

Absolutamente só faz rima pra impressionar as garotas.

E principalmente, a sua garota.


Juleno também tem coisas como você que não consigo admitir.

Juleno, tuas qualidades eu enxergo em mim, nos meus amigos e inimigos.

Teus defeitos, idênticos. Juleno, tão humano. Juleno era O mano.

enfim Juleno, teu similar a tudo e todos na realidade é justamente tua singularidade.


Juleno Jesus. Juleno Jeca. Juleno.



By news at 12/27/2010 - 18:25


semsei

se sem, sei. sem-sei!

sei que sei.

se sei que sei

sei que sei

si si si


se sem, seu. sem-sei!

sei que sei

que se sei sei que sei

sem-sei! Quem se sei

que sei

sei que sei

sem-sei!


se sem, sei. sem-sei!

sei que sei.

se sei que sei

sei que sei

si si si


By news at 12/26/2010 - 23:29


Nova Lua

Seus cabelos, sua roupa

sua mente bela e louca

nos olhos até pouca

pintura, só para se admirar...


que pena, ela está rouca

no entanto jamais mouca

coincide com a louça

a textura, esta escultura,

em verdade, Nova Lua

decerto até ofusca

a pálpebra premira...

e o tato se assusta!


Um solfejo, me treslouca

inconsequentemente solta

ela é livre, uma lira pra mirar...


que se diga logo então

mira mina, um vulcão

seu espírito, em erupção

para o povo da cidade

gera preciosidades

diamantes, presumira

de amantes, presumira


por mais firme e elegante

quando vejo em teu semblante

que tua chama se retrai

sou tentado a envolvê-la

apertá-la docemente

aliviar isso que sente

acalentar com casimira

agradecendo, bela Mira

por plantar esta semente

em minha vida.


By news at 12/26/2010 - 12:39


Noticias do CABARÉ


Nequinho, nequinho. Lá estava ele sentado na cadeira do boteco. Bebendo. Fumando.

Dando risada. Nada dando errado para ele. Até que proferiu a sapiente sentença:


- Meeeeu, que ó, esqueci meu LAP não vou poder postar no FACE.


Por que teriam os homens que habitam o fundo de nossos olhos, que são eternos, terem morrido de desgosto?


Nequinho, nequinho. Continuava ele sentado na cadeira do boteco. Bebendo. Fumando.

Ninguém mais dava risada. O mundo perdeu a alvorada. Nequinho, por quê fizeste isso, meu Neco?

Pra quê tirar toda a alegria de meu povo, desiludir a avenida, entregar o ouro para o tolo estrangeiro que

fode nossos charcos conterrâneos? Nequinho. Que fizeste com o boteco?


Mas por uma ironia justiceira e poética do destino, lá estava Clayton, homem da rima, sujeito da quebrada.

Este emergiu da mesa do fundo "Cê vai vê o LAP que eu vou dar na sua FACE", e o resto eu não posso contar

acerca das notícias do Cabaré.


Inté;


By news at 12/25/2010 - 19:12


O intrépido saco cheio do poeta

Nada é eterno nesta vida

nem teu canto nem teu pranto

muito menos a lágrima furtiva

efêmera a gota d'água

desferida pelo semblante aflito

perene sim, o rumo que tomam as coisas

pois o presente é produto do passado maldito


que me adianta ser bom nisso

que me adianta ser bom nisso


não desisto mas não insisto

talvez eu me demito

talvez não tenha dito

talvez caí num mito

mas de todas falhas e tralhas

asseguro que eu, não minto.


Feliz Natal, Otário.


By news at 12/25/2010 - 07:06

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Um azul mais

Um dia,

ela pintou-se singela


de um azul mais colorido

de um azul mais radiante

de um azul mais atraente

ela fez o azul mais atrante

ela fez o azul mais radiante

ela fez o azul mais colorido


Ela feito azul faz o azul ser feito dela


Aconteceu comigo, foi assim

aconteceria com você

acontecerá com qualquer cor

(se tratando desta e daquela)

e eu adoro.


By news at 12/24/2010 - 21:51

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Ela Mira

Poderia?

Miravilhosa!

Eu vejo, ela me mira

ela é cheia de miravilha

seu jeito que revira a vida

então desejo, me mira

Mira, mia, será que ela mia?

Poderia.


By news at 12/23/2010 - 17:52


Let's Dance

Chris Montez && Guz

Let's Dance

1962, 2010



Hey baby won't you take a chance?

Say that you'll let me have this dance


Well let's dance, well let's dance

We'll do the twist, the stomp, the mashed potato too,

Any old dance that you wanna do

But let's dance, well let's dance


Hey baby, yeah, you thrill me so

Hold me tight, don't you let me go


But let's dance, well let's dance

We'll do the twist, the stomp, the mashed potato too

Any old dance that you wanna do

But let's dance, well let's dance


SPOKEN: OK, wail now.


Oh, yeah


Hey, baby, if you're all alone

Maybe you'll let me walk you home


But let's dance, well let's dance

We'll do the twist, the stomp, the mashed potato too,

Any old dance that you wanna do

But let's dance, well let's dance


Hey, baby, things are swingin' right

Yes, I know that this is the night


Well let's dance, well let's dance

We'll do the twist, the stomp, the mashed potato too

Any old dance that you wanna do

But let's dance, well let's dance


By news at 12/02/2010 - 06:16


Felix

Mias autonomias

gatos altos no mato

autômatos, mato

mato


Ronronam rondando

na roda gigante mundana

mias autonomias

os gatos altos do mato


Miado moiado vem de mim,

ao sucumbir

aos autômatos sólidos


Miado moiado vem de mim,

por miar autonomias

nas imersas tais lápides eregidas;


By news at 11/17/2010 - 19:10

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Forgotten Planet

It's a tangerine sea, electrified --

in the mourning of all past lies,

feathers of forgotten blues;


It's the future at last

amplifying the truth

distorting rhimes

that seemed so cool

that seems much better


As questions catch us

We try to grab the answers

dust, on the winds of forgotten blues;


And all seemed so cool.

And all seemed so cool.


After all it's a tangerine sea, electrified

-- in the mourning of all past lies,

feathers of forgotten blues;


-----


Melodia e viola e canto: Pedro Bronka

http://t4c.ventania.blog.br/forgottenplanet.mp3


By news at 11/12/2010 - 16:36


Tapa na cara de José Serra

José Serra agride estudante da USP ao ser indagado sobre assuntos de seu governo no Estado de São Paulo


Corno com Coltrane na Casa do Gnomo


Direção, edição, fazeção de vídeo: Theodoro Condeixa

Roteiro: Gustavo Loureiro Conte


estrelando:

como GNOMO, Theodoro Condeixa

como CORNO, Gustavo Conte


TRANSCRIÇÂO:

Toc, toc, toc.


- Quem é?


- Soube que José, come minha mulé.

- O que é isso camarada?

- É. O é. Sendo então.

- O que você vai fazer, Odair?

- E daí que nada. Shirley, Shirley é tudo pra mim.


Ooooooooooh


By news at 10/05/2010 - 08:59


Rosa de Vento

Um amor, uma rosa de vento;

uma flor de gelo;

um relicário de areia...

Tão livre que ao tocá-la

desfaz, derrete, desmancha;

Enfim uma mentira,

um faz-de-conta,

uma réplica;


Eis a libais fácil representá-la

do que degustá-la

diga quem já usufruiu de tal

eu desconheço

mas a História o fez normal

em todos os textos

esse amor, essa rosa de vento.


By news at 10/05/2010 - 08:51


Lie to me

You conclaimed to fight for freedom

I heard, pal, I even listened...


You speak about liberty

and all about the evil around us

you warn about what other people

do and say and said and done

but actually I'm blue for things not said

but actually I'm blue for things not done

because of the imposed shadow

thrown on us, against my will


trapped in a lie, feeding the lie

crossing the line many times

and blue for things not said

actually blue for things not done

I heard, pal, I even listened...


how can you say

the world is gonna end

to the children outside?

Can't you see that you've lost

so many times

but the world actually

doesn't even mind.


Look up the tide,

it's now coming

in your direction, Mister

Listen very carefully

your world is old

it has come to an end

but half the story has never been told

half the story has never been written

and half the story is pretty old


you conclaimed to fight for freedom

trapped in a lie

look the children outside

they don't mind

they don't mind


but me, I'm just blue

for the things not said

and the things not done


By news at 09/27/2010 - 03:43


Turning point

No princípio era o ponto final.

Um ponto apenas pondo um basta.

Não existia nada. Apenas eterno fim.

Não sei ao certo o por quê --

mas reticentes surgiram mais pontos;

Finais diferentes para a mesma estória;

Então de grupos de pontos fez-se linhas;

e não sei ao certo o por quê --

estas retasam...

Como um berimbau...

e já não eram mais retas

e já não existia só nada;


Enfim existiu o quando,

e de cada vibração em cadena,

surgira a melodia que faz

bailar a eternidade;

daí foi fácil surgir a luz.

-- E com a luz é fácil fazer:

"Fez-se então tudo. "


Como me vem você dizer,

que um dia o Mundo irá acabar,

se já nascemos do ponto final,

logo talvez sequer começamos?


Como me vem você dizer,

que sabe qualquer coisa de Deus,

se como diz o ditado,

há tanto que nem Deus sabe?


By news at 09/23/2010 - 09:24


Nodes

Daquilo que lhe foi

subtraído

do substrato suado

do labor doído

venha com a gente

ao submundo perdido

e encontre conosco

de súbito, amigo

abrigo


Siga nó a nó

da corrente concatenada

trespassando alvorada

numa cadena enfileirada

de luta de jornada

de tantos que passaram

e outros, não passarão


De quando foste

subjugado

e sentindo-se então

submergido

cante um refrão querido

faça da sua própria voz

todos nós

faça enfim sua própria voz

desatando assim

nós

desatando-nos

nós


By news at 09/15/2010 - 08:37


Um Moodle ideal

UM MOODLE IDEAL MP3 (rs)


Olha eu vou lhe hospedar

Como é belo este moodle

Já que nunca deixaram tua aplicação rodar

Eu não limo o server

Tô migrando firmeza

Com muita gentileza

Nunca o HD se acabar

Um moodle ideal

Com privilég sysadmin

Não tem que refazer


os PHP

Até parece um sonho


Jasmin: Um Moodle ideal

Um Moodle que eu nunca vi

E agora eu posso ter

RAM PHP

Quase seiscentos mega com você

Aladdin: Eu num Moodle novo XPGêe


Jasmin: Como é incrível a visão

Neste vôo tão lindo

Vou baixando e subindo

Pro FTP azul do céu

Um moodle ideal

Aladdin: Feito só pra você

Jasmin: Nunca senti tanta emoção

Aladdin: Pois então aproveite

Jasmin: Mas como é bom hospedar

Viver no ar

Eu nunca mais vou desejar voltar

Aladdin: Um Moodle Ideal

Jasmin: Com tão lindas surpresas

Aladdin: Com novos rumos pra seguir

Jasmin: Tanta coisa empolgante

Aladdin & Jasmin: Aqui é bom viver

Só tem XPG

Com você não saio mais daqui


Aladdin: Um Moodle ideal

Jasmin: Um Moodle ideal

Aladdin: Que alguém nos deu

Jasmin: Que alguém nos deu

Aladdin: Feito pra nós

Jasmin: Somente nós

Aladdin & Jasmin: Só seu e meu...


By news at 07/28/2010 - 01:50


Descaso (ode ao Lula)

música: ZELDA orquestrada


LU LA-lá

Tu é meu herói

de toda nação

nosso presidente

eu fico contente

de que enfim existe

um futuro melhor

pro po-vãaao


LU LA-lá

Tu é a estrela

dignamente

vermelha

és bam

banqueira

e tram

biqueira

me sinto

de fato

traído...


"Quando me aliei cas Direita

num era as intenção de ofendê

eu queria só possibilitá

a governabilidade

me perdoa companheirinho

mais pra frente ocê vai vê

o verdadero milagre brasileiro

vai brilhá de esperança

esse país feito um luzeiro!

Tanto pros pobre de espírito

quanto pros rico fazendeiro

tanto pros abastado

quanto pros que não se bastaram ainda

tanto pro que tem quanto o que terá

mais e mais e mais

e eu

eu quero mais!

eu não tenho medo

e eu quero é mais!"


Lulu-la-lá

não não fale assim

até parece

que virou burguês

largou mão de vez

dos famélicos da terra

na hora que é agora

frente a luta final

provaste ser nada mais

nada menos

que humano ocidental


By news at 07/26/2010 - 20:31


Quando Zé Ninguém aprendeu a ler

Pensava cá com seus chinelos

Zé Ninguém, personagem

Zé Ninguém, brasileiro

Zé Ninguém, analfabeto


que o Doutor fez muito e muito

muita estrada, avenida e proibições

para Zé Ninguém e todo povo

chegar mais cedo ao trabalho

e deixar o patrão contente.


Quando Zé Ninguém aprender a ler

vai aprender que isso é Progresso, Doutor.


A sua casa nem é casa, que se diga

cobertura de amianto

barrigona de lombriga

algo que queria tanto

não só Zé chegar ao progresso

mas com delicadeza peço

pra este chegar até aqui

(só não me leve o bem-te-vi)


Podia até trazer uma rua, um saneamento

quem sabe clínica com leito

Doutor, seria meu maior contento

quando a gente jogar bola

seria dentro da escola, olha lá


Ai, pensando com os chinelos

sei de todo teu esmero

mas estão é ocupados

discutindo no castelo

(pra pensar com os chinelos também)



By news at 07/21/2010 - 07:46


Nházinha

Nházinha se me pediu

em casamento antesd'ontem

se me pediu e eu disse Quando?

ela disse que seria depois do dejeunê. ..

Dejeunê o quê, de quem, pra quem

nházinha não pode mexê

com os sentimentos assim de mim, não.

Não sei quié dejeunê eu disse Hein?

sem arresponder, virou-se foi-se e foi. E eu fui.

E nunca mais vortei. Minha vida é assim.

Foice, solidão e capim.

na hora do rango

minha barriga ronca e lembro de nházinha.

Ai se me pedisse de novo.


By news at 07/19/2010 - 23:14

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A Intrépida viagem de Agnes II

Ouvi bater atrás da porta

Eu vi pela fresta da fechadura

meu medo, minha ferradura

parte d'alma torta

o que me ancora roto

e que me esfola o rosto

aquilo que não é certo

mas que é Direito

o que se é deveras

mas não serão deveres

o que é Estado

sem ser nem estar

este obstáculo

ao simples verbo amar

sinto mera sina

em conformar, conformar, conformar.


By news at 07/19/2010 - 22:35


Tugunduntá

Tugunduntá cundu

Tugunduntá cundu

Tugunduntá cunduru

Tugunduntá cunduru

(durum)


Tugunduntá cundu

Tugunduntá cundu

Tugunduntá cunduru

Tugunduntá cunduru

yé yé


By news at 07/11/2010 - 19:49

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Pequena Verdade

Enquanto o BRASIL

admirava-se com o

fascinante ORKUT

e enquanto o MUNDO

admirava-se com o intrigante

LULA PRESIDENTE

nascia um sopro verdadeiro,

pequeno e triunfal

do preâmbulo de um próspero Apocalipse.


O nosso futuro finalmente documentado.


Já tinham filmes sobre o passado

já tinham fotos do presente instantâneo

mas enquanto isso nascia um sopro verdadeiro

pequeno e triunfal, dentro de ti,

que experimentaste tudo isso.


Não seria uma pequena verdade?


By news at 06/30/2010 - 01:41


Algébrica Despedida

ALGÉBRICA DESPEDIDA

----------------------------

Bjones, Marijones = Bjo, tchau!

JONES * ( Bjo + Mari) = Bjo, tchau!

JONES * ( Bjo + Mari ) - Bjo = tchau!

( Bjo + Mari ) - Bjo/JONES = tchau!/JONES

Bjo + Mari = ( tchau! + Bjo ) / JONES

Bjo = ( tchau! + Bjo ) / JONES - Mari

E eis a fórmula do beijo.


By news at 06/27/2010 - 19:20


True Poetry

32 bits version


char _a[11] = { 0x41, 0x42, 0x43, 0x4C, 0x6F, 0x76, 0x20, 0x47, 0x4F, '\n', '\0'};

int _b[18] = { 2, 0, 3, 0, 6, 1, 4, 2, 0, 6, 7, 0, 3, 5, 0, 8, 9, 10 };

int _c;

int main () { for (_c=0x00;_c<=0x44;_c+=0x04)

__asm__ (

"1: movl %1, %%esi;"

"2: addl %0, %%esi;"

"3: movl %2, %%ecx;"

"4: addl (%%esi), %%ecx;"

"5: movl $0x01, %%edx;"

"6: movl $0x01, %%ebx;"

"7: movl $0x04, %%eax;"

"8: int $0x80;"

: "=m" (_c) : "g" (_b), "g" (_a) );

}


64 bits version

char _a[11] = { 0x41, 0x42, 0x43, 0x4C, 0x6F, 0x76, 0x20, 0x47, 0x4F, '\n', '\0'};

int _b[18] = { 2, 0, 3, 0, 6, 1, 4, 2, 0, 6, 7, 0, 3, 5, 0, 8, 9, 10 };

int _c;

int main () { for (_c=0x00;_c<=0x44;_c+=0x04)

__asm__ (

"1: movl %1, %%esi;"

"2: addl %0, %%esi;"

"3: movq %2, %%rcx;"

"4: addq (%%esi), %%rcx;"

"5: movq $0x01, %%rdx;"

"6: movq $0x01, %%rbx;" "7: movq $0x04, %%rax;"

"8: int $0x80;"

: "=m" (_c) : "g" (_b), "g" (_a) );

}


La máquina electrónica

Traté de hablar con usted, pero

una máquina me habló

por eso hablé

a *nadie*


Extraño pero común.


No necesito nada para llegar a usted

pero no puedo llegar

quiero hablar con usted

en una manera pasada de moda

labios, la lengua, ojos y sonidos

letras y canciones, la piel presente

pero ninguna máquina electrónica

por favor, esto me duele.


By news at 06/12/2010 - 14:13


Adendo p'Arnaldo

antes de existir rodinha

existia PAGEDOWN


antes de existir pagedown

existia número de linha


antes de número de linha

existia manivela


antes de existir manivela

existia lápis


lápis


By news at 06/11/2010 - 10:52


Canto do Apocalipse

O primeiro pássaro que voou

depois que a chuva caiu

carregava uma uva

em seu bico de anil


Tinha três poleiros rasos

pra onde queria voltar

Estes tavam alagados

debaixo d'água e do ar


O primeiro pássaro que voou

depois da chuva que caiu

não tinha guarda-chuva

não distinguia rio


Tinha trinta namoradas

quem queria reencontrar

Elas foram afastadas

do palco de avoar


Não avoa mais ninguém,

pensou o primeiro pássaro

mas não desistiu assim

carregando seu fardo, enfim,


o primeiro pássaro que avoou

apareceu sozinho no horizonte

e por mais que pensasse só

a passarada o viu de longe

começaram a cantar

e a cantar não tem primeiro

foi então que todos juntos

começaram a cantar!


foi ouvindo a cantoria

que amanheceu o dia

todos pássaro sobrado

avoando em alegria


Não era o fim...


By news at 06/10/2010 - 17:37


Cão Doirado

quando guri não tinha espaço

pra montá um alasão

meu cão doirado no terraço

assentado como um dragão


Era o dono dessa Terra

ingênuo como eu

só babava sua lábia

e pra rua ele oiava...


quando guri eu tinha um laço

com esse cão doirado

era um cão imaginário

talvez obra do capeta

mas te digo que me salvou

de muita, muita mutreta


não tem nome

não tem mistério

cão doirado é seu nome

cão doirado foi um homi?

NEM DEUS SABE RESPONDÊ


Cão doirado ôoo

Cão doiradôoo


By news at 06/09/2010 - 23:00


IN BIGO reloaded

Foto: Julieta Benoit



a ambiguidade é uma filha ingrata do poeta!


By news at 06/06/2010 - 23:46





By news at 06/06/2010 - 11:22


La cuchara de plata

Preguntas de la cuchara de plata:

Bueno, yo sabía la respuesta.

Y Nada le digo.

preguntaron de nuevo:

Y Nada, le digo, en verdad es la respuesta.


Sin embargo Nada,

Nada es la respuesta

para

todos los cubiertos.


Pero Nada es por la plata

pero Nadie es por mi plata

Dios, los dos a la vez:

Deme pan, deme pan!


-------------------------------------------

agradecimientos a Anna Julia, Te quiero mucho forevis!


By news at 06/06/2010 - 07:38



ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA


chovem gotas que escuto

mas não as posso ver

pois lá fora está escuro

posso cheirá-las

posso tocá-las

bebê-la

mas não as posso ver

pois lá fora está escuro


quanto a mais e a menos

poderia quiçá sentí-las

por lá fora estar escuro?


e não seria a chuva a mesma

debaixo deste mesmo céu

pois nós também somos os mesmos

homens debaixo da tempestade

pois nós seríamos os mesmos

revelando-se no breu da cidade


By news at 06/05/2010 - 06:00


LINHA AMARELA

------------------

Vão construir nesta canção

um túnel que ligue a imensidão

desta cidade, meu amor


E a cada estação

passando em sua direção

tanta diversidade, e o calor


Cada parada dessa vida

por que paro na linha amarela

eu me lembro do olhar dela

dentre tantos olhares vãos


Aonde quer que eu fosse encontrá-la

lá também você estava

pois gravei seu nome nas placas

e a plataforma você se torna


Toda vez que passo e passarei

ela preenche os espaços

com seus olhos de adeus


E ao longo de todo tempo dessa vida

e todos trens, lembrarei dela

gravado seu nome, por toda linha amarela.


By news at 06/03/2010 - 16:10


Santuário

Eu estou aqui sentado

vendo as pessoas passar

como as correntes do Mar

ouvindo o som das águas passar

e percebo que estou aqui sentado

num decerto santuário

onde talvez tudo começou

esta história de perceber

que de todos os meus sonhos

eis o único que restou

eis o único que vale à pena

tanto no mundo quanto em cena.

Vejo nítido como um teorema

tudo o que é e será, enfim boa

já que és a metade de minha pessoa

era algo por mais que eu

daria a vida

é justamente aquilo por quem

quero viver a minha vida

além de deixar-me cantar

tu me ensinaste a voar

tu me ensinaste a amar

e me dará coragem

de enfrentar o Mar.


By news at 06/03/2010 - 07:30


Telefonema

Ela me mandou aposentar a navalha

já que nunca fui malandro de verdade...


Exigiu que eu tratasse da minha cabeça

mesmo garantido que o parafuso que falta

foi perdido logo logo na viagem de chegada

a esse mundo que nos esculacha e ralha

nos usa nos cai em desuso e parte ao meio...


Como com ela eu sou inteiro

toparia qualquer parada

faria esporte, tipo natação

teria pela saúde, consideração!


se ela quisesse

eu parava até de pitá

perder tempo, perder o lugar

e permitiria ao mundo, me valorizar


botava logo a mão no canudo de papel

e compraria finalmente aquela estrela no céu


Enfim, posso abolir toda a boemia

Só não me peça pra abandonar a poesia

por que no caso isso seria

abandonar você


já que és minha musa verdadeira

caminhando nesse mundo

minha canção inteira

por ti, deixo de ser vagabundo.


By news at 06/02/2010 - 00:19


Questão de encaminhamento

Permita mudar o foco

de nossa discussão

mas antes, um mero adendo

acerca de nosso proceder


A aurora do Sol que brilha

é testemunha e está envolvida

na questão da discussão

em paE eis o encaminhamento

mudando agora o compasso

porque a Lua

sabe dos fatos


Foi no dia que sobreveio a noite

Foi na hora que a festa acabou

o poeta não mais rimou

e a musa

adormeceu em meus braços


Só que jamais revirei a página

desta noite quente cálida

manteve-se para sempre

madrugada


Tu, desiludida

e a musa adormecida

ó poeta, faça amanhecer

por favor poeta

faça amanhecer


By news at 05/30/2010 - 23:41


Por que pra quê?

Acabaram as palavras

acabou a ilusão

não há o que fazer

não tenho plano de ação


Acabaram os pedaços

partidos, espalhados no chão

foram todos recolhidos

do peito, estes estilhaços...

Mas não vou juntá-los;

porque meu inteiro não é nada demais

o inteiro não vale à pena

eu inteiro também não trará paz


Prefiro permanecer partido

mais quieto e de bobeira

antes de tomar rasteira

pois já caí sozinho

e não foi culpa da bebedeira.


Se ao me ver, notar defeitos

de uma pessoa quebrada e partida

não sinta dó ou desprezo

cuide da sua vida.


Insisto que desisto de procurar

Desisto de insistir completar

agora não me falta mais nada

já tenho a alvorada

e sim, já basta.


By news at 05/28/2010 - 13:30


Orixás Nórdicos

-------------------

sSCHUBERG!

SCHUBACCA!

e ssSCHU. . .

Uhhhhhhhhh


By news at 05/25/2010 - 19:23



GONES AWAY


Felicidade as vezes voa,

e vai embora a procura,

de um canto em outro canto


um tanto quanto

se altera

se esquiva

pra poder saber voar.


Felicidade é um pássaro

que muda seu cantar

Felicidade não é muda

Felicidade tem que mudar.


A alegria é tudo aquilo

que podemos sentir

Felicidade é um pássaro

que quando volta

vem sabido

de nos fazer, sorrir.


O meu pássaro se avoou

eu guardo uma alegria

o guarda de meu sentimento

é a senhora nostalgia

eu sei que quando voltar

Felicidade vai me trazer

daquele canto um novo canto

tanto quanto fiz por merecer.


By news at 05/25/2010 - 02:20


Viver como poesia (andar em um chapéu mexicano)

sóbrio

o sombrero

sobraria

- Tequila?

- Qui-la!

Ah, te qui-la,

ó vida,

de poesia;


By news at 05/24/2010 - 17:28

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Drink bonito

Recomendo a todos

um drink bonito

vermelho, escarlate

numa taça style

recomendo a todos

que são feios e bêbados

como jo lo soy

um drink bonito

que seja chamativo,

docemente perigoso,

sim.


By news at 05/23/2010 - 13:29

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Happy Stuff

Fomos pra Dona Ieda, sambá

beber e cantar de coisas magníficas

vieram até os homi

mandados pelo delegado

mandou parar o coro na avenida!


Por celebrar o cordão que persiste

nesse enredo que consiste

numa corrente eterna,

um elo de ligação,

uma corrente que não prende

mas liberta o coração


Expurgo os males desse mundo,

quando estou com vocês:

homens, mulheres e crianças

artistas da bem-aventurança

obrigado por essa alegria

Ah, alegria!


By news at 05/23/2010 - 11:55

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me perdoe por perdê-la

Eu estava tão triste

agora finjo que tô não

não é só a recordação

do teu olhar de amargura

mas é pura disritmia

está em mim uma loucura

uma marca do capeta

uma escarificação

auto-incidida

incendiando minha vida

minha mente

e nossos corações

me perdoe

por perder o estribilho

me perdoe por perdê-la.


By news at 05/22/2010 - 11:58

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Nossos sonhos

Dos sonhos singelos vividos

ou construídos,

ou sonhados em vão

Daquilo que era certeiro

vem derradeiro um imenso "não"

temendo que a tua mocidade

por fim se desgaste na minha prisão

prefiro, partindo sozinho

perdão, partir seu coração


Mas saiba que o meu caminho

estará marcado com riscos no chão

para que algum dia entre os janeiros

se quiser me encontrar

estenderei a mão


Não deixe que a chuva da tristeza

encharque a beleza do nosso trilhar

e se acaso acontecer de nos perdemos

levarei comigo esse teu olhar

a dor, e a alegria de ter sido

brevemente

parte do teu caminhar...


By news at 05/18/2010 - 06:57


Tanto mar originar



By news at 05/11/2010 - 18:34

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500 miles



By news at 04/24/2010 - 09:16

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./



By news at 04/23/2010 - 16:49

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Buenos dias!

Land of Song!" said the warrior bard,

"Tho' all the world betrays thee,

One sword, at least, thy rights shall guard,

One faithful harp shall praise thee!"


The Minstrel fell! But the foeman's chain

Could not bring that proud soul under;

The harp he lov'd ne'er spoke again,

For he tore its chords asunder;


By news at 04/17/2010 - 09:42


No BETA for me, dude


I WANT TO FRY

IT AWAY

Yeah yeah yeah


Thank God

they didn't gimme

my ROM


CHORUS: (StarCraft 2 BETA)


It was the most

important thing

of my life


By news at 04/13/2010 - 07:02


[]'s, Apple ][

"This ballad is about nostalgia"


Can you do it;

can you handle;

would you suffer:

with BASIC again?


No TCP stacks;

not much to overflow...


Would you phrack;

with a modem!

Just for old times...

But this time:

time would not be precised.


(CHORUS: Time and date,

Date and time)


The clock would tick in a different way

Hey, hey

Our hearts beating while it builds an array

Hey, hey, hey

But could be fun

should be fun

to listen to that funny BEEP

once again


(CHORUS: once again...)


So gimme my ROM

fucking Steve


(CHORUS: GIMME MY ROM)


By news at 04/12/2010 - 23:12


mé:

molha as palavra,

meio mussum.

mé.


By news at 03/28/2010 - 14:02


Janelas da Agonia

Janelas da Agonia (The Windows of Agony)

--------------------

Windows está para SO

assim como turberculose

está para pulmão


acredite, meu irmão

assim como DOS era dose

e veio do pó e ao pó voltará

embutido num MS Nice Try

com Vista para o inferno


thru the Gates of Hell

um sistema moderno

uma eXPeriência intensa

repleto de fel


muitas, muitas dores de cabeça

defenestrem este Mal

and take me now


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Porvir, você

PORVIR, VOCÊ


Pensaria em você

antes de decidir

ficar ou partir

matar ou morrer

pensaria em você

pensaria ne mundo

que cultivava para ti


De todas aquelas coisas

verdadeiras, importantes

tudo que o mediocre nega

que o tosco acha desinteressante

todas as pequenas coisas

tão grandes tão inteiras


Pensaria em você

como uma música ligeira

antes de assinar meu nome

antes de lançar minha sorte

pensaria antes de tudo

em ti, companheira


um dia quis mudar o mundo

para meu próprio egoísmo

hoje quero criar o certeiro

quero o amanhã possível

para quem vem...


tudo por vir você

tudo ao ver você

tudo por vir você

tudo ao ver você

e para quem vem...


By news at 03/22/2010 - 16:59


Peterson

Para uns, marca de cachimbo.

Para outros, surfista ilustre.

Para mim, Peterson.

Nada mais.


Para o fuso, relógio

para a bomba, ódio

pára-raio, para mim.

Nada mais.


Para quê, então?

Para nada.

Pára. Pára.

Nada mais.


By news at 03/19/2010 - 01:10


The Peterson way

Sempre procurei você, Senhor Dudley.

Um ser de terno e gravata,

cartola e uma mágica varinha

que conjurava a maldade do mundo

pra que eu pudesse culpá-lo por tudo

que há de errado nesta vida, Sr. Dudley.


Pelos filmes do Pato Donald, Mickey

Mickey Mouse e o Criança Esperança

(e as crianças, Sr. Dudley?)

Essa estapafúrdia que não aguento mais

chega de poesia!

eu não aguento mais.

eu, não aguento mais...


By news at 03/19/2010 - 01:03

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Prato feito

Não sei porquê pensei em faisão

talvez fosse um erro de cálculo

nas constelação

talvez que não tivesse

sequer explicação

talvez só quisesse

rimar com ão

poderia ser dor de coração

poderia vir docê, irmão

ou não.


ou não.

Ontem comi um faisão

fazia tempo que não comia

faisão

fazia mais de cinco encarnação

mas tudo bem

tenho escova-de-dente

escovei-o-dente

tá tudo clean

tudo bright

tudo very right

divino maravilhoso

porque quem come faisão

não tem que reclamar da vida

entendeu?


By news at 03/19/2010 - 00:59



Dreams of a sysadmin


“You must go to Finland with the License” – said the piper at the gates of freedom.

Freedom was a great habit indeed those days, these parts of the land.

Dawn. Now it was time.


He mounted the animal and rode beyond the horizon.

These are the stories of the License bearer and his way to the sands of the Desert...


“You must go to Finland with the license...” – then I woke up. Damn. Too much pizza last night.


By news at 02/10/2010 - 10:14


Chove tu


Dia à dia o ar não se move

e o tom mi não faz mais acorde

meio que quis um mote

que vai do azul, pro puro blues

Gana, teimo mais neste bofe

dera os óio, pedacinho inteiro meu,

pr'alguém que curasse e cantasse

pensava eu


Solfejai, e crê, só em sete:


Chove-me Chove-me

Sei que se chove-me

funde-me funde-me

garoa e funde

chove-me chove-me

primeiro que chove-me

vinde-me vinde-me

(já sei que me oprime)


quando cai, que me acerte a chuva

chove-me chove-me

sei que se chove-me

funde-me funde-me

jorrar purifique-me

eu não quero a mim; eu quero a tu...


By news at 12/22/2009 - 09:00


ruflar

Eu acho

que dessa fruta

que eu e tu comemos

inda resta bruta

inda resta ao menos

um cacho


eu dispacho

e te dispenso

o meu pesar intenso

só quero o contento

pra lhe dar de fato


por não saber

como lidar com a solidão

e por não ver

que a saudade

canta na memória

é uma linda melodia

é nossa história


Vem o ruflar

de uma borboleta

pra nos livrar

do esquecimento

destes belos dias

com teu acalento.


By news at 12/17/2009 - 15:07


TILONORRINCO


Me encontro numa sala de aula,

numa aula de Espanhol,

mas no tablado não há professor;

foi levado pelo poder reinol.

Trata-se do rolo compressor,

da imbecilidade que enjaula,

do ódio que fuzila

e de dor arraigada.

Trata-se, acima de tudo, do medo,

das maquinações da mesquinharia;


ao fidalgo e o coronel, aponto dedo

e ao sacedorte lhe esfrego liturgia

pois Deus não perdoará esta maldade

quando bombas destruíram a cidade

pois Jesus não salvará sua alma suplicante

quando orfãos foram feitos os infantes

e Nossa Senhora tão doce e cativante

cerra os olhos e os condena,

lhe dá as costas sem pena

não fará parte deste esquema.


Peço apenas que a História

refresque a humana memória

Nós sabemos quem são vocês

e não permitiremos que

insista em sua empreitada fascista

ó, puta minoria

armada com artilharia

guiando blindados e avião

verve o sangue no chão

verve o sangue coagulado

há escarlate jamais limpado


soldado da negra bandeira

por quem fostes patrocinado?


E você, do século XXI, carola!

quando for estudar História:

dos livros ensanguentados

escorrerá a podre e genocida

verdade Católica


assassina, manca e insana,

desesperada, intoxicada e Romana

torturadora e insólita que

'inda diz-se Apostólica.


Hoje pairam sobre as águas os espíritos dos que lutaram

ecoam pelas montanhas seus gritos de campanha

que nenhum pássaro alce vôo ignorante, da responsabilidade

de defender a liberdade;


Conceito que mal existe,

mas quando a maldade persiste

nada fica mais

claro desta deusa aceito um trago

inspiro, encho o pulmão

viro enfim um balão

viro um Zepellin gigante -- um Zepellin,

por quê não?


Um dia enfim como pássaro

terei garras como as suas

mas meu canto será Lázaro

capaz de conjurar verdade nua

pois cada espírito que paira sobre a água

se erguerá novamente em mágoa

com a vendetta deflagrada

ververá sangue em enxurrada


faremos tudo de novo -- ninguém vencerá o jogo

cada vez mais dor e menos compaixão

eu sei, eu sei disso, irmão.


Mas não perdoarei, não esquecerei e vocês não passarão.

Maldade se trata com maldade; Seu ódio é o seu medo;

e meu medo é meu sofrimento: já que meu ódio é meu intento.


Por tudo que te condeno tua porcaria me provou

que somos iguais,

sim eu sou.




By news at 12/06/2009 - 13:26


A charada do Dr. Bazzaneli

* * *

De nada compreendo acerca dos espíritos da floresta. Deora da partida. Princípio do matutar, ou o príncipe do Tempo; precipício entre o presente e a memória. Danado era aquele de que lhes digo agora. É.


By news at 11/30/2009 - 23:47


Ma pipe n'est pas Magritte

Ma pipe n'est pas Magritte

num tubo de estalagmite

disse o cabra pitadeiro

fumando o mundo inteiro

num tubo de sabugo

de milho verde estrangeiro


Pga

donde vinha esse homi

diz que veio tentar a sorte

há mais de um milho de anos

falava línguas, falava altaneiro

era homi digno, e forasteiro

tinha muita idade

mas era baladeiro...


ô ô sinhô do pito do cachimbo

vem dançar na ciranda comigo

vem fazer da fumaça cheirosa

um anel de rosa pra gente girá

mas num vai dá num vai dá

já que o Serra proibiu

todo mundo de fumá

miou o saci e o Tom Bombadil

vai todo mundo pra casa

e esse estabelecimento

será multado ô ô

será autuado a a


By news at 11/28/2009 - 11:10


ZINABRADO

Automate software

Configure disk

Communicate peripherals

Debug Operating System

Design utility

Diagnose network

Document hardware

Fight Fire

Install

Learn

Monitor network

Meet personal

Plan security

Research application software

Schedule policy

Test WWW

Train Personal

Break user environmet


dedicated to Barbara Dijker


By news at 11/06/2009 - 06:11


Perguntas a Antonio Gramsci

Perguntas que Antonio Gramsci não saberia responder

Hardware. É a matéria-prima e meio por onde é possível fluir e executar o software.


Software. Tudo é plenamente capaz de se tornar software. São feitos softwares para a Europa, programas para o Capital, programas para a Coerção, programas para o Estado e programas privados. Softwares hoje em dia são parte integrante da superestrutura e só tendem a imbricar-se ainda mais no exercício desta função.


By news at 10/26/2009 - 20:42


Pirilampo

Sim, sim, colega. O homem vive simples e puramente por duas coisas: memórias e sonhos. Sonhos e memórias são feitos de palavras, meu amigo. Mas que não seja por conta disso, pensar que os homens são feitos de palavras! Na realidade, o homem é feito para as palavras.


Fábula sobre as montanhas e o riacho 07/1999


By news at 10/22/2009 - 22:58


Zé Calixto

Zé Calixto está ausente

Zé Calixto está ausente


dois mi ré para um parente

ele era devedô;

da recessão,

ele era pagadô;


com seu trampo, sua viola

tão pouca escola

de doutor frequentô


mais os mi ré

que devia ao parente

sem rodeio, sempre em frentAgora vive no alambique

lá na mata,

esta vida tão ingrata

ele desbravou. . .


By news at 10/14/2009 - 17:57


Quando param os relógios

Ele vai para a balada para dançar, parar o kairos no meio do ar; Ele dança, lança quando param os relógios, Ele dança, lança quando param os relógios, parafernália de medir nosso paradoxo atômico;parabólica ação de revirar os pescoços; o coringa do baralho dobrando a ampulheta, dando 171 no cosmos; Se seu Deus é um cabra barbudo então o cordeiro do seculo XXI é o display digital da guerra biológica global; Termonucleotídica transgênica, alada de escudos anti-míssel espacial; Ensandecida de bandeiras de cores transparentes, ideologias insípidas que não se conferem preto no branco, mas: Ele foi para a balada para dançar.


Ele dança, lança quando param os relógios, Ele dança, lança quando param os relógios.


By news at 09/07/2009 - 01:28


O [email protected]

Lá vem o [email protected]

Pata aqui, pata acolá

La vem o [email protected]

Na empresa sempre há


O [email protected] pateta

Clicou no anexo

pra ver a vizinha

pelada, e perplexo

instalou por inteiro

de tróia, um cavalo

Levou um coice

também um pedalo


Correu o cabaço

desse sopapo

mas foi enquadrado

pelo contrato

demitiram o moço

por essa mazela

vejam que osso

melhor fechar a janela.


By news at 08/09/2009 - 14:02

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Chocolate Branco

Chocolate Branco

Morderia o vazio perto de teu busto

feito de chocolate branco

e você se deliciaria imaginando

o seu próprio gosto de chocolate branco

lamberia tua pele de neve feito sorvete

de creme com pitadas de morango

ruborizadas tuas maçãs da fronte

com pintinhas travessas, feitas

sementes de morango

És doce como o mel de teus olhos

que derramam doçura e não tango.


By news at 06/17/2009 - 00:26


O caipira, a caipirinha e a caipora

O caipira, a caipirinha e a caipora

Chegara a hora

agora aurora

feito o trato

com a caipora

se levantou

era senão saci

porque ali

muito se sentou

cambaleou

e rodopiou

era então um boi

negro como negra a noite foi

e como menino

se reajeitou

e todo açoite

daquela noite

se devaneou

toda desgraça

dessa cachaça

deliciosamente

de graça

a vera caipora

lhe ofertou

novamente

na ciranda

esticou a pança

e num tambor

se entoou

regressou do reino de Oxóssi

com a caipira

que a caipora

lhe deixou


By news at 06/15/2009 - 09:57


A guia do navegante

A guia do navegante

Anna você não me engana

teu olho chama

os barcos de volta ao cais

sao dois faróis

uma chama e dois sóis

um luzeiro que o faroleiro

que o criou

criou também Deus e o mundo

carrega bem forte no fundo

a guia da inspiração

o navegante

perdido na noite escura

encontra no olhar desta musa

o caminho para a embarcação

até o cego pelo canto dessa sereia

são e salvo volta para a areia

tamanha sua sofisticação

portanto não são só seus olhos

nem tua boca

nem minha palavra que é tão pouca

que cantariam uma estrela

que para mim solfeja

o poder da criação.


By news at 06/13/2009 - 03:29


Quando param os relógios

Quando param os relógios

em seus eixos

trabalham trabalham

rodando aos pares

de rodas dentadas

mimetizando o infinito

um giro é uma linha sem fim


ponteiros mastigam o devir

e o som do segundo

arremata o vier do porvir


Se o pêndulo pára

o Tempo não pára

do alto da torre

um sino fala

que a hora chegou

nossa hora chegou

mas muito antes

do inglês ver

azaléia do jardim desabrochou


Toquem os apitos contentes

que anunciam o fim do expediente


Hoje eu comeria

arroz, espinafre, beterraba e frango

mas desisti do meu rango

pois fui te apanhar esta flor


lutei contra o relógio

para parar o tempo por um momento

são pulsares da eternidade do amor

se houver o seu consentimento


aceite esse presente

que também no tempo parou

por um punhado de instantes

ela será jovem esbelta flor

depois os ponteiros tornarão

a deglutir os momentos

ela secará, nós envelheceremos

aceite enquanto há tempo

de parar o tempo


By news at 06/09/2009 - 13:01


A Guerra que quero para ti

A guerra que quero para ti

Na artilharia, livros ainda

bombas de flores

e palavras como munição

das largas planícies

vê-se surgir veículos motorizados

são movidos por abraços

das rodas girando no chão

há também a batalha pela informação

e tudo que a Inteligência produzia

era conhecimento então

e permita-me dizer

que não havia sofrer

pois os prisioneiros de guerra

viviam em dulcíssima prisão

ademais abandonar as celas

era simples a beça

pois a poesia

a chave seria

para retornar a liberdade e a vida.


By news at 06/08/2009 - 16:23


IN BIGO

IN BIGO

O poeta finge a dor

perante a esfínge

O poeta é ilusionista

do enigma, malabarista

decifra além

do que alcança a vista

bem debaixo

de vossas narinas

não serve pra nada

não serve a ninguém

sua pena é a espada

tanto a dó quanto a emboscada

o poeta quando ambíguo

está olhando

para o seu umbigo.


By news at 06/01/2009 - 12:03


Cordel da Agricultura

poesia de Gustavo Loureiro Conte

música de OXENT GROOVE ( Arabaião - Trama Virtual )



Cordel da Agricultura

Treinando pra sentá a pua

no bloqueio continental

Me falaram que o pobrema

que assola o sistema

dessa constelação política nacional

é a repressão comercial

me falaram que o edema

que impede os esquema

é o desaquecimento global


Desaquecimento global de quê?

More na economia me falaram

desencane da rima

se países ricos não cortarem

subsídios agrícolas

este país tomará tenência

ainda leio em revista


Mas cale a luta, fórça

olha o calo da cosa-nostra

pra esse Fundo, FMI,

que enrosca

em cordel vai a aposta

se teria culhão

de financiá as nossa plantação

seus dólar, eu dispenso!

por cem tonelada de BOSTA

pra adubar

nosso sertão


By news at 05/28/2009 - 17:16


Cozinhando Repolho

poesia de Gustavo Loureiro Conte


Cozinhando Repolho


Amanhã sonharei um sonho

mais que enfadonho

em que sou cheio de capital

terei mulher que não me ama

terei colher de prata Nacional

carros velozes, canudo de papel

e no meio da pompa você me chama

eu caio da cama

da cama do bordel


eu hoje moro num bordel

mas amanhã sonharei

que estarei no céu


Licitações só eu que ganho

serei chamado pra discursar

como cheguei tão longe na vida


Publicarei livro autobiográfico

monográfico e com projeto gráfico

serei chamado pelo Fantástico


a Federal vai me prender

e o Federal vai me soltar

o presidente vai dizer


"Desculpa, patrão do Brasil"


Vou comprar uma estrela

batizar com teu nome morena

e você vai me amar


mas hoje em dia eu moro num bordel

e ontem eu sonhei

que alguém vai me matar


Meu medo vai se acabar

pois vou erigir uma muralha

uma cerca alambrada

impossível de penetrar


Terei cachorro de guarda

homens meus vestindo farda

meu sequestro será uma farsa

só pro jornal monopolizar


e no final da minha vida

ou do meu sonho enfadonho

lembrarei de ti querida

lavando meu boné tristonho

e cozinhando repolho


poesia dedicada ao blog

http://queroserumrepolho.blogspot.com/


By news at 05/21/2009 - 10:41



Julgamento da Rosa

De tuas belas palavras

Dizer que a rosa é inocente

dizendo a rosa é inocente

mesmo toda vida amarga?


Para que servem os espinhos

desta flor que corta meu peito

cortando meu peito esta flor

sangrando meus caminhos?


Meu sonho me condena

Te pergunto quem eu sou

Te pergunto quem eu sou

e tua franqueza respondera


que carregar uma rosa

é fardo de cada um

é fardo de todos nós

ao mar desde a foz


eu prefiro um peito triste

e mesmo assim ver o futuro

não de forma indiferente


Se debaixo do mesmo Sol

não há nada de novo enfim

se minha trilha desordena

tortuoso, mas mesmo assim


meu caminho é contigo, rosa

mas não és inocente

mas não és inocente

te acuso por ser formosa


By news at 05/20/2009 - 09:49


A mesma cidade

música: Bruno Aguiar

violão: Theodoro Condeixa

poesia: Gustavo Loureiro Conte

mote e poesia: Bruno Aguiar

animação espiritual e poesia: Theodoro Condeixa e Marijones

mágica: Flávio, o Mágico

foto: Julieta Benoit


BAIXE aqui a MP3

--- http://t4c.ventania.blog.br/cid-ainda.mp3 ---



A mesma cidade

a cidade continua

sempre a mesma

suas ruas

e tem a Lua ainda


um bebado cantor

continua caminhando

sua dor

e é equilibrista ainda


um cão pastor

começando a sua ronda

matutina

e é polícia ainda


se encontrando

na avenida

um farejou

outro arrotou

os dois latiram ainda


ambos perdidos

da matilha

seguiram seus rumos

e seguem ainda


By news at 05/20/2009 - 08:35



Amor Transgênico

As folhas despencam

numa miríade de secura

canta o amigo

uma canção mais pura


Plantei, cultivei, flori,

colhi, degustei, cantei

Amei

Porém as folhas despencam

numa miríade de secura


Árvore que se recusa

a novamente prover;

seus frutos não existem mais.


É que hoje em dia se ama

como a Monsanto planta:

germinando sementes alopradas.


Eu quero um amor sustentável

que regenere-se pela renovação do fogo

que seja esplendidamente regado pela água

que multiplique-se espalhando pelo ar

que recicle a terra


Vamos aprender a amar

e salvar o mundo

por favor


By news at 05/19/2009 - 12:34



MAL FINDA O POEMA, O RAPAZ ESTARÁ DESEMPREGADO


Tem sede de sonho

enfadonho

ao solo seu suor

encharca sóbrio

surge na soleira

lembrança da vó

o Sol sabe

mas não dá dó

música então

música pra solidão

foco no lavradio

o som do solo

incendeia suor

o sol sabe

mas não dá dó

e sonha sóbrio

tem sede, só

Sonhando sons

suspiro sórdido

eita chão pra arar

eis que surge uma máquina

que não sua, não sonha, só soa

soa como um final trágico

pro rapaz que lavrava o árido.


By news at 05/14/2009 - 12:58


-A cidade nunca esvazia-

Onde estamos?

Estamos no meio da rua

cercados pelas paredes nuas

mirados exclusivamente pela Lua.

Se áspero no escuro tateia

uma asfáltica textura crua

o satélite na fase cheia

acima dos prédios ou muros

Onde estamos?

Estamos sentados num túmulo

encostados nesta lápide púrpura

incapazes de ler suas escrituras.

Semáforos norteiam um ritmo

como pistolas, armando-se cínicas

soam, operando cíclico

calibrando, Ordem, Avenida!

Onde estamos?

Estamos abraçados a um poste

semi-deitados porém de pé

se enrolando tocando avoando

sentindo mesma doce agonia

amarga felicidade,

quando o raiar do dia.

Pois a cidade, nunca esvazia.


By news at 05/12/2009 - 12:55


Ode ao Silvio

Silvio Santos herói brasileiro

hasteando formoso estandarte

viva seu multicolor pandeiro

viva este arauto da arte!


Sistema de TV brasileiro

que nos trouxe de janeiro

a janeiro, Chavez!


Óoo Santo Silvio

Eu também quero dinheiro

Óoo Santo Silvio

Eu também quero dinheiro


Silvio Santos herói brasileiro

hasteando formoso estandarte

viva seu multicolor pandeiro

viva este arauto da arte!


Salve, salve os artistas que criam

mas glória infinda aos que copiam

Salve, salve os artistas que criam

mas glória infinda aos que copiam


By news at 05/12/2009 - 10:06

Sobre a solidão

Solidão, que tipo de solidão?

aquela que corrói por ponteiros deglutidos.

aquela que risca de giz o chão.

Solidão, que tipo de solidão?

aquela como a carestia de pão.

aquela que angustia então.

Ser e estar de si sendo não

queria eu dizer sim

mas me nego e digo não.


By news at 05/10/2009 - 10:40


Marasmo

imundo

desmundo

o mundo

mas mudo

nada

e mudo, falaria

que lugar de poesia

é na calçada


By news at 05/07/2009 - 12:12


SOB O TAPETE

------------------

SOB O TAPETE

------------------

Tecer o que poderia ter sido

algo que ainda não tenham tentado

que seja novo, diferente

ignorar o espectro e o pó

das rosas mal-resolvidas

de nossos pais, nossos avós

Será preciso encarar a responsa

além de arcar com o que nos foi legado

não urge o resgate do passado

insta a remissão do futuro

será preciso olhar para frente

face-a-face com o problema presente

bem debaixo de nossos narizes

e que não cabe mais sob o tapete


por Gustavo Loureiro Conte


By news at 04/29/2009 - 13:36


Poesias para limpar a bunda I

POESIAS PARA LIMPAR A BUNDA

por Gustavo Loureiro Conte

1aedição


-O TELEGRAFISTA-

Escrevo uma carta para meu amor

numa garrafa embarcada em sua direção

desde que a chuva ácida descasca nossa pele

e o Sol despeneirado a carcaça aquece

palavras para aliviar o temor

dos homens com metralhadoras de repetição

não tema os cyborgues que ferem

que a água cristalina encharca e esquece

as armadas calam-se com um forte rufor

nossos peitos que batem, como um tambor.

Humano-homi, vero impostor.


_Cordel de Gelo_


By news at 04/29/2009 - 13:26


Toda ventania começa com uma brisa?

Mon, 08/22/2011 - 05:00


Brisa, não precisa

precisão na vida

a única coisa que se necessita

você já tem, emoção irrestrita

eu meio que invejo

tua perícia

em sentir o que vêm à vista

o que vier

sem a vaca ir pro brejo

não perde a malícia

nem a elegância

me inveja essa gente

que se destaca com tanta temperança;

Esse povo avançado, temperado

essa sutileza até com o demasiado

toda Ventania começaria com uma Brisa

Toda Ventania começa com uma Brisa



-A cidade nunca esvazia-

Onde estamos?

Estamos no meio da rua

cercados pelas paredes nuas

mirados exclusivamente pela Lua.

Se áspero no escuro tateia

uma asfáltica textura crua

o satélite na fase cheia

acima dos prédios ou muros

Onde estamos?

Estamos sentados num túmulo

encostados nesta lápide púrpura

incapazes de ler suas escrituras.

Semáforos norteiam um ritmo

como pistolas, armando-se cínicas

soam, operando cíclico

calibrando, Ordem, Avenida!

Onde estamos?

Estamos abraçados a um poste

semi-deitados porém de pé

se enrolando tocando avoando

sentindo mesma doce agonia

amarga felicidade,

quando o raiar do dia.

Pois a cidade, nunca esvazia.


Foto: Julio Mariutti

GNU/GIMP: guz


By news at 01/14/2003 - 07:41


Poesias para limpar a bunda I

Wed, 04/29/2009 - 13:26 — news

POESIAS PARA LIMPAR A BUNDA

por Gustavo Loureiro Conte

1aedição


-O TELEGRAFISTA-

Escrevo uma carta para meu amor

numa garrafa embarcada em sua direção

desde que a chuva ácida descasca nossa pele

e o Sol despeneirado a carcaça aquece

palavras para aliviar o temor

dos homens com metralhadoras de repetição

não tema os cyborgues que ferem

que a água cristalina encharca e esquece

as armadas calam-se com um forte rufor

nossos peitos que batem, como um tambor.

Humano-homi, vero impostor.


_Cordel de Gelo_

pois POR AQUI TAMBÉM CHOVEU, Diadorim,

que não é qualquer boiadeiro.

Se um dia dos seus olhos, morena, escorrem salgado Mar, tento a tempestade enxugar, com tu própria,

pedaço de mim. Pois se o que surge é quase-poesia, desagua da mesma fonte donde em ternura brota

cafuné: ocê. E se versos florescem, se alumiam pelo candeeiro de uma única mulher. Não te chamo de

Sol pruquê pra ele, diretamente, num consigo oiá. E só não te chamo de Lua pruquê ela é fria de se

encostar.

Cá se o mundo é uma viola, Mi corresponde sua corda! Pois se Lá, em futuro incerto quanto minha

existência, buscarei afinar minha essência alembrando meigas piscadas dos seus dois horizontes. A

beleza de seus olhos também salga minha boca.Nunca me impeça de beijar sua fronte. Você é o

eclipse, metade da minha pessoa.Única sonância desde que o mundo começa até onde terminaria. Ca-

Mi-La.


-A Menina é Fogo, a menina é Bárbara-

Loura dos olhos d'água

que é água; mas é fogo.

Mironga de moça branca

quando seu sorriso canta

parece vinda da terra

me soa que plantas

pra defender a tonga

do suor dos seres humanos.

Sendo bruxa,

não deixa de ser princesa.

Sem delonga encanta

sua palidez por dentro é Negra

como as deusas da Umbanda

Carrega como uma menina séria

as sementes mais importantes.

Sendo donzela,

é uma mulher realíssima.

E sendo pacifista

não deixa de ser guerreira.

Incoerência nenhuma já que é brasileira.


AO MAXIMILIANO, o MATERIALISTA

------------------------------

O fisioterapista materiliano

indaga ao meliante

na virada do novo-ano.

Acerca da fisiocrácia,

beirando o ledo engano,

Se a rosa-nova do ano-velho

...boiando no oceano...;

é nova ou velha?

ficará nova ou flácida

desse girar a roda, cego,

Passado, algum instante;

Antes Max só queria uma rosa.

"Embrulha pro Presente, agora."


.Cordel da Agricultura...

Treinando pra sentá a pua

no bloqueio continental.

Me falaram que o pobrema,

que assola o sistema,

desta constelação política nacional,

é a ?repressão comercial?. .

Me falaram que o edema,

que impede os esquema,

é o ?desaquecimento global?. .

Mora na economia,

Desencane da rima!

Ainda leio, em revista:

Não é discussão conjuntural.

A desfervência da Fazenda.

Tampar o bule não compensa,

pois falaram que o pobrema

?especula? a consciência. .

Mora na economia,

Desencane da rima!

Ainda leio em jornal:

́Se países ricos não cortarem subsídios,

este país tomará tenência! ́ .

Mas cale a luta, força,

olha o calo da cosa-nostra!

Pra essa ́Fundo ́, que enrosca,

em cordel vai a aposta!

Se teria culhão,

de ́financiar ́ NOSSAS plantação.

Seus dólar, eu dispenso,

por cem tonelada de BOSTA,

pra adubar, nosso Sertão.


-A cidade nunca esvazia-

Onde estamos?

Estamos no meio da rua

cercados pelas paredes nuas

mirados exclusivamente pela Lua.

Se áspero no escuro tateia

uma asfáltica textura crua

o satélite na fase cheia

acima dos prédios ou muros

Onde estamos?

Estamos sentados num túmulo

encostados nesta lápide púrpura

incapazes de ler suas escrituras.

Semáforos norteiam um ritmo

como pistolas, armando-se cínicas

soam, operando cíclico

calibrando, Ordem, Avenida!

Onde estamos?

Estamos abraçados a um poste

semi-deitados porém de pé

se enrolando tocando avoando

sentindo mesma doce agonia

amarga felicidade,

quando o raiar do dia.

Pois a cidade, nunca esvazia.


-Little birdie, why do you fly upside down?-

Se surdos lamentam ao piano

Se cegos guiam loucos,

e muitos poucos loucos desmamam.

Mamãe,

em seu mundo não-mudo

onde mudos gritam roucos

e muitos poucos doidos se enganam.

Passaria uma canção,

pelas frestas entre nossos planos?


-Reforma Universitária-

Dondocas donzelam diplomas

currículos carregam cracias

cada cabeça

trará fardada seriada

cada caso de canalha,

um canudo de papel.


-Pequeno Pássaro que voava de ponta-cabeça-

Sábio Savério

sabia assoviar

eu queria ser

um sabiá

pra cagar

na minha cabeça

assim você saberia

que sei assobiar.


-O jogo vai continuar-

Perdemos um professor.

Talvez a única derrota,

deste mestre-doutor.

Hoje abri as folhas do jornal,

e da janela, via uma pipa amarela.

O Sol empinava sua manhã...

Via crianças correndo no quintal,

cães sonsos corriam atrás dela,

a bola, quase redonda, pingava vã...

Os cachorros vira-latas,

alheios ao acontecido,

circulavam a pelada,

quase que tímidos.

A própria bola estava triste

mas perdendo um mestre insiste

em rolar pela argila.

E as crianças que jogavam

reacendiam essa chama

suando sobre o barro,

adeus, Tele-Santana...


-Poema pra vender sorte-

Tragam o eu-lírico,

tragam suas bandas,

tragam uma birita.

Dou poesia, pra vender, Sorte.

Trago de mulher bonita,

sumo de fruta cítrica,

água chovida do Norte:

Só uma pitadinha,

bandos e bardos, às pampa!


-Ou sim-

Musa ou Mia?

Deusa ou Humana?

Gata ou Linda?

Sagrada ou Profana?

Essa mesma moça

chamada Juliana. . .

Em verdade eu minto,

uma lorota boba,

se eu disser o bem sabido:

só gosto dela por ser bahiana.

Se julgando já saber,

é justo que se jure

a Ju prova por A + B

que se faz poema junto.

Não digo fazer jus

a tantas Jus por esse mundo

Poetrizes ou cheias de graça

Imperatrizes ou que tomam a praça

com fogo *Jumana ou ajuizadas...

Ou sim,

Seria a mais louca

das sinceras coisas tontas

despreocupadamente sérias,

sentir-se que se ama:

Só simples decorrência direta,

desse quê de chama, chamo de Juliana.


-Pra quem tava crente que o malandro virou pastor-

Será,

um malandro que desliza,

as pontas dos pés;

Agora pita, matutando,

com ovelhas míticas,

do bendito José?

Négo, subiu pra longe

das velhas virgens

ou arca de Noé...

Não que não seja matuto,

batuta, firma, Bezerra da Silva!

Subiu a fumaça dos barracos,

dobrou a esquina

do próprio espaço.

Apruma, noutra curva

o riso ancião baladeiro

agora noutro Tempo.

O levantar do Sol

será a ponta

do seu braseiro.

E as nuvens,

soam vibrâncias lindas,

é samba do morro,

foi Bezerra Silva.

Vai, sambista...!

Dança no horizonte,

pra cima das lajes,

pra depois dos montes.


Nem a deuses, tampouco aos heróis

Os verdadeiros heróis são invisíveis

não compartilham a glória dos deuses

pois vivem no mundo sensível

e com a pena com que escrevem

retratam demasiadas vezes

acerca da dor que o algoz fere.

Seus pequenos feitos são irrisórios

no entanto, untam-se com óleo

talvez algo a ver com escorrer

as lágrimas depois de seus olhos.

Verdadeiros heróis,

já são feitos de fogo.

Seus pequenos atos

são patéticos

suas cartas

são românticas

Em verdade

vivem na realidade

vorazmente semânticos.

Às vezes surtam de pânico.


-Nem aos Deuses II-

Por heróis não existirem de fato

o homem criou subterfúgios

para se aventurar pelo mundo...

Com mitos de grandes triunfos

palpitam banquetes de símbolos

e lambuzam homens reais natos

com guizos de misticismo


-Tampouco aos Heróis III-

Heróis de verdade são escurraçados

sacrificam-se no emaranhado dos fatos

esmagam-se por entre engrenagens,

sonhando com parafusetas de engenhos,

e pensando nos casos mais práticos,

muitos estudam e trabalham, ralam.

Heróis normais estão em livros

em revistas, em jornais,

na prateleira de sua memória

e povoando canções e estórias.

Heróis, assim que se definam

ganham uma taça de glória

uma caneta e um atestado

para que nunca mais existam.

Do épico

tornam-se filhos bastardos

e para criticá-los

basta o empirismo.


A Balsa 3

Três tigres

Transmitem

Truncadamente

Tinas d'entropia

Trema? "Não! cedilha!!!"

"Cedilha!?" "cedeu-lhe."

"Nunca havia utilizado

antes uma colcheia?"

Poetas sempre são cheios

de apoteoses cênicas

"Que se usem apóstrofes,

que regozijem e homenageiem!"

Meta à linguagem

e meta pra fóra,

pra lá qualquer bobagem.

As caravelas partem

"Sê marujos?" "Que nadem."


AUTO-COMBUSTOSE

`Fritose'! Frutose?

Latinha de Frutose?

Frutinha? La', tinha.

Latinha.

A Kraft-art

e'handcraft

nao e'pop-art

mas craftilizar, pode.

e popularizar, more

Mandem a brasa

Se minha art nao fosse arte

nao seria coisa que eu rasgasse

meu artesanato e'industrializavel

pulsando pelas fibras ou analogico

nesse mundo de doidos maquia'veis

quando nada mais e'tao logico

e onde se pede, pra fazer algo logo

Ja que nada e'mesmo novo

debaixo desse mesmo Sol de fogo.


O BEZERRO DE OURO É UM CORDEIRO DA SILVA

Quem canta pra engana'

nao pode meu povo guia'

se perde no descaminho

nosso cavalo-marinho

Ah, se eu fizesse descer

da mais alta porteira

a dama verdadeira

Que vinha me dizer?

Eu posso tecer

uma manta amarela

pra cobrir onde as aguas

sao o vestido dela.

Tomariamos na caneca,

a fruta da vinha;

em vias de fato,

eu descartaria,

por via das duvidas,

copos de plastico.

Linda coroa,

eu faria de perolas

pra que envolva as matas

e verdes restassem elas

Se eu quisesse descer

e fazer aparecida

a luz que alumia

era so'por medo

e querer defender

a minha.

Quem sabe um dia, o berro

valha mais que o silencio dourado

o bezerro fica velho, diz obrigado,

gado. -[ agradecimentos ao Dep. de Historia ]

E fazer o povo de cordeiro,

o leviata desistiria?

E olha que eu nem pedi ajuda

ao Luiz Inacio da Silva.


O Palácio do Oceano

Quero mergulhar de snorkel

Quero mergulhar de snorkel

Roubaram a ideia dos japoneses

e construiram o castelo Atlantico

Quero ser Pacifico

Quero ser Pacifico

O futuro, indico:

A misturacao nao podera'

mais ser condenada

e `a condenagem so' aceitarei,

quando a Biblia

virar uma Gramatica.

Os peixes farao rapel

Quero mergulhar de snorkel


_O Canivete Bahiano_

Ju, se fosse fada,

seria safada.

Se tivesse nada,

ja estaria abonada.

Frente ao Não,

ele fica anão.

Mas ganhando um Sim,

sucede um "Como assim?"

Se sonhas com valsas,

ela samba de madrugada!

E dizendo;

Que em tua pele clara

meus sonhos se esgotarão:

Vai me olhar, dando risada,

"Só isso quer de mim, então?"

Por ela se zela

enquanto ser independente

me chamega essa coragem

pra não dizer, polivalente.

E quem nao enxerga

seu quê de donzela

se perde numa miragem,

infelizmente.

Quando me perco

de teus lábios

busco a bússola

busco o astrolábio.

Posso pensar

o que pode ser

Para poder

problematizar

mas para cada

ponto do plano

surge um novo

possível engano.

Pra palavra certa

seguir a linha reta

me apontam setas

às curvas dela

Pois a cada lírica

imagem mítica,

mesmo com rimas,

faltariam sílabas;

posto ser mais,

que tudo isso, ainda.


Cordel da Ruptura

Se não se enxerga

o que se vê

Se pra escutar

já não se ouve

quando se quer

é enxergar

o que se toque

quando se quer

aprender a ouvir

o que se cheira

e a dizer

com o que se enxerga

nessa hecatombe

mundana multi-home

multi-mídia multi-theater

mundi-mapa mão-de-vaca

mal-dos-anos mal-de-ontem

mal-dos-séculos mais-queria

ver a valia é dos Homens.


CAPETALISMO SUSTENTÁVEL I


Perguntei ao Capeta

Se moédas pegam fogo

derretendo no inferno

ajuntada as papeleira

carbonizando: papel-carbono...

Ele disse que madeira

no inverno, por respeito

se conserva o direito

de não se chamuscar.

Já que a carpintaria

tem valia pra prezar,

pois até ao fundo do poço

diz que decora o desgosto

dos aposento de lá...

Diz ter o mió carpinteiro

só pra Deus poder provocar...

Que no inferno, papel queima

carne bole revolve à morte

a palavra resolve a morte

mesmo sem escrivinhá

O diabo se veste de santo

o diabo se veste de homem

e as palavra existe

memo se ninguém falá...

Entuxei no capeta

um chumaço de palavras

descobri que o diabo

um chamusco veio retrucá.

E o final dessa história

é um galo e o Sol a cantar...


COMIGO FALE NÃO – FUTEBOL CLUBE

SIM SOU CULPADA DE TUDO

E NÃO, NÃO PÁRAREI PARA PENSAR

SEI EXATAMENTE DE TUDO

QUE SOU CULPADA

E ESTOU OCUPADA DEMAIS PARA PESAR

Numa nação inventada,

sou mulher realista!

Sou culpada da desgraça

e falta de cidadania

de querer viver a farsa

de amar você um dia

Se duvidas tanto

da verdade das homilias

ou má-fortuna que trazem

tosquíssimas poesias

te desenho na cidade

até mesmo sem tinta

e verá que a realidade

só é feita por quem a pratica.

NÃO NEGOCIO COM TERRORISTAS

essas criminosas delinquentes

culpadas de beleza dolosa

verdadeiros crimes

contra a população e a prosa.

Me obriga a fazer poesia.

Me mostra que não tenho proeza.

E resta aqui uma proesia.


-COPO DE CAFÉ COM LEITE-

Deixe que toda a Natureza

Olhe para sua boniteza

Revelada francamente

Em seu espelho de princesa

Mas

Imagine-se Rainha;

Já que esta cidade aqui

sente falta de você, Norrany.

Neve, pela primeira vez

olha só, não esqueci:

vi dançando lá em cima

ou será impressão minha?

Café-com-Leite,

olha francamente

não há bebida mais simples

para dizer que o coração

não mente

Se a sala em que estamos

diminui para nos aproximar

querendo o próprio espaço

adiantar o tempo pro rapaz

o relógio vai andar

a cidade vai crescer

as pessoas vão amando

e não esquecerei você.

Café-com-Leite,

digo francamente

não há bebida mais simples

veja que meu olhar não mente.


-Nhá Ilha-

Além do cansaço

do embaraço

e do bobo pudor

um menino monta

seu castelo de papelão

Além do repúdio

do surdo lúdico

e do surto

uma menina desenha

seus estandartes no chão

E nada além do frio

Nada, nada mais Mar

E nada será vazio

Hoje memórias criam asas.


PROBIDO ESTACIONAR

Este estabelecimento

não se preocupa

com seu intento

nem com as bugigangas

e apetrechos

nesta caranga

amontoadas dentro.

Não se responsabiliza

nem se compadece

acerca de danos

ou stresse.

O preço é único

Levasse as chaves

e o que quisesse.

(em caso de:

roubo, furto)


Se humano?

Sem o conforto

insuportável

das máquinas.

Sem o desgosto

irrecusável

do coração partido.

E o fosso

ainda inseparável

de seu fundo.

Se humano.

Este abismo antigo

dividindo sonhos de futuro.

Sem o desgosto

irrecusável

das máquinas

Sem o conforto

insuportável

do coração partido.

Sê humano.


FFLCH

Adentro

e assento lento

ou correndo

do ponteiro tento

flechadas

de -ismos e -çãos

rasante

por entre a cabeleira

(somos muito pouco sãos)

Hoje fica mesmo difícil

é discernir os arqueiros.


Bola de Ferro

Eu vou te dar um presente

para atar-lhe a serenidade

em volta do teu tornozelo

que meça metade da cidade

aconselho para a corrente.

Eu vou fazer você livre

de teus vôos sem devir

Eu vou te dar o dever

de ser logo feliz

Eu vou te dar uma serpente

para que aprenda a mentir

enfim, como gente.

Vamos ajudar os delinquentes:

O que por fora é tijolo

por dentro não passa de semente.


LETRA B

A vã miragem

e o espelho

a civilização

e seu luzeiro

o progresso

e o desgrenho

da cabeleira

de uma morena

em desespero

enquanto libertamos

os céus, com foguetes

perde-se a luta

da dona-de-casa

pelo leite.

Que Brecha.


Pirâmide construída por Reis

Quero erguer uma pirâmide

meus trabalhadores serão todos Reis

meu monumento será a bola da vez

quem sabe sai uma foto nos States

Se meus Reis ficarem cansados

são as coroas dando conta do recado

pedirei encarecidamente

que removam seus elmos iluminados.

E então o calor urge

e os mantos com que cumprem

o esconder de suas vergonhas

cairão como na lona

antes, claro, que o sol se ponha.

Meus Reis, a maioria brancos

após dias de labuta grande

terão que se contentar

com a poeira que lhes cobre o semblante.

Mais parece um conto sem engenho

o que aqui se pincela,

nada mais que balela,

nem com o maior do empenho,

ou pela mais linda donzela!

O que importa deste poema

é justamente o lema:

que reis nunca construirão suas pirâmides.


Ex-passo Sideral

O tempo e o espaço

tempo e o espaço

tem por debaixo

do tempo e do espaço

passa o tempo

passa o espaço

passarão

passarinho

pássaro de aço.


*Espelho da Prosperidade*

ELA OLHOU PARA O UMBIGO

"DEUS, FILHA, É UBÍQUO."

ELA OLHOU PARA O ESPELHO

"SEREI A VELHA DO RESTELO."

ENTÃO,

ABRINDO OLHOS PARA O LIMBO

A ETERNIDADE ERA "BICO"

TUDO FÁCIL, TÁCTIL, TUDO ISSO

E LEMBROU-SE QUE NA MESMA CRIANÇA

QUE DESEJA SER GRANDE

HÁ VONTADE IMENSA

DE PERMANECER INFANTE

AFINAL, EM INSTANTES

TUDO SE DESEJA

E SE O CORAÇÃO BATE

SÃO PELAS LEMBRANÇAS

COM CERTEZA.


_Poema sem Pobrema_

A tal Arícia,

quando se aparece

com sua belezura;

dizerei em sete

Ocê faz carícias

pra paisagem da rua

ocorre que me aricia

os olhos e uma Lua

a que em torno do peito

orbita e carrego tua

Mas não tem pobrema

nenhum neste poema

ariciamento, eu dissesse

mas falando em defesa sua.

Nas esquinas deste poema

te dou a rua, a lua, sua.


Acalma, dor de onça

Dizem pelas banda

inte' por forasteiro

ecoando por aterros

sussurrando `a esmo

pelos que moram por la'

que no rancho

do compadre

muitas feras vao briga'

e a dor das felina

so' com poesia

pra se acalmar

a palavra no lugar

Acalmador de onça

Acalma, dor de onça

ele quis cantar

a seta do diabo

atingindo

as fera braba

raspou-lhes palavras

compadre nao teve como escapar

Acalmador de onça

Acalma, dor de onça

ele quis cantar

Hoje ele anda aleijado

inda toca essa canção

Acalmador de onça

com fera num se brinca não.


π (Pi)

---

Tua flor de fobia

fruto dessa dimensão

são pétalas envenenadas

sintetizando escuridão

Thank you for all

os tanques e o futebol

tuas medalhas de prata

revelar-se-ão, miragem

e a tal defendida pátria

naufraga na outra margem

Mas mió cardio

Que o edema

Que fizeram

em Iracema

Adeus, geriátrica farda,

Leve contigo um pouco

de veias arreganhadas:

de tristeza metálica,

de hematoma,pleura, neura,

Eu acuso o Cel. Mostarda!


Rubra Flor Diferente

Lhe deixou

uma camiseta do Flamengo

e um bilhete

que a Li leu

no busão


Tubos de Luz

Fluoresce na cachola

de um artista;

Floresce a cria,

em resposta

à dor da vida.

Fosforescem caixas

ao alcance da vista

e luzes baixas

vindas de fachadas mistas

bruxuelantes como o azul do fogo,

devorando nossos nervos pensistas

Tubos de luz acesos

para manter o coração morno

e eu não te vejo

apesar de querer te ver

apenas mais um peito

preso dentro da T.V.


Panis Mecânica

Ó

Só:

Aconteceu na Ilha da Fantasia,

durante a Industrial Revolução.

Panes seríssimos na máquina;

de fazer máquina;

de fazer pão;

Para o fuso:

relógio

Pára a fome:

ódio

Parafuso

furando

pão

Patrão, patrão,

é o avião!


Valentines

Sorry;

We are out of minesweepers

since last holiday

and I forgot my sneakers

in a previous story

The piper said that freedom

is a great habit indeed

So I went to search it

on the dictionary

None could dictate to me

so reliably about liberty;

Now, stop acting funny

Remember Ranch of the Palmito?

́cause surely this is it;

Let ́s smile like a potatoe.


CAPETALISMO SUSTENTÁVEL II

um tanto pranto

quando modernas maravilhas

desencantam

o veículo não funciona

a vacina não imuniza

o vinil desafina

instante brando

e nas pedras descarrilha

vagão por vagão

deste progresso estranho

nada mais que vão

vai a palavra, desimportando

e a vida rodeada por máquinas

as flores quando o sol se põe

ganham uma tristeza metálica

quero um foguete

que traga meu amor de volta

e mísseis que reflorestem

nossa oca

chuva amena

e talvez, menos tornados

gostaria que as palavras|

pudessem mudar os fatos

o Universo perdeu a paciência

muito antes da tal vitória da Ciência


CAPETALISMO SUSTENTÁVEL III

Quando, há muito

já deveria ter pedido clemência

você me vem com esse papo

de uma nova consciência

agora o Mundo

já virou um trapo

e acho mesmo um sarro

teu tal destrutivismo sustentável

que antiga novidade

designada pra alarde

veja só, a giga corporação

me diz ter mó coração!

Ah, ânsia de vômito

mergulhado na pauluição

seria até cômico

não fosse trágico refrão

a petroquímica

ficou lírica!

o banco virou santo

devastadores do mundo, uni-vos

dizendo "somos anjos"

mas pra essa toada cínica

responde a terra

mais do que sísmica


A Carta na manga não é fruta

FUI ESCREVER UM POEMA DE AMOR

MAS NÃO TENHO PRA QUEM DAR

FALTA-SE PESSOA, 'A RIGOR

JOGUEI AS RIMAS AO MAR

ME ARREPENDI

(PORDERIA TER GUARDADO)

E DIZER QUE ME APAIXONEI POR TI

(JÁ NO PASSADO)

PERDI UM ÁS NA MANGA

MAS BEM DESCARTADO

AGORA IEMANJÁ CANTA

MEU PRESSÁGIO

JAZ EMBARCADO EM SUA DIREÇÃO

ESSE ADÁGIO

VÃO


Emolation

TE PROCUREI

NA ESQUINA

NA QUITANDA

E NA VILA

NÃO ENCONTREI

AGORA VOU CHORAR

MEU PAI ME DISSE

NÃO SEJA EMO NÃO

SÃO TODAS COISAS

DO CORAÇÃO


CATHOLIC BOY

Opa, eba

que legal, que legal

opa, eba

que legal, que legal

Ele é bacana

Ele é um amor

Interessante

um bom ator

Conversa 'a pampa

por altas horas

sabe beber

em todas rodas

gosta de samba

gosta de ler

ele é melhor

que em casa ver TV

Mas no entanto

há um porém

sexo só pra fazer neném

sexo só pra fazer neném


A Intrépida viagem de Agnes II

Ouvi bater atrás da porta

Eu vi pela fresta da fechadura

meu medo, minha ferradura

parte d'alma torta

o que me ancora roto

e que me esfola o rosto

aquilo que não é certo

mas que é Direito

o que se é deveras

mas não serão deveres

o que é Estado

sem ser nem estar

este obstáculo

ao simples verbo amar

sinto mera sina

em conformar, conformar, conformar.